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domingo, 28 de outubro de 2012

ERIKA JANUZA : A LINDA PROTAGONISTA DE SUBURBIA


Fonte: Museu da Pessoa / Rede Globo
Foto: divulgação
Minha mãe é de Esmeraldas, uma cidade ao lado de Contagem, e o meu pai também. Minha família toda é de Minas, não tem ninguém de fora. Eu sei que eu surgi e meus pais se casaram.
O casamento deles tem fotos e tudo. Minha mãe com o barrigão, então eu participei do casamento. Minha casa de infância era uma casa grande, num quarteirão, um quintal grande.

Tinha um monte de cachorro, dava filhote, ficava aquele monte de cachorro espalhado. Meu pai tinha uma oficina, ele era mecânico, e a oficina era misturada com a casa. Minha mãe sempre foi doméstica ou trabalhou em casa de família. Hoje em dia ela trabalha em escola, a mesma que eu trabalhava antes de estar aqui. Depois a minha mãe separou do meu pai, e eu fui morar com a minha avó. Minha mãe saía pra trabalhar e eu ficava com a minha avó, então eu passei grande parte da minha infância e adolescência atrás dela.

Eu sempre gostei muito de estudar, de ser disciplinadinha. Minhas coisas eram todas coloridas, até mais velha os cadernos eram todos coloridos, igual de criança. E brincava muito na rua, de queimada, de amarelinha, essas coisas que hoje em dia a gente quase não vê. Eu adorava brincar de boneca. Minha avó falava que eu ficava dançando com as bonecas. Eu chamava ela pra dançar junto, dançava com comercial de televisão. Eu sempre gostei de imitar comercial de televisão, fazia propaganda sozinha. Eu imitava paquita. Colocava toalha na cabeça, meu cabelo era curto, pra fazer que o cabelo era grande e imitar.

Nunca fiz curso de nada, as minhas danças são todas no sentimento. De me puxar pra dançar e eu ir pegando. Um tempo atrás eu fiz uma aula de forró, quando o forró começou, que ninguém sabia dançar. E acaba que o forró é uma base pra muita coisa. Mas foi só, o resto, samba, essas coisas todas na prática vai pegando. Eu ia em festa, quando tinha em casa de alguém, mas em boate, não. Era muito raro. E dançava funk e muito axé, aquelas de dançar todo mundo igual, de passinho. Eu sabia as coreografias todas. Eu ficava na frente, todo mundo copiava. Sempre gostei de funk.

Eu trabalhei como secretária ou recepcionista, sempre nessa área. Com o passar do tempo, comecei a fazer desfile. Apesar de ser baixinha eu fazia uma coisinha aqui, outra ali, sempre com o sonho de televisão, mas nunca imaginava tão real. Com uns 15 anos eu fui atrás, querer saber como é. Eu comecei a participar de concursos de cidade, garota isso, garota aquilo e fui. E ganhei alguns. O primeiro foi Garota Contagem. Era uma coisa meio difícil por ser negra, não era fácil, mas às vezes a pessoa falava que tinha chance. Eu sempre senti que o fator da cor dava uma atrapalhada. Senti muito isso na infância, que eu sofria muito com coisa de cabelo. Eu ia pra casa chorando de falar do cabelo, de puxar: “Cabelo ruim, cabelo feio, cabelo não sei o que”. Eu tinha o maior complexo. Se fosse hoje em dia ia falar que era bullying, naquela época ainda não tinha isso. Hoje em dia ainda é assim, mas acho que naquela época era pior, meio sem controle.

Eu desfilava na passarela. Tinha roupa, maiô, essas performances que tira a canga. Tinha eliminatória, eu passei, fui passando e ganhei. Chorei horrores, porque a pessoa está ali cheia de sonhos, e acha que aquilo vai transformar a vida. Minha família toda foi porque era um dos primeiros. Foi um dos primeiros concursos que o meu pai viu, e das poucas vezes também que ele teve chance de ver. Saiu foto no jornal, e ele ficava todo orgulhoso, rodando o bairro e mostrando a fotinho pra todo mundo. Logo depois ele faleceu.

No Rio de Janeiro tinha vindo uma vez. Vim com a vontade de conhecer um baile funk carioca e queria conhecer o Projac. Chegou aqui procurei no Google, fiz mapinha pra saber o caminho do Projac. Eu nem entrei. Cheguei toda, toda, arrumei pra tirar foto, e quando chegou na porta o segurança: “Não pode tirar foto aqui!”. Eu fui embora tão derrotada, tão triste! E a coisa de baile funk. Era um negócio do Furacão 2000. E eu tava lá na plateia dançando, e a mulher me chamou e mais um monte de carioca. Eu dancei no palco e na hora o povo gritou mais pra mim. A mulher veio falar: “Você é de onde?”, “Sou de Minas”, aí ficou todo mundo assim...

Essa época eu trabalhava em escritório de advogados, depois fui trabalhar numa loja, desfilava, vestia roupa pros clientes. E depois disso fui trabalhar na escola que eu estava trabalhando até hoje. Em Contagem. E eu já nem tava correndo atrás de desfile, concurso. Eu já tava achando que não era pra ser. As pessoas me mandavam e-mail com indicação de alguma coisa e eu já nem abria mais. Um dia eu tava deletando tudo e resolvi abrir um de uma menina que sempre me manda: “Precisa-se de negras da idade entre 18 e 24 anos pra uma campanha publicitária. ”Só uma foto, não custa nada. Mandei, mas nem fazia ideia do que era. Aí o rapaz me ligou e falou pra mim: “Olha, o pessoal gostou da sua foto, você pode ir na Praça da Liberdade, tal dia, tal hora?” E nem tava dentro da faixa etária porque tava com 26 e era 18 a 24. Fui pro teste, super informal, com uma camerazinha, perguntou meu nome, o que eu fazia, se eu gostava de funk... Aí fui embora. Depois que eu tinha conversado ele desligou e falou assim: “O projeto é uma série da Globo.”.

No teste eu dançava e tremia, dançando e tremendo. Eu voltei pro meu serviço e não tava conseguindo concentrar. Comecei a emagrecer. Quase um mês me ligou: “queria te informar que você é a nova protagonista da minissérie da Globo.” Não sei nem explicar. Eu tava na escola, saí da sala da diretora, tava no meio do recreio, quando eu olho pra minha mãe: “Mãe, eu passei no teste”. E aí nós duas abraçadas no meio do pátio, uma choradeira.

E muita coincidência da história da Conceição, da personagem, com a minha vida. Da história de baile funk, de concurso, e meu sonho é pisar na Sapucaí, e ela vira rainha de bateria. Eu leio a história chorando. Um monte de coisa acontecendo igual a minha vida. Ela fala que quer namorar, noivar, casar, pra depois ter filho, e é justamente o jeito que eu penso. Meu sonho é casar de branco na igreja. A mistura da minha vida com a vida da personagem.





FABRÍCIO DE OLIVEIRA CONTA SUA VIDA - SUBURBIA


 Fonte: Museu da Pessoa  / Rede Globo



 
Fotos: Divulgação / Preta Joiaº








Eu precisava falar tranquilamente, olhando no olho. Então eu descobri que eu podia fazer isso na vida também.

Minha mãe é muito pudica, pelo que ela conta, e meu pai é um cara louco, farrista total. Mas meu pai também faz o cara gente boa, então eu acho que ele conquistou meu avô, que era um cara difícil, por isso. Ele começa namorar, esse cara doido, mas vai se enquadrando um pouco pra ficar com a minha mãe. Casaram-se e foram morar em Brotas. Eu nasci em Itapuã e fui pequeno morar em Brotas, que é um bairro enorme.

Meu pai hoje é aposentado, mas foi petroquímico a vida inteira. Trabalhou no polo petroquímico de Camaçari, que é próximo a Salvador. Minha mãe é funcionária pública, já tinha sido atriz mais jovem. Logo quando casou parou, porque ficou grávida do meu irmão e depois funcionária pública. Ela trabalhou no ICEIA, no Teatro Castro Alves, na Biblioteca Central.
A minha história com teatro começa aí, com o trabalho da minha mãe.

Eu sempre gostei de dançar. Então a gente tinha uma turminha no bairro que era de dançar e jogar vôlei, que era meu vício maior. Eu era o cara da rede e da bola. E sempre fui muito brigão, então briguei muito por conta dessa história de vôlei e de bola na minha adolescência. Mas é isso que eu fazia mais, jogava vôlei, fiz natação, caratê, capoeira, muito esporte. Com uns 15 anos eu fiz balé clássico, que a minha mãe me matriculou. Eu fui, achei o máximo! Eu tinha que ficar carregando as meninas. Homem, alto, com 15 anos de idade... Então nas apresentações eu só carregava as meninas. Era tipo uma roupinha, um collant, e eu ficava carregando. Eu me diverti mesmo de verdade! Mas aí eu comecei a dançar. Tinha um amigo do meu pai que tocava na Banda Mel, então eu comecei. A dança sempre me acompanhou na minha história. Mais pra frente eu comecei a dar aula, dancei num grupo e depois comecei a dar aula em academia de dança, com 18, 19 anos, viajava os interiores da Bahia dando aula de swing baiano. Eu tenho esse passado.

No ano que eu prestei vestibular, não passei de primeira, eu tentei pra Direito. Eu achava que seria advogado. E até por eu ser um aluno estudioso, de ter notas boas, achava que deveria ter uma profissão que ganhasse uma grana. Aí tomei pau nas duas universidades públicas que eu fiz. Fiquei burilando. Uma namorada, Mirela, já tinha me falado: “Fabrício, tu é ator, garoto, a sua é arte”. E resolvi prestar vestibular de novo no ano seguinte pra Teatro, como primeira opção. Artes Cênicas, na Federal, e Dança como segunda opção. Passei pra Artes Cênicas em quarto lugar. Quando é coisa que você quer mesmo, você vai! Tem outros lugares que você aciona, do destino, sei lá! E foi incrível. A faculdade pra mim foi outro passo de mudança. Mas a grande parada da faculdade pra mim foram os amigos que eu fiz. Éramos seis, que a gente se conheceu nesses primeiros testes e ficamos muito próximos. Eu hoje sou ator que eu consigo ver coisas minhas em cada um deles, da troca!

No meu primeiro ano da faculdade, eu entrei pra um grupo de teatro que era a Companhia Baiana de Patifaria. Comecei a fazer “Capitães da Areia” com eles, eu com 19 anos, ganhando mil reais por semana naquela época! Falei: “Opa. Então daqui! Tá funcionando”. Aí aconteceu uma coisa louca, eu não parei mais de trabalhar com o teatro. Desde então eu vivo só fazendo teatro como ator e me sustentando! Eu tava querendo sair de casa, liberdade, poder fazer as coisas do meu jeito. Meus pais eram ótimos, mas eu queria viver o mundo no meu recorte. Eu lembro que um dia eu falei: “CHEGA! CHEGA! To saindo de casa agora”. Dali eu nunca mais voltei pra morar em casa não!

Fiz uma campanha eleitoral, uma coisa bizarra, mas foi ótima porque foi o meu sustento. Depois dessa campanha, eu virei garoto propaganda do cara que ganhou. Aí eu viajava, e foi uma experiência linda na minha vida. A gente viajava de 15 em 15 dias pelo interior da Bahia. Daí eu emendei com “A máquina”, que foi o filme do João Falcão, e fiz duas peças em Salvador.
Depois eu fiz “Cidade dos Homens” e fiz o teste pra “Sinhá Moça”, e já mandei trazer minha mala pro Rio, falei: “Pai, traz tudo pra cá que eu já vou ficar por aqui”. Eu tava com malas prontas. Vim pro Rio, e fui morar na zona sul, em Botafogo, e foi um Rio que se abriu pra mim, de gente de esquina, de boteco, de papo, de encontrar outros atores de teatro.

Eu sou gago desde pequeno. Fiz fono a minha vida inteira. Hoje eu consigo diagnosticar isso: medo de falar com as pessoas, de olhar para as pessoas, muito retraído. A loucura é muito mais psicológica, muito mais nesse espaço. Eu comecei a descobrir que tinha a ver com a minha insegurança. E comecei a sacar que eu precisava respirar e ter calma pra isso. Isso eu fui descobrindo com a vida. E comecei a perceber que toda vez que eu tava em cena eu não gaguejava. Eu pensei: “Porque eu penso antes, sei o texto que eu vou falar, já sei bonitinho o que eu vou falar!” Então eu preciso chegar e falar com calma, olhar pra pessoa. Fui descobrir isso dentro da arte, porque de algum jeito eu fazia personagens e pessoas. Eu precisava falar tranquilamente, olhando no olho. Então eu descobri que eu podia fazer isso na vida também.

Depois da novela eu emendei o “Sítio do Pica Pau Amarelo” e a “A Favorita”. Nesses anos eu fui emendando novelas, recomeçando. Parava, terminava, voltava pra cá, alguém me ligava e falava: “Ei, tem um trabalho aqui”. Fiz o “Sítio”, que foi uma experiência linda. Eu fazia o Saci. Foi incrível, porque foi despertar de novo uma coisa infantil e de lidar com o meu jeito meio pirracento. Eu fazia esse Saci mais malandro, provocador. Entrei depois para a Companhia de Teatro Íntimo, que é daqui do Rio de Janeiro. É uma linguagem muito bacana. Depois fui trabalhar com Amir Haddad, que foi incrível, foi ótimo. Até hoje eu sou meio do Tá Na Rua, frequento, de teatro de rua de verdade.

E agora Suburbia. Com atores maravilhosos, muita gente nova. Esse frescor. E se eu to fazendo um bom trabalho, ninguém tem que estar lembrando o que eu já fiz. É a primeira vez naquele instante, naquele presente. Eu tenho que tentar manter como se fosse a primeira vez, no meu olhar, no meu jeito de fazer, não ficar preso nas coisas que eu já sei que funcionam. Tem que deixar vazar. E isso eu consigo beber muito com esses meninos.

Meu personagem, o Cleiton é um cara que não reclama da vida. Ele soluciona. É um aprendizado pra mim isso, por que ele vai solucionando a vida sempre, não tem olhar pra trás, não tem nem desejar tanto à frente. Apareceu, vem cá que eu resolvo. Começa um garoto supertímido, com essa persona de alguém que perdeu muito. Ele tenta se abrir na vida, só que a vida vai levando-o pra outro lugar. Ele vai tentando achar que persona é essa dele. É esse menino atrás de um “eu”. Eu incorporo essas personas inteiras que eu fui na minha vida. Essas personas inteiras, do garoto gago, tímido, de aparelho, de óculos, para o garoto já mais bem resolvido, mais seguro, para o homem com outro comportamento, menos agressividade, mais observação. Acho que o Cleiton é um pouco desse mito humano, da saga, dessas fases todas que a gente passa na vida, de uma construção de uma persona, a construção de uma identidade. Acho que o Cleiton representa essa saga do humano à busca do “eu”.


















SUBURBIA : A HISTÓRIA DA ATRIZ ANA PÉROLA


Texto: Museu de Pessoas 

"A ex-gari e passista da Império Serrano que virou atriz"

A minha mãe sempre trabalhou muito. Ela é cabeleireira, e o dinheiro do cabelo de hoje já era pra comprar alguma coisa pra casa, o dinheiro do dia. A gente nunca passou fome porque minha mãe nunca deixou a peteca cair. O dia que não aparecia alguma coisa, vinha a luz, que Deus é muito bom. Quando você acha que as coisas não vão... Opa! Aparece um cabelo, um cortezinho rapidinho, uma tintura. Ela trabalhava em casa pra poder ficar com a gente. Minha mãe sempre quis mesmo a gente, com muita força. Eu nasci de seis meses, e todas as pessoas me olhavam e falavam assim: “Esse bichinho aí não vai vingar não”. E to aqui, fazer o que?

O subúrbio é um local onde tem pessoas que são próximas, que os vizinhos são como parentes, que a gente pode ser íntimo com todas. É isso, é você ter mais contato com as pessoas.
É gostoso ser do subúrbio. A minha família é muito engraçada, então a gente conta nossas histórias já é o suficiente. Tem bastante comida. Minha tia gosta muito de cozinhar, e no domingo, se você não comer a comida dela ela fica louca! Foi ela que me levou pro samba! Eu tinha seis, sete anos, só que não podia desfilar, mas eu ia em todos os ensaios. Minha tia me levava pro Unidos da Ponte, era ótimo. Eu acho que quando você gosta muito de uma coisa, vê alguém fazendo, acha muito bonito, acaba tentando fazer aquilo de qualquer forma e você consegue. É uma verdade que eu tenho pra minha vida! Era uma coisa que me encantava, o povo sambando pra caramba. Eu ficava lá o tempo todo sambando igual uma louca. Até hoje, se soltar o pé numa bateria, ta ti cá tá, acabou! Muito gostoso. Quando a bateria toca parece que mexe com o seu interior e eu, pelo menos, não consigo ver mais ninguém na minha frente. Não existe um cansaço físico.

Aí comecei a pedir pra minha mãe me levar, eu fui, comecei a pescar mais como as mulatas faziam e pronto, cada dia que passava eu tava ficando melhor no negócio, e hoje eu me considero uma profissional do samba, porque faço o samba por amor. Hoje eu to na Mocidade
como passista e como coordenadora de ala no Império Serrano. A passista tem que
saber sambar bem, ter um corpo legalzinho e ter leveza nos movimentos; demonstrar simpatia, mostrar alegria, fazer com que as pessoas que olhem pra ela vejam o que a escola pode oferecer. Você ta representando uma escola!

Uma coisa eu tinha certeza:“Eu vou ser dançarina”, isso sempre. Conforme foi passando o tempo, todo mundo parece que tem que ter uma faculdade. Eu já pensei: “Ah, deixa o mundo me
levar, a vida vai me encaminhar pra um caminho certo”! Eu comecei a trabalhar profissionalmente como dançarina no Plataforma. Eu trabalhava à noite, dançava vários estilos. Aprendi xaxado, carimbó, danças típicas do Brasil. Eu adorava estar no palco.
Eu precisava, era muito importante pra mim. Abria a cortina, você está lá!

Eu fiz um concurso de gari, em 2005, só que eles só me chamaram em 2007. Comecei a trabalhar como gari o dia inteiro e à noite ia dançar. Acho que fiquei dois anos nessa loucura. Num
momento eu me senti muito exausta, meu corpo não tava aguentando mais. O primeiro dia como gari o braço dói muito, que a vassoura é grande, pesada, você não é acostumada a ficar o dia inteiro só varrendo. Depois, tudo me divertia: “Vamos varrer essa rua daqui até lá”,
eu: “Caraca, vamos varrer”. A gente parava, pedia água, comer alguma coisa, é bom! Fui trabalhar em Irajá, na rua, fiquei um tempão trabalhando lá, com a equipe de ceifadeira e tive uma rua só pra mim.

E não tem jeito, tava lá eu pingando, maquiadinha, a hora que dava a gente dá um jeitinho, olha no vidro do carro: “Opa, será que eu to bem?”. Um brinquinho, e se der pra botar um colar de plástico pra não machucar a pele, alguma coisinha assim, ta sempre arrumadinha. Não é porque você é gari que você tem que andar de qualquer jeito, tem que ta sempre arrumadinha, sempre bonitinha. Eu trabalhava dentro da prefeitura como gari, aí quiseram fazer uma reportagem pro jornal, e o rapaz colocou: “Pérola no lixo”. Eu: “Pô, Pérola no lixo?” Mas a
reportagem ficou linda, dali por diante as pessoas me chamavam: “Você que é a Pérola?” Como eu vou falar que não? As pessoas me chamam de Ana Pérola até hoje.

Tem muita coisa ao contrário. A Jéssica é a mulher! É a toda poderosa, ninguém pode ir contra ela. A loira falsa, ela não deixa a peteca cair, ninguém pode falar alto com ela, ninguém
pode ser mais que ela. A Ana não, é tranquila, cada um tem o seu espaço, cada um tem sua verdade. A Jéssica tem que ta com o pelinho loirinho. Ela vai pra praia, passa o seu descolorante, e isso é coisa de quê? Suburbano! A Jéssica sempre com o pelinho loirinho, linda, maravilhosa. Mas ela dança e eu amo.






Seminário Suburbia: O Indivíduo na Construção do Imaginário Social

 Evento acadêmico estimula reflexão sobre a importância do espaço das periferias na sociedade

Fonte: Globo Universidade





Uma história de amor e drama social que se passa na Zona Norte do Rio de Janeiro, em meados dos anos 1990. O seriado Suburbia, idealizado pelo diretor Luiz Fernando Carvalho e desenvolvido por ele e pelo escritor Paulo Lins, envolve aspectos econômicos, geográficos, históricos, sociológicos, filosóficos e literários de uma região: o subúrbio. Por isso, com o objetivo de ampliar o debate acadêmico e a reflexão multidisciplinar sobre o tema, o Globo Universidade realiza o Seminário Suburbia: O Indivíduo na Construção do Imaginário Social, no dia 6 de novembro, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e 13 de novembro, na Universidade de São Paulo (USP).

Os eventos abordarão a mistura de ficção e realidade encontrada na série, além de discutir questões socioeconômicas, espaciais e ideológicas que envolvem as populações que vivem no subúrbio, trazendo à tona a importância das periferias para a construção da sociedade brasileira.
Com o intuito de enfatizar ainda mais essa relação entre o fictício e o real, os seminários apresentarão vídeos que contam histórias de vida dos atores e autores de Suburbia. Esses depoimentos foram gravados em parceria com o Museu da Pessoa, um museu aberto, gratuito e colaborativo, que tem como missão transformar as histórias de vida de todo e qualquer indivíduo em fonte de conhecimento, compreensão e conexão entre as pessoas.
Além disso, haverá, também, uma exibição de fotos do making of de Suburbia. As fotos foram tiradas por fotógrafos da agência do Programa Imagens do Povo, do Complexo da Maré. Criado pelo Observatório das Favelas, o programa é um centro de documentação, pesquisa, formação e inserção de fotógrafos populares no mercado de trabalho.
Os interessados em participar do Seminário Suburbia no Rio de Janeiro, na PUC-Rio, devem enviar um e-mail para globo.universidade@tvglobo.com.br, informando nome e instituição a qual pertence.
As inscrições para o Seminário Suburbia em São Paulo, que será realizado na USP, poderão ser feitas pelo e-mail: gu.inscricao@redeglobo.com.br, informando nome e instituição.
Serviço:
Seminário Suburbia: O Indivíduo na Construção do Imaginário Social
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – 6 de novembro
Horário: 14h às 18h30
Local: Auditório B8 Rua Marquês de São Vicente, 225
Departamento de Direito – Edifício da Amizade – Ala Frings – 8º andar
Gávea – Rio de Janeiro
Universidade de São Paulo (USP) – 13 de novembro
Horário: 9h30 às 14h
Local: Auditório Paulo Emílio Av. Professor Lúcio Martins Rodrigues, 443
Prédio Central da Escola de Comunicações e Artes – 2º andar
Cidade Universitária – São Paulo

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

TROFÉU RAÇA NEGRA 2012: FESTA DE LANÇAMENTO


Troféu 2012 é lançado em ritmo de festa

"Esse ano promete muitas emoções..." Preta Jóia® 

Fonte: Carlos Romero - Assessor Zumbi dos Palmares
Fotos: Joseane Tavares

A festa de lançamento de uma década do Troféu Raça Negra 2012 teve início em grande estilo. Artistas negros em destaque na mídia, atletas com reconhecimento internacional e o anfitrião, Marcos Simões, vice presidente da Coca-Cola Brasil, confraternizaram a alegria de perceber que aos 10 anos de vida a premiação vem mudando a história da sociedade brasileira. O almoço realizado na sede da Coca-Cola Brasil consagrou o sucesso.
Para abrir os trabalhos o vice presidente da Coca-Cola Brasil, Marcos Simões, falou sobre a o orgulho de fazer parte da iniciativa.
"Eu estou muito orgulhoso, pela capacidade de mudança e simbolismo que a Afrobras trouxe. Para mim pessoalmente e para Coca-Cola Brasil o Troféu Raça Negra representa nossos valores de diversidade e a capacidade de fazer mudanças e proporcionar novas oportunidades. Tenho certeza que este é só o começo, estamos passando por um momento de mudanças drásticas quanto a questão dos negros, como ocorreu com as cotas raciais nas universidades federais. Eu sei o quanto a Afrobras e Troféu Raça Negra foram importante nesta mobilização".
Em clima de retrospectiva, momentos ímpares das cerimônias foram relembrados. Coimo a primeira edição a fim de incluir e enaltecer a participação do negro nos 500 anos de Brasil, o resgate e a dívida a ser paga ao cantor Wilson Simonal, a homenagem a Michael Jackson, Milton Nascimento...
Nomes como o do ministro Joaquim Barbosa, do lutador Anderson Silva foram citados orgulhosamente.
Foi revelado que o evento será roteirizado em cima do discurso de Martin Luther King Jr., e contará com a presença da filha do grande defensor dos direitos civis dos EUA, Bernice King, no Troféu chamado "I have a dream". A Miss Mundo angolana, Leila Lopes é uma das promessas para esta décima edição.
Como Mestre de cerimônias, desta edição o ator Érico Brás falou revelou uma prévia de como será sua participação no evento.
"Nada em nossa vida acontece por acaso, o que cai em nossa mão é porque somos capazes de conduzir.
O que está acontecendo aqui agora com esta quantidade de negros reunidos é o avanço e a materialização do que minha mãe me disse, que nós temos um lugar na sociedade. Não quero uma revolução para amanhã, mas sim para hoje. Então vamos celebrar mais um troféu. Me sinto honrado e privilegiado, e já aviso que vou bagunçar!"
Pelo que representa e por ter estado na primeira edição de entrega das estatuetas, Chica Xavier falou sobre a emoção do decênio da festividade.
"Nasci em Salvador, filha de uma mãe pobre que lavava roupa para me criar. Apesar de ter recebido propostas para me dar ela me manteve junto a ela. Com 14 anos eu já estava trabalhando e posteriormente tornei-me a atriz que vocês conhecem hoje, sempre lutando pela igualdade racial"
O presidente da Afrobras, José Vicente falou sobre o “Oscar” da Comunidade Negra.
“São dez anos de consolidação das mudanças no Brasil. Eu ousaria dizer que grande parte das mudanças ocorridas no Brasil quanto ao tema negros têm o nosso traço, no troféu e nas nossas realizações pessoais. Quem acompanhou viu que grandes personalidades passaram pelo Troféu. Dez anos depois colocamos o nosso evento como o mais importante da semana da Consciência Negra e parte do calendário da Cidade de São Paulo”.
O assessor Carlos Romero entre as divas 


Ainda foi revelado que a cerimônia deste ano irá traçar uma trajetória paralela da temática negra dentro e fora do Brasil. Um conjunto de personalidades será escolhido para ser premiado em alusão ao tema.
Com muita descontração a cantora Flávia Santana animou o evento e colocou ícones como Chica Xavier e Marina Miranda para dançar.
A cerimônia acontece dia 19 de novembro em São Paulo, na sala São Paulo. 


Atores Deiwis Jamaica, Rafael Zulu e Marcelo Batista.
 
Atrizes: Cacau Protásio e Chica Xavier

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ALMIR GUINETO E CONVIDADOS NO SESC POMPÉIA

Fotos : Divulgação
Fonte: Assessoria Sesc

 Lançamento do CD Cartão de Visita, em que Guineto se concentra no partido-alto, sua marca registrada, e em sambas que abordam questões que nortearam sua carreira, como o amor, a família, a religiosidade e a crítica social.







 O músico conta com a participação do compositor Almirzinho, seu filho, nas três apresentações.


                                         Dudu Nobre participa nas duas primeiras noites......




















Na última noite, a participação especial será do Quinteto em Branco e Preto. Choperia. Ingressos à venda pela rede IngressoSESC a partir das 14h do dia 25/10. A Choperia é classificada como casa noturna em função da venda de bebidas alcoólicas. bre participa nas duas primeiras noites...



Proibido para menores de 18 anos: venda de bebida alcoólica no local.



SESC POMPÉIA


DIAS 01/11, 02/11, 03/11

Quinta e sábado, 21h30 e 6ª (feriado) ás 19h.




Músicas do CD
01 Mãe Iemanjá
02 Tá Tudo Mudado
03 Tambor
04 Cartão de Visita
05 Desabafo
06 Dom do Criador Participação: Adalto Magalha
07 É Você
08 Outra Oportunidade
09 Partideiro Caseiro Participação: Arlindo Cruz
10 Paixão Falida
11 Sou Eu
12 Homenagem ao Mestre Neoci



 Ouçam aqui a faixa que dá titulo ao CD:



terça-feira, 23 de outubro de 2012

KOLOMBOLO DIÁ PIRATININGA : BAILE DO VELUDO BLACK EM NOVEMBRO

KOLOMBOLO DIÁ PIRATININGA convida para o
4º BAILE DO VELUDO BLACK
03 de novembro 2012 | 22h Centro Cultural Rio Verde
DJs: Theo Werneck + Marco Mattoli (Clube do Balanço) + Tano (Z'África Brasil) + Renato Dias (Kolombolo diá Piratininga).
Na pista, muito original funk, samba, rhythm and blues, samba-rock, soul e melodia, no melhor estilo dos bailes Black.
O clima é de homenagem aos antigos bailes que aconteciam nas periferias de São Paulo - Aristocrata Clube, Chic Show, Circuit Power, Zimbabwe, Black Mad, Baile do 220 e as gafieiras do Paulistano da Glória.
SERVIÇO:
4º Baile do Veludo Black
Dia 03 de novembro de 2012 - sábado - das 22h às 04h
Centro Cultural Rio Verde – Rua Belmiro Braga, 119, V. Madalena
ENTRADA: R$ 20,00
R$ 15,00 enviando o nome para a lista amiga: listadoveludo@kolombolo.org.br, até às 18h do dia do evento.
Comemore seu aniversário no Baile! Você e seu acompanhante ganham VIP e seus convidados 50% de desconto.
INFORMAÇÕES:
11 3816 3082

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Troféu Raça Negra 2012 será lançado no Rio de Janeiro dia 23/10/2012



Troféu Raça Negra chega à décima edição fazendo retrospectiva dos avanços da comunidade negra


Fonte : Carlos Romero - Assessoria

Troféu Raça Negra 2012 será lançado na sede da Coca-Cola Brasil, no Rio de Janeiro, no próximo dia 23 de outubro e promete revelar detalhes de como será a cerimônia de premiação desta décima edição.




 Neste almoço de lançamento são aguardados artistas e personalidades, que nas últimas nove edições têm comparecido em peso para prestigiar a festividade.



A organizadora da festividade, a Afrobras (Sociedade Afrobrasileira de Desenvolvimento Sócio Cultura) e sua apoiadora a Faculdade Zumbi dos Palmares apenas antecipam que a entrega das estatuetas será permeada por uma retrospectiva não só dos melhores momentos das celebrações ocorridas nas últimas nove edições, mas também dos fatos que têm marcado positivamente a história do negro mundo a fora.


O almoço que reúne anualmente grandes nomes da música, televisão, teatro, cinema e personalidades será a oportunidade para desvendar o que mais está sendo preparado para a noite premiação que será realizada no dia 19 de novembro, na renomada Sala São Paulo, na capital paulista.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

ZEZÉ MOTTA LANÇA CAMPANHA PARA O CÂNCER DE MAMA


 Fonte: Agência Brasil

O Ministério da Saúde lançou nessa segunda-feira campanha que tem por objetivo alertar as mulheres para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. A atriz Zezé Motta aparecerá na TV falando sobre a necessidade do exame de mamografia. Também serão publicados cartazes e veiculados jingles.
Durante o evento, no Ministério da Saúde, o ministro Alexandre Padilha agradeceu à atriz pelo seu engajamento à campanha que tem como tema Cuidar da Sua Saúde é um Gesto de Amor à Vida. Olhe e Sinta o que é Normal e o que Não É em Suas Mamas. "Quem agradece sou eu por participar de um ato de amor à vida", disse Zezé Motta.



A atriz Zezé Motta e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante lançamento da campanha
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil



O ministério apresentou um balanço das mamografias feitas no País. Entre 2011 e 2012 houve um aumento de 16% na quantidade de exames feitos, passando de 1.839.411 para 2.139.238. Na faixa prioritária, que vai dos 50 aos 69 anos, o aumento foi 21%.
A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) lançou no mesmo evento o movimento nacional Outubro Rosa 2012 com o tema Todo Dia uma Vitória contra o Câncer de Mama. "O cuidado, acolhimento e engajamento das pacientes e de seus parentes na causa cor-de-rosa é o foco da campanha deste ano que ressalta o papel destas batalhadoras", disse a presidente da Femama, a médica Maira Caleffi.
Por causa do Outubro Rosa, vários prédios públicos da capital federal, entre eles o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, estão, a partir de hoje, iluminados de rosa. A medida é para chamar a atenção das pessoas para o diagnóstico precoce do câncer de mama. A Catedral de Brasília também recebeu a mesma iluminação.


Entenda a Lei de Cotas nas universidades federais




Por: Instituto Mídia Étnica




Há um mês a presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto de lei que estabelece uma reserva de 50% das vagas nos processos seletivos de universidades e institutos federais para alunos que cursaram todo o ensino médio na escola pública. A nova legislação cria uma única política de ação afirmativa, já que até hoje as instituições de ensino usavam diferentes modelos para garantir o acesso de grupos da população ao ensino superior.
O projeto de lei tramitou por quatro anos no Congresso Nacional e foi aprovado pelo Senado no início de agosto. No Ministério da Educação (MEC) um grupo prepara a regulamentação da lei que estabelecerá algumas regras para que as a reserva de vagas possa ser colocada em prática. Mesmo depois de todo o debate, a Lei de Cotas ainda causa muitas dúvidas. Confira aqui dez perguntas – e respostas – sobre o projeto.





. Quando a reserva de vagas para alunos de escola pública começa a valer?
As novas regras passam a valer para os processo seletivos de 2013. Mas a implantação da reserva de 50% das vagas para alunos de escola pública não será imediata: a lei estabelece um prazo de quatro anos para a universidade cumprir integralmente as novas regras. Portanto, o número de vagas reservadas deve crescer anualmente até o fim desse período, a critério de cada instituição.
2. Quem vai fazer o Enem de 2012 já poderá se beneficiar da medida?
Sim. Todas as universidade e institutos federais que usam o Enem como critério de seleção utilizarão os resultados da prova deste ano para os seus processos seletivos de 2013, quando as novas regras já estarão em vigor. Naquelas instituições federais que ainda não usam o Enem, a seleção será pelo vestibular tradicional.
3. A reserva de 50% das vagas para alunos de escolas públicas se aplica a todos os cursos?
Sim. Em cada curso, pelo menos metade das vagas deverão ser ocupadas por estudantes que cursaram todo o ensino médio na rede pública. Ou seja se um curso de medicina tem 40 vagas, 20 dos aprovados serão ex-alunos de colégios públicos.









4. Haverá um critério de renda na distribuição?
Sim. A lei determina que metade das vagas reservadas às cotas sociais – ou seja 25% do total da oferta – serão preenchidas por alunos com renda de um salário mínimo e meio per capita. Por exemplo: em uma família com quatro pessoas, a renda mensal máxima deverá ser de R$ 3.732.
5. Os alunos das escolas públicas concorrerão apenas a metade das vagas? E o restante fica com os estudantes dos colégios particulares?
Não. Todos os estudantes concorrem ao total das vagas ofertadas. A diferença é que pelo menos metade das vagas terão que ser preenchidas por ex- alunos da rede pública. Quando essa cota for preenchida, o restante (50%) das vagas será distribuída por todos os candidatos – independente de onde estudaram – a partir das notas de cada um.
6. Como serão preenchidas as vagas por critério racial?
Do total da reserva de vagas da cota social, metade será preenchida a partir do critério de renda (veja item 4). A outra metade – ou seja, 25% do total da oferta – será distribuído a partir do critério racial. Segundo a lei, essa reserva será preenchidas por pretos, pardos e indígenas, em proporção à composição da unidade da federação em que a instituição se situa. Por exemplo: em um curso com 100 vagas, metade será para cota social – 50 vagas. Desse total, 25 vagas serão preenchidas a partir do critério de renda e as outra 25 ficarão com candidatos pretos, pardos e indígenas. Nesse grupo terá direito a mais vagas o grupo racial que for maior naquele estado.

7. Como será comprovado o critério racial?
Assim como já ocorre no Programa Universidade para Todos (ProUni) e no Sistema de Seleção Unificadas (Sisu), as vagas serão preenchidas a partir da autodeclaração – ou seja, o aluno deve informar no momento da inscrição a que grupo racial pertence.
8. A reserva de vagas para alunos de escolas públicas será para sempre?
Não. A lei prevê que no prazo de dez anos haja uma revisão do programa, a partir da avaliação do impacto das cotas no acesso de estudantes pretos, pardos, indígenas e alunos de escola pública. A partir desse levantamento, a política pode ser revista.
9. A reserva de vagas vale para qualquer instituição de ensino superior?
Não. A Lei de Cotas se refere apenas às universidades federais e aos institutos federais de educação profissional e tecnológica. Mas não há nenhum impedimento para que outras instituições públicas – estaduais ou municipais – e mesmo as particulares também adotem os critérios da legislação.
10. Como ficam as instituições de ensino que já adotam alguma política afirmativa diferente da reserva de 50% de vagas para escolas públicas?
Todas as universidades federais vão ter o prazo de quatro anos para se adaptar à nova regra, mesmo aquelas que já têm algum tipo de cota – seja racial ou social. No caso das universidades que aplicam apenas a reserva de vagas pelo critério racial, por exemplo, terão que passar a levar em conta também o critério de origem do aluno.
Fonte: EBC

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

PROJETO PIANO NO METRÔ : ORGULHO NEGRO !!!




 Por Preta Jóia



O usuário que passarão pelas estações Jabaquara e São Bento (na Linha 1-Azul em área paga) e Largo Treze (na Linha 5-Lilás em área livre) poderão utilizar os pianos itinerantes que ficarão disponíveis nestes locais por dois meses.
Inaugurado em março de 2011, o projeto “Piano no Metrô” já percorreu várias estações a fim de aproximar o público metroviário da arte musical, como já acontece nas demais estações do Metrô, com as obras do acervo de artes plásticas permanente e as exposições temporárias.
Os três pianos poderão ser tocados todos os dias durante o horário de funcionamento das estações.
E nessa última sexta-feira, 28 de setembro, quando estou passando pela estação do metrô Jabaquara rumo à Baixada Santista, me deparei com rapaz
tocando piano timidamente, mas sua performance foi excelente, muitos pararam como eu para apreciar, fotografar e até fazer vídeo com os celulares.
Assim que encerrou sua improvisada apresentação fui cumprimentá-lo e saber quem era. Seu nome Marcelo Costa, 29 anos, engenheiro... querem mais ??!!!
Não dá orgulho quando nossa raça chama atenção de pessoas de diversas raças, culturas que param para admirar o talento ??? Parabéns ao Marcelo,
orgulho da nossa raça !!!
Quero agradece-lo também por sua simpatia e cordialidade.