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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Cooperativa dos Catadores da Baixada do Glicério (SP) lança no dia 8 de dezembro livro colaborativo CATADOR



 Fonte: site Dulcineia Catadora / Site Cooperglicerio
Fotos: divulgação





No dia 8 de dezembro a partir das 15h será lançado o livro CATADOR – Uma história da Cooperativa dos Catadores da Baixada do Glicério (Cooperglicério). O lançamento será na sede da cooperativa e contará com show da banda Canções Velhas para Embrulhar Peixes, formada pelo poeta Arruda e o multiartista Peri Pane. Os livros serão distribuídos.
CATADOR é um livro colaborativo, feito com a participação de catadoras artistas que fazem parte do coletivo Dulcineia Catadora. Elas entrevistaram pessoas que tiveram um papel importante na história da cooperativa do Glicério, pintaram as capas dos livros de papelão e fizeram a montagem de cada um deles.
Cada livro contém uma pintura inédita feita por crianças filhos de catadores e/ou que moram na região do Glicério. A cooperativa existe desde 2006 melhorando o programa de coleta seletiva da cidade de São Paulo com o trabalho de 36 cooperados que vão para as ruas com seus carrinhos coletar material que pode ser reciclado. Se não fosse o trabalho de cooperativas como o Glicério o volume de lixo no aterro sanitário da capital paulista seria insustentável. O trabalho dos catadores é ainda fonte de renda para muitas famílias na região central da cidade.







 SOBRE DULCINÉIA CATADORA



Dulcinéia Catadora é um coletivo que confecciona livretos com capas de papelão, faz instalações, dá oficinas e realiza intervenções urbanas. Iniciado em fevereiro de 2007, em São Paulo, Brasil, pela artista Lúcia Rosa e Peterson Emboava, um jovem talentoso, filho de catador, após um trabalho em colaboração na 27ª Bienal de São Paulo com o Eloísa Cartonera, o grupo argentino que iniciou essa prática. Outros jovens filhos de catadores juntaram-se ao Dulcinéia Catadora, além de artistas e escritores que participam da seleção de contos e poesia publicados pelo coletivo. Sempre em contato com o Movimento Nacional dos Catadores de Reciclagem, o grupo valoriza o trabalho do catador, age em defesa da inclusão social e pretende desenvolver o potencial artístico e criativo de seus participantes. Como prática diária, o grupo compra papelão recolhido nas ruas por catadores, os carroceiros, a um preço mais alto que aquele pago em sucatas. Essas caixas são cortadas em vários formatos para serem usadas como capas e são pintadas uma a uma com guache. Os livros são vendidos por R$6,00 e a renda é dividida entre os participantes. Divulgar o trabalho de escritores novos é outra prioridade do Dulcinéia Catadora.
Dulcinéia é uma das mais de trinta cartoneras espalhadas pela América Latina, e procura estimular a criação de núcleos pelo Brasil.
Em 2011, mudamos a maneira como desenvolvemos nosso trabalho. Não temos mais atelier. Em vez disso, nossa proposta é fazer um trabalho itinerante, indo a cooperativas de materiais recicláveis e formando grupos de pessoas interessadas em pintar capas, montar e vender livros. No momento estamos indo aos sábados de manhã à Cooperglicério. Assim que esse grupo ganhar autonomia e for capaz de desenvolver todo o processo sozinho, pretendo procurar outra cooperativa onde os catadores tenham interesse em formar um grupo para iniciarmos outro núcleo de confecção de livros.








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