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terça-feira, 24 de março de 2015

Os Crespos lançam o primeiro número da revista “Legítima Defesa” na Funarte


Fonte: Lau Francisco /Fotos : Divulgação 

"Legítima Defesa" é a mais nova publicação de teatro que a Cia. Os Crespos lança nesta quarta feira 25 na Funarte.

Evento terá participação de Cias de Teatro negro de São Paulo

Comemorando 10 anos de existência, o coletivo teatral Os Crespos lança nesta quarta-feira, dia 25 de março, a partir das 20h, na Funarte (Alameda Nothmann 1058) o primeiro número da revista “Legítima Defesa – Uma revista de Teatro Negro”. O projeto gráfico integra o projeto “Dos Desmanches aos Sonhos” cujo o objetivo central era investigar através de pesquisa cênica-áudio-visual o impacto da escravidão e as esferas das relações entre afetividade, negritude e gênero no Brasil, para a construção de uma trilogia de espetáculos que abordaram as relações intersubjetivas de desejo e construção de identidade. Foram eles – “Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas”, “Cartas à Madame Satã – ou me desespero sem notícias suas” e “Além do ponto”. A revista foi impressa com o apoio da Fundação Cultural Palmares.


SIDNEY SANTIAGO E LUCÉLIA SÉRGIO EM "ALEM DO PONTO


O Coquetel de lançamento serão apresentadas cena dos trabalhos da Cia Os Crespos, mas também de outras companhias de Teatro Negro de São Paulo, Capulanas Cia de Arte Negra, Coletivo Negro e Grupo Clariô, e, para complementar a noite, o designer da revista Rodrigo Kenan irá expor alguns de seus trabalhos. Na publicação estão inclusos textos e fotos das peças que integram a trilogia, juntamente com a ficha técnica de cada trabalho.

Serviço
Lançamento da revista “Legítima Defesa – Uma revista de Teatro Negro”
Local: Funarte – Alameda Nothmann, 1058 – próximo ao metrô Santa Cecília)
Horário: 20h

ENTRADA FRANCA



CEERT com patrocínio da Petrobras realiza seminário sobre infância e racismo




Fonte: Carlos Romero / Matéria: Juliana Gonçalves 
Fotos : Diego Balbino 


Na última sexta-feira, cerca de 200 pessoas se reuniram durante o 1º Seminário Regional “Direitos das crianças e do adolescente e a promoção da igualdade racial”, entre elas conselheiros tutelares, assistentes sociais, educadores, psicólogos e operadores do direito. O seminário faz parte do projeto "Direitos da Criança e Adolescente na Promoção da Igualdade Racial”, do Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades (CEERT), com o patrocínio da Petrobras

O objetivo central do seminário foi evidenciar como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) deve ser usado como instrumentos para o enfrentamento da discriminação racial na infância e adolescência e para a adoção de políticas igualitárias. Nesse contexto, expositores chamaram a atenção para o fato de o racismo ser uma forma grave de maus-tratos.



Uma mesa inicial de saudação foi composta por referências na luta pela igualdade racial e profissionais do sistema de garantias dos direitos da criança e adolescente. Estavam presentes Dr. Hédio Silva Jr., diretor Executivo do CEERT e coordenador do projeto; Dr. Antonio Carlos Malheiros, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Dr. Daniel Teixeira, advogado do CEERT e também coordenador do projeto; Giovanni Harvey, secretário executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir); Dra. Maria Bernadete Martins de Azevedo Figueiroa, procuradora de Justiça – Ministério Público de Pernambuco (MPPE); Silvio Kaloustian, coordenador para os estados de São Paulo e Minas Gerais, Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); Dr. Rui Martins Conselheiro Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB/SP). Antônio da Silva Pinto, Secretário da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR), Solange Agda, Vice-presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de São Paulo; Mariza Monteiro Borges, Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP); Silvia Souza, representante da Associação dos Conselheiros e ex-Conselheiros Tutelares do Estado de São Paulo (ACTESP); Márcia Chagas, gestora de projetos da Petrobras; Denise Maria Cesário, gerente – Fundação Abrinq (Rede Nossas Crianças) e Antônio Jorge dos Santos, representante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).




O desembargador Malheiros iniciou sua saudação reafirmando o convênio que o Tribunal de Justiça de São Paulo firmou com o CEERT para realizar palestras com foco no combate ao racismo nas varas da infância e do adolescente. “Precisamos urgentemente identificar e tratar crianças marcadas pelo racismo. O preconceito racial maltrata. É o pior tipo de bullying que pode haver”, afirmou.


Além do enfoque na atuação do conselheiro tutelar frente ao racismo, o projeto visa debater o processo de adoção hoje e o conhecido problema da rejeição que sofrem as crianças negras. Desde 2009, o ECA foi alterado para incluir programas de formação e sensibilização nas varas da infância para os pais candidatos à adoção. “Seis anos se passaram e nada foi feito. O Tribunal de Justiça de São Paulo é o primeiro órgão da justiça brasileira que coloca em prática o que foi determinado pelo ECA ao firmar convênio com o CEERT para levar palestras sobre racismo e promoção da igualdade racial às varas da infância”, explicou Dr. Hédio Silva Jr.


Shirley Santos psicóloga e coordenadora de projetos do CEERT,  e Dr. Daniel Teixeira, advogado do CEERT e também coordenador do projeto


Denise Cesário, gerente da Fundação Abrinq, citou estatísticas que demostravam como as crianças negras são as que mais têm direitos violados no Brasil. Silvio Kaloustian, do Unicef, falou sobre os assassinatos em massa que a cada hora mata um adolescente no Brasil. “Esse jovem tem cor, local de moradia, são negros. Todo o investimento inicial feito em campanhas de humanização e vacinação que diminuíram a mortalidade da criança negra acaba sendo perdido na segunda década de vida, quando esse adolescente começa a ser morto”, pontuou.
Além da morte prematura, outro grave indício da incidência do racismo no Brasil está revelado no encarceramento em massa dos jovens negros.  Essa preocupação surgiu nas falas do representante do Conanda, Antônio Jorge dos Santos e de Mariza Monteiro Borges, Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). “Não podemos permitir que ocorra a garantia dos direitos por meio do ECA e, em seguida, a redução da maioridade penal”, afirmou Mariza ao citar a PEC 171/93 que tramita no Congresso.
Crianças e jovens que escapam da morte e do encarceramento precisam ainda lidar com os danos psíquicos causados pelo racismo, ponto central da fala do secretário executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Giovanni Harvey. “Discutimos muito sobre erros judiciais, omissões do poder executivo, mas não temos falado sobre os danos psíquicos e subjetivos do racismo que pautam tanto as nossas vidas”, opinou ao cumprimentar o CEERT por ter incluído na programação do seminário esse tema. Durante à tarde, a Dra. Maria Aparecida Bento, psicóloga e coordenadora do CEERT, ministrou palestra sobre os danos psíquicos causados pelo racismo.
Em sua fala, o advogado do CEERT e coordenador do projeto, Daniel Teixeira afirmou que ainda há um trabalho árduo para a efetivação de alguns direitos de crianças e jovens negros e destacou a participação do público – formado em sua maioria por conselheiros tutelares - como ponto chave do projeto.  “Do ponto de vista contributivo, viemos também ouvir dos profissionais que trabalham com o sistema de garantia dos direitos da criança e adolescente como encaram o reconhecimento dessa forma de maus-tratos que é o racismo. Precisamos estabelecer um protocolo para mudar esse cenário negativo”, destacou Teixeira.


Márcia Chagas, gestora de projetos da Petrobras E à direita  Dra. Maria Aparecida Bento, psicóloga e coordenadora do CEERT

O secretário da SMPIR, Antônio Pinto e Márcia Chagas, gestora de projetos da Petrobras, saudaram o CEERT pelo projeto. “Esperamos que iniciativas como essa se multipliquem em todas as regiões do Brasil”, desejou Márcia.
Ainda pela manhã houve a mesa temática “Discriminação racial: sinônimo de maus-tratos – ECA”, com Dra. Maria Bernadete Figueiroa – Procuradora de Justiça; Coordenadora do GT Racismo do Ministério Público de Pernambuco, com Dr. Antônio Carlos Malheiros e o Dr. Hédio Silva Jr.


Profa. Ma. Ellen Lima – Pedagoga, Doutoranda 


Durante a tarde o tema “Racismo na infância, bullying e dano psíquico” foi abordado pela Profa. Ma. Ellen Lima – Pedagoga, Doutoranda no PPGE/UFSCar e Dra. Maria Aparecida Bento. Assim como o tema “Propostas para abordagem e inclusão da discriminação racial nas notificações de maus-tratos”, apresentado pelo Dr. Daniel Teixeira e pela psicóloga e coordenadora de projetos do CEERT, Shirley Santos.
O dia terminou com uma plenária aberta aonde os presentes puderam expor suas ideias e relatar vivências sobre os temas discutidos. Por fim, o CEERT fez agradecimento ao grupo de conselheiros tutelares que auxiliaram na montagem do seminário. São eles: Sergio Rocha, Cristiane Lopes, Rosemary Lourenzo, Selma Pimental, João Batista Lacerda e Francisco Valusterno de Araújo.





Dra. Maria Aparecida Bento, psicóloga e coordenadora do CEERT

quinta-feira, 12 de março de 2015

VANDER CARVALHO: SAMBISTA QUE "MERECE RESPEITO"





“ O Samba me acalma, é a luz que envolve a alma “



Fonte: informações cedidas pelo artista

Vander Carvalho , músico, cantor e compositor, natural do Rio de Janeiro –RJ, depois de fazer parte
de vários grupos , como Grupo Auê, segue em carreira solo, preparando seu CD, com músicas de sua
autoria.







Com duas faixas já prontas , uma é regravação  de “Laços de Amor” em parceria com Ronaldinho (FDQ), que foi sucesso do Fundo de Quintal fazendo parte do CD  “Livre Pra Sonhar”, e uma inédita “ Mais Além”, em parceria  com Rogério Santos do Grupo Originais do Samba, que também assina a produção
do CD.

 Vander Carvalho e Kléber Augusto (ex-Fundo de Quintal)

Vander Carvalho e  Kléber Augusto (ex-Fundo de Quintal)


Vander Carvalho e  Originais do Samba 



Vander Carvalho e Ronaldinho ( Fundo de Quintal )


Vander Carvalho tem músicas gravadas por grupos como Fundo de Quintal, entre elas  “ Merece Respeito” e “Alegria no Ar” (vídeo abaixo), Grupo Referências, Simbora, Pra Pagodear, Sassarico (PE), Ginga, Malícia (PE), Gamação , Mania da Gente, Alex Fernandes entre outros.
Campeão de Samba-enredo no ano de 2012, nas escolas de samba Favo do Acari e Estrela D`Alva (Lorena-SP), tem como parceiros em suas composições Ronaldinho, Acyr Marques, André Rocha, Sinval Correia, Serginho Procópio e Rogério Santos.



Vander Carvalho,  Xande de Pilares ,Augusto César


Diogo Nogueira e Vander Carvalho 

Milton Nascimento e Vander Carvalho 

Vander Carvalho e Dudu Nobre 

Vander Carvalho e Fundo de Quintal 



Clipe Oficial : Mais Além (CD NOVO)





Merece Respeito



Compositor: luiz Carlos,Vander Carvalho,Ronaldinho



Nosso samba é mais forte e resiste
Mas há quem insiste em dizer que acabou
Diz também que é coisa do passado, artigo esgotado,
coisa sem valor
Há quem goste e finge que não gosta, samba pelas costas pra não dar o
braço a torcer
Há o que sente que o samba é quente
Samba com a gente até o amanhecer

ê ê ê

Nosso samba merece respeito
É mais do que obra prima ou filosofia,emoção
pra
valer

O samba é alegria, amor e poesia
Que embala o povo a sonhar
Sempre a sonhar

O samba me acalma
É luz que envolve a alma
O show tem que continuar

lalaia lalaia lalaia lalaia

O show tem que continuar...


Rei Tradicional Bantu pela primeira vez no Brasil após a escravidão

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Por José Armando Estrela, texto e fotos
Luanda/Angola – No quadro dos objetivos da Década Internacional dos Afrodescendentes, criada por resolução da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 23 de Dezembro de 2014, sob o lema “Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”, o coordenador do Brasil do ILABANTU (Instituto Latino Americano de Tradições Afro Bantu), Walmir Damasceno (Taata Katuvanjesi) idealizou a primeira visita de um soberano tradicional Bantu aos diversos Estados brasileiros, para manter contato com a cultura afro-bantu brasileira.
Nesse quadro, a Década Internacional dos Afrodescendentes começou a ser celebrada a 1 de Janeiro deste ano, para um período que se estende ao dia 31 de Dezembro de 2024, segundo as Nações Unidas, data bem próxima às comemorações do bicentenário do FIM da ESCRAVATURA no mundo, que ocorreu no século XIX, no ano de 1830.
Historicamente, como consequência da Escravatura, o Brasil registrou uma triste memória na sua ocupação humana desde o seu descobrimento, sobretudo no que se refere aos povos africanos. Outras nações foram protagonistas de capítulos não menos vergonhosos na exploração destes povos.
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Entre nós e como uma forma de se promover a igualdade racial projetada pelas Nações Unidas, no novo conceito do pensamento Humano, nasceu no Brasil o projeto “Kulembe África Brasil” que se pode estender a outros Estados americanos, principalmente latino-americanas.
Assim, nesta primeira ação promocional do “Kulembe África Brasil”, o ILABANTU, a AFROCOM (Central Organizada de Matriz Africana), a ACBANTU (Associação Nacional Cultural de Preservação do Património Bantu) e o CENARAB, estão a promover a visita de um Soberano Tradicional Bantu ao Brasil, no caso o Rei Ekuikui V, do Reino do Bailundo. Até aqui, todos os contatos mantidos pelos dois Estados no latino-americanos, onde existem diversas aglomerações populacionais negras que se identificam e preservam a cultura africana bantu.
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Pela proximidade e convívio histórico, nesse projeto se vislumbra um novo passo na defesa do desenvolvimento humano e cultural do Brasil e da África. “Kulembe África Brasil” pretende promover todos os anos, durante a Década, ações de intercâmbio cultural para reforçar os laços históricos entre os povos africanos e brasileiros e de outras nações Brasil (por Angola através da Embaixada em Brasília), levaram a marcar a vinda da comitiva do Rei Ekuikui V para o dia 4 DE ABRIL.
Para o Brasil, a visita do Rei do Bailundo vai ser um fato histórico e é aguardada com grande expectativa, por ser a primeira de um soberano Bantu após a escravidão.

As múltiplas razões

É inegável que as marcas da nossa ancestralidade africana estão cada vez mais delineadas no corpo e na alma do nosso povo. A nossa mistura étnica autoriza-nos a nos apresentar no cenário mundial como portadores de cargas genéticas dos continentes africano e europeu em grande escala. Essa mesma mistura que nos faz um gigante, também nos torna lenta na hora de agirmos contra os preconceitos e as violências ainda praticadas entre nós por aqueles que desejam negar ou apagar esta marca.
Sabemos todos que um povo sem ancestrais é um povo sem um referencial, sem uma matriz cultural, sem raiz e sem origem. Por isso, ao não olharmos para esse caminho, impede-se que os vivos possuam um referencial simbólico capaz de uni-los frente às atrocidades inerentes à vida em cativeiro.
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Felizmente, a despeito de tudo isso, a raiz africana não se apagou e podemos dar um motivo para esse fato: os escravos que sobreviveram às agruras escravistas conseguiram de algum modo manter acesas as marcas étnicas trazidas consigo nos porões fétidos dos navios negreiros, de modo que, provavelmente, cada um de nós pode ser geneticamente parente de qualquer afrodescendente latino-americano. Não podemos ignorar que em menos de duzentos anos (menos duas gerações) esses escravos africanos não sejam nossa casta.
Entendemos que a cultura e o conhecimento devem estar onde o povo está e chegar ao maior número possível de pessoas, a fim de que todos possam participar e serem os próprios agentes históricos encarregados de levarem a semente do conhecimento do nosso passado. Os fatos devem cativar o nosso esforço sociocultural e político como parte de sectores que primam pelo bem-estar dos povos. Essa, também é uma forma de premiar aqueles que se batem pela manutenção dos valores culturais bantu na diáspora.
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Por exemplo, no Valongo (Rio de Janeiro) chegavam os escravos novos. Lá eram vendidos os vivos e lá eram enterrados os que morriam. Quanto mais se traficava, mais escravos eram vendidos e mais cadáveres foram sepultados. Pelo porto do Rio de Janeiro, em 1807 entraram menos de 10 mil escravos e em 1822 foram quase 21 mil. Já em 1828 o número subia para 45 mil. Sabemos que pelas características geográficas e por aquilo que estudiosos nos relatam, esse grande número de deportados da África saiu da região central do continente (Angola e Congo), região de predomínio da cultura bantu.
É com este mundo marcado pelo sofrimento de uns e pela perda de valores por parte de outros que “Kulembe África Brasil” pretende conviver, mantendo como laços os elementos culturais ainda prevalecentes nas concentrações populacionais brasileiras e latino-americanas e bem visíveis nos seus rituais diários, no seu convívio e modo de vida, na sua fala e em diversas ilustrações de canto e dança.

Digressão pelo Brasil

O Soberano Armindo Francisco Kalupeteca (Rei Ekuikui V), sua esposa Joaquina Kassueka Tawape, assim como os demais membros que vão constituir a delegação, devem iniciar a digressão na Grande São Paulo por oito Estados brasileiros e terminar no Rio de Janeiro. A comitiva vai percorrer as principais capitais e cidades brasileiras, a exemplo de Brasília (Distrito Federal), Salvador, Ilhéus, Itabuna e Ipiaú (Bahia), Belo Horizonte (Minas Gerais), Recife (Pernambuco), Serra da Barriga (Alagoas), Teresina (Piauí) e Rio de Janeiro.
Porém, antes dessa viagem outras visitas preparatórias ao nosso país foram agendadas por representantes brasileiros, a partir do dia 17 de Fevereiro, altura em que se chegou à Luanda o coordenador do Brasil do Instituto Latino Americano de Tradições Afro Bantu, Walmir Damasceno (Taata Katuvanjesi). Horas depois, Walmir Damasceno seguiu viagem ao Bailundo para formalizar o convite e desde essa data tem seguido os passos que estão a ser dados pela parte angolana convidada pelo ILABANTU para intermediar junto das diversas instituições do país as questões inerentes à ida do Soberano do Bailundo ao Brasil para um período de 20 dias.
“Kulembe África Brasil 2015” será o começo de um projeto que pretende aproximar um pouco mais os povos afro-brasileiros de origem bantu às populações bantu do continente africano, visando, além dos objetivos mensuráveis, promover no imaginário destes povos o sentimento de fraternidade, comunhão e respeito, bem como perceber a inexorável mistura cultural da união África-Brasil.
“Kulembe África Brasil” vai promover por dez anos a miscelânea África – Brasil por meio do intercâmbio sociocultural, fazendo com que os diversos representantes dos povos bantu, fundamentalmente soberanos tradicionais, possam ter contato com os latino-americanos afrodescendentes.
No presente caso, e nesta primeira iniciativa de cultura tradicional afro bantu, a visita do Soberano do Bailundo estende-se aos Estados de São Paulo, Brasília (DF), Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Alagoas e Piauí.
Texto e Fotos de José Armando Estrela da redação Kimwanga-Nsangu – Correspondente de Angola

terça-feira, 10 de março de 2015

São Paulo recebe 1º Seminário Regional “Direitos da Criança e Adolescente na Promoção da Igualdade Racial“

Fonte : Carlos Romero



Evento gratuito tem vagas limitadas e acontece no dia 20 de março. O seminário faz parte do projeto "Direitos da Criança e Adolescente na Promoção da Igualdade Racial”, do Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdade (CEERT), com o patrocínio da Petrobras

Qual é o impacto do racismo na vida de crianças e adolescentes atendidos por conselheiros tutelares? Essa e outras discussões farão parte do 1º seminário regional do referido projeto, que ocorrerá no dia 20 de março, na capital paulista.

A iniciativa, coordenada pelo Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdade (CEERT), conta com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (Seção São Paulo), do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes de São Paulo (CMDCA), e visa mostrar como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) pode ser usado como instrumento para o enfrentamento da discriminação racial na infância e adolescência e para a adoção de políticas igualitárias por meio da participação de órgãos públicos e da sociedade.

Durante o seminário, o conselheiro tutelar obterá informações para subsidiá-lo em sua atuação no que tange à prevenção e providências necessárias em casos de racismo na infância e adolescência que se constitui como uma grave forma de maus-tratos. (Veja a programação abaixo.)

Outro tema importante refere-se ao papel do conselheiro tutelar nos casos de adoção e como seria possível minimizar a rejeição às crianças negras. “O projeto visa trabalhar com a prevenção ao racismo na infância a partir da utilização do Estatuto da Criança e do Adolescente. Discutiremos desde como as crianças negras são preteridas no momento da adoção, até as práticas de discriminação nas escolas”, conta Daniel Teixeira, advogado do CEERT e um dos coordenadores do projeto.

As vagas para participação no seminário são limitadas. As inscrições podem ser realizadas neste link: http://www.ceert.org.br/crianca-adolescente/inscricao/

Ao efetuar a inscrição, o participante garante certificado e receberá futuramente livros, vídeos e cartilhas referentes ao projeto.

Para saber mais visite www.ceert.org.br/crianca-adolescente

Sobre o projeto
O projeto visa mostrar como o Estatuto da Criança e do Adolescente pode ser usado como instrumento imprescindível para o enfrentamento ao racismo na infância e adolescência e para a adoção de políticas igualitárias. Basicamente, busca ampliar a visão do conselheiro tutelar para a compreensão do racismo como uma forma de maus-tratos.

Sobre o CEERT
Criado em 1990, o CEERT - Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades – é uma organização não-governamental que produz conhecimento, desenvolve e executa projetos voltados para a promoção da igualdade racial e de gênero.

OBS:  O credenciamento da imprensa para a cobertura do evento será realizado até o dia 18 / 03 / 2015 às 18hs pelo e-mail: carlosromero26@gmail.com
 Informações para a imprensa
Disponibilizamos coordenadores do CEERT para entrevistas.
Dep. Comunicação CEERT
Juliana Gonçalves – jukisantos@gmail.com       11 98525-9387


1º Seminário Regional “Direitos da Criança e do Adolescente e a
Promoção da Igualdade Racial”
São Paulo/SP
Data: 20 de março de 2015
Local: Novotel SP Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71, Centro)
Horário: 9h as 17h
Público: Profissionais do Sistema de Direitos da Criança e Adolescente

PROGRAMAÇÃO:

8h00–9h00 – Recepção dos participantes
9h00–10h30 – Mesa Solene de Abertura
Dr. Antônio Carlos Malheiros, Desembargador, membro do conselho da
Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo

Dr. Hédio Silva Jr., Advogado, Mestre em Direito Processual Penal e Doutor
em Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(PUC/SP), Coordenador do Projeto – Centro de Estudos das Relações de
Trabalho e Desigualdades – CEERT

Dra. Maria Bernadete Martins de Azevedo Figueiroa, Procuradora de Justiça
– Ministério Público de Pernambuco (MPPE)

Dr. Marcos da Costa, Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção
São Paulo (OABSP) Profª Dra. Nilma Lino Gomes, Ministra de Estado da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR)

Sra. Márcia Chagas, Gestora de Projetos da Petrobras

Dr. Daniel Teixeira, Advogado, graduado e especializado em Direitos Difusos
e Coletivos pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de
São Paulo (PUC/SP); Coordenador de Projetos – Centro de Estudos das
Relações de Trabalho e Desigualdades – CEERT

Sr. Antônio da Silva Pinto, Secretário Municipal de Promoção da Igualdade
Racial (SMPIR)

Sra. Maristela do Amaral Freitas, Presidenta - Associação dos Conselheiros
Tutelares e Ex-Conselheiros Tutelares (ACTESP)

Sra. Solanje Agda, Vice-Presidenta – Conselho Municipal da Criança e do
Adolescente de São Paulo (CMDCA)

Sra. Denise Maria Cesario, Gerente – Fundação Abrinq (Rede Nossas
Crianças)

Sr. Silvio Kaloustian, Coordenador para os estados de São Paulo e Minas
Gerais, Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)
Dra. Mariza Monteiro Borges, Presidenta – Conselho Federal de Psicologia
(CFP)

Representante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do
Adolescente (CONANDA)
Representante do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do
Adolescente – SP (CONDECA)
Representante da Fundação Telefônica
Representante do Ministério Público de São Paulo
Coordenador: Conselheiro Tutelar Sergio Rocha

10h30–12h00 – Mesa Temática I – “Discriminação racial: sinônimo de
maus-tratos – ECA”

Dra. Maria Bernadete Figueiroa – Procuradora de Justiça; Coordenadora do
GT Racismo do Ministério Público de Pernambuco

Dr. Antônio Carlos Malheiros – Desembargador, membro do conselho da
Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo
Dr. Hédio Silva Jr. – Advogado, Mestre em Direito Processual Penal e Doutor em Direito
Constitucional pela PUC-SP, Coordenador do Projeto – Centro de
Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades – CEERT

Coordenadora: Solanje Agda – Vice-Presidente do CMDCA/SP
Secretária: Conselheira Tutelar Selma Pimentel

12h00–13h00 – ALMOÇO

13h00–15h00 – Mesa Temática II – “Racismo na infância, bullying e dano psíquico”

Profª. Ma. Ellen Lima – Pedagoga, Doutoranda no PPGE/UFSCar;
Coordenadora Curso de Pedagogia Faculdade Paulista São José;
Especialização e Aprimoramento (inclusão e diversidade)
Dra. Cida Bento – Psicóloga, Doutora em Psicologia pelo Instituto de
Psicologia da USP; Coordenadora do Centro de Estudos das Relações de
Trabalho e Desigualdades – CEERT

Coordenador: João Batista Lacerda - Mediador Escolar Comunitário
Secretária: Conselheira Tutelar Cristiane Lopes

15h00–17h00 – Mesa Temática III – “Propostas para abordagem e inclusão
da discriminação racial nas notificações de maus-tratos”
Dr. Daniel Teixeira – Advogado, graduado e especializado em Direitos Difusos
e Coletivos pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de
São Paulo (PUC/SP); Coordenador de Projetos – Centro de Estudos das
Relações de Trabalho e Desigualdades – CEERT

Psic. Shirley Santos – Psicóloga, Coordenadora de projetos, pesquisadora da
temática racial nas áreas de educação e direito humanos e acompanhamento em equipe multidisciplinar do programa de Direito do Centro de Estudos das
Relações de Trabalho e Desigualdades – CEERT
Secretário: Conselheiro Tutelar Francisco Valusterno de Araújo

Plenária

Encerramento