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quinta-feira, 27 de março de 2014

OUTRAS PORTAS, OUTRAS PONTES SEGUE APRESENTAÇÕES NA ZONA LESTE

Fonte: Lau Francisco




O espetáculo "Outras portas, outras pontes" segue rodando por várias regiões da cidade. Neste fim de semana é a vez da Cidade Patriarca. Os bailarinos da cia. realizaram até aulas de Parkour para se adaptar às diferentes arquiteturas dos cinco locais escolhidos para as apresentações que unem caminhada cênica nas ruas com fechamento em um teatro. Entrada Franca!



Dança 


“Outras portas, outras pontes” dá seqüência às apresentações nas periferias e chega na Cidade Patriarca, zona leste de SP .
Proposta é elucidar ligações ancestrais entre os locais de espetáculo e o bairro do Capão Redondo O apartheid “gentil” existente no Brasil, negros operários tratados com sub-cidadãos, espaços físicos gerando separação social. Os movimentos coreográficos propostos pelo espetáculo “OUTRAS PORTAS, OUTRAS PONTES”, da Cia. Sansacroma, mostram em forma de dança e texto como esta separação torna-se indignação e é transformada em material poético, explorando questões como herança cultural e identidade do brasileiro. “Outras portas, outras pontes”, espetáculo que roda por diversas regiões de São Paulo, tem novas apresentações marcadas para os dias 28, 29 e 30 de março de 2014, sexta, sábado e domingo às 19h30, no CDC Vento Leste – Clube da Comunidade Vento Leste (R. Frederico Brotero, 60 – Cidade Patriarca), com ENTRADA FRANCA. O espetáculo tem apoio da 15º Edição do Programa do Fomento à Dança
Com direção artística de Gal Martins (Prêmio Denilto Gomes 2013 na categoria Difusão da Dança, concedido pela Cooperativa Paulista de Dança), direção coreográfica de Yaskara Manzini, e trilha sonora composta pelo multi instrumentista Cláudio Miranda, da banda Poesia Samba Soul e os músicos Zinho Trindade e MC Gaspar, “Outras portas, outras pontes” abarca dois momentos: uma caminhada cênica no entorno do CDC, com termino nas dependências do espaço.
Itinerância do espetáculo surge da necessidade de traçar uma trajetória dramatúrgica.
O espetáculo, primeiramente concentrado nas ruas do Capão Redondo, extremo sul da cidade, em 2013, tornou-se itinerante pela própria essência da peça, onde seu processo criativo abrange desde o resgate da ancestralidade africano-nordestina até o olhar sensível sobre as questões político-estéticas que permeiam a cultura periférica, dialogando diretamente com a pesquisa estética atual que a Cia vem desenvolvendo a cerca de dois anos que Gal Martins nomeia de:

 “Dança da Indignação”. 

Nesse processo, as indignações identificadas partiram principalmente dos espaços urbanos e comuns aos próprios bailarinos, moradores de regiões periféricas da cidade, lugares onde emergem causas e bandeiras sociais, políticas e poéticas. Segundo Martins, é na rua que essas indignações brotam, e onde as pessoas têm a possibilidade de gritar e expurgá-las. A itinerância do espetáculo surge da necessidade de traçar uma trajetória dramaturgia da história do bairro do Capão Redondo, mas principalmente como essa história dissipa e dialoga com a questão do Apartheid social, fazendo assim uma relação com o Apartheid da Africa do Sul, local e situação de onde surge a lenda do pássaro que dá nome a Cia – Sansakroma - , uma espécie de gavião que protegia as crianças sul africanas nos massacres provocados pelo Apartheid.

Bailarinos fazem aulas de Parkour 

Os bailarinos da Cia. Sansacroma participam de uma preparação corporal com técnicas
de Parkour, uma atividade cujo princípio é mover-se de um ponto a outro o mais rápido e eficientemente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano. Criado para ajudar a superar obstáculos de qualquer natureza no ambiente circundante — desde galhos e pedras até grades e paredes de concreto. O objetivo é explorar a arquitetura dos lugares com mais possibilidades cênicas e coreográficas onde o espetáculo estiver, já que na primeira parte do espetáculo o elenco realiza uma caminhada cênica nas ruas, sempre acompanhada pelo público.


FICHA TÉCNICA
Direção Artística e Concepção: Gal Martins Direção Coreográfica: Yáskara Manzini Interpretes Criadores: Rafael Edgar, Daise Gabrieli, Djalma Moura, Renato Alves, Bárbara Santos e Thiago Silva Participação Especial: Luamim Martins Preparação Corporal: Bruno Peixoto, Edson Fernandes, Robson Lourenço, Valéria Mattos e Yáskara Manzini Ensaiador: Thiago Silva Trilha Sonora: Cláudio Miranda, Zinho Trindade e Mc Gaspar Projeto de Luz e operação:
Alex Guimarães Operação de Som: Bruno Feliciano Figurino e Adereços: Mariana Farcetta
Direção de Produção: Selene Marinho Produção: Radar Cultural Coordenação do Projeto de Aproximação com o Público: Valéria Ribeiro
Estagiárias:: Tamisa Betina e Ciça Coutinho


Serviço
Espetáculo: “Outras portas, outras pontes”
Dias: 28, 29 e 30 de março de 2014 (sexta, sábado e domingo às 19h30)
ENTRADA FRANCA – Público máximo: 50 pessoas – senhas distribuídas com antecedência de 30 minutos no local do espetáculo. Em caso de chuva não haverá apresentação.
Local: CDC Vento Leste – Clube da Comunidade Vento Leste (Rua Frederico Brotero, 60 – Cidade Patriarca)
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 14 anos






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