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terça-feira, 1 de novembro de 2011

CAMPANHA :SACI PARA O MASCOTE DA COPA DE 2014


Com o lançamento do livro "Saci , eu vi sim ", no próximo sábado (vide post anterior) os autores do livro, aproveitam a ocasião para retomar a Campanha :que indica o Saci como mascote da Copa do Mundo no Brasil em 2014 (Veja ao final deste release sete motivos porque o Saci). A proposta é encaminhar mensagens de apoio diretamente à CBF www.cbf.com.br, o endereço da Assessoria de Imprensa (Fale conosco) é comunicacao@cbffutebol.com.br, Sr. Rodrigo Paiva. No final do evento, às 19h, no Espaço Plínio Marcos, haverá a exibição do documentário “Somos todos Sacys”, dirigido por Rudá K. Andrade e Sylvio do Amaral Rocha. Contaremos com a participação de integrantes da SOSACI. Informações sobre o livro e imagem da capa abaixo. Saiba mais sobre o Dia do Saci e seus amigos: www.sosaci.org/Saci_leis.htm.
Por que o SACI mascote da Copa no Brasil em 2014? Segundo o saciólogo, jornalista e escritor Mouzar Benedito: “Ele é a síntese da formação do povo brasileiro: É o mito brasileiro mais popular, o único conhecido no Brasil inteiro (Boitatá, Curupira e mesmo a Iara requerem explicações quando a gente fala deles, em alguns lugares. O Saci não). É o típico brasileiro: mesmo pelado e deficiente físico, é brincalhão e gozador. O Saci surgiu como mito Guarani. Era um curumim protetor da floresta. Só com a chegada do europeu é que ele passou a ser demonizado, para facilitar a implantação do cristianismo. Apresentamos sete motivos por que achamos que ele merece ser mascote:


- “Adotado” pelas negras, especialmente cozinheiras, grandes contadoras de causos, ele virou negro e perdeu uma perna – uma das explicações para isso é que ele foi escravizado e mantido preso na senzala por grilhões, por uma perna. Uma noite ele resolveu fugir: cortou a perna presa por grilhões e se mandou. Preferiu ser livre com uma perna só do que escravo com duas. Então tem esse lado libertário.


- Dos brancos, ganhou o gorrinho mágico, vermelho, presente em vários mitos europeus. O gorrinho era usado também pelos republicanos, durante a Revolução Francesa.


- Então, o Saci reúne num só personagem os três grandes povos formadores do brasileiro: indígena, africano e europeu. Só não tem o asiático, que chegou aqui no início do século XX, quando a figura do Saci já estava “pronta”. Mesmo assim, há quem diga que já viu Saci com olhos puxadinhos em áreas povoadas por japoneses...


- O Saci tem a cor de uma grande parcela da população brasileira (inclusive da maioria dos jogadores de futebol) que é vítima de preconceito, é perneta, não tem roupa e mesmo assim é um gozador, brincalhão – quer mais brasileiro do que isso?


- Nesses tempos em que se fala tanto em ecologia, é bom lembrar que o Saci é um defensor do meio ambiente, como todos os mitos de origem indígena (o Curupira também defende a floresta, o Boitatá defende os campos, a Iara defende a água e os animais das águas, e o Caipora defende os animais da floresta).


- Fala-se também em acabar os preconceitos raciais e os contra os deficientes físicos – tá aí o Saci mais uma vez.


Já pensou a imagem do Saci em camisetas e outros materiais no mundo inteiro? Ele provocaria muito interesse dos outros povos para a cultura popular brasileira.

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