EM DIA:

BEM VINDA(O) E FIQUE POR DENTRO DE TUDO QUE ROLA COM A CULTURA , ARTE E O ARTISTA NEGRO AQUI NESSE BLOG"

terça-feira, 24 de maio de 2016

Banda Black Rio leva funk + samba + jazz + soul music para o Sesc Santo Amaro









Dia 28 de maio, às 20h, a Banda Black Rio se apresenta na Praça do Sesc Santo Amaro com um repertório com muita música funk, misturada a samba, jazz e soul music. No show, o repertório contempla o primeiro álbum, Maria Fumaça, de 1977, em que serão apresentadas as instrumentais Maria Fumaça e Mr Funky Samba, além de Carrossel,Mistério da Raça e Sexta-feira Carioca, que pertencem ao CD Movimento, lançado em 2001. Do último álbum do grupo, Super Nova Samba Funk (feito pela gravadora inglesa Far Out Recordings), a banda executa  América do Sul e Nossa Jornada
A Banda Black Rio é um grupo carioca formado em 1976 pelo saxofonista Oberdan Magalhães. Foi uma das grandes bandas brasileiras dos anos 1970 e 80, pioneira do movimento soul, samba e funk no país, e desempenhou um papel-chave na cena da música negra no Rio de Janeiro, nos tempos da ditadura militar. A banda dissolveu-se depois da morte de Oberdan, em 1984, mas retomada por seu filho William, cantor e multi-instrumentista que escreveu e/ou co-escreveu todas as faixas do álbum Super Nova Samba Funk.

A Banda Black Rio
Uma das mais importantes bandas brasileiras mostrou para o mundo que a fusão do jazz e do funk, combinados com o samba e a gafieira, agrupava elementos necessários para que pudessem fazer diferença no mercado musical. E fizeram.
Nos anos 70, quando a Black Rio surgiu, a banda tinha uma clara filosofia: ter o samba com funk-grooves nas bases, trazer encorpados arranjos de metais e misturar tudo harmonicamente com diferentes ritmos brasileiros. Desde então tem sido uma grande referência para o mundo da música. Artistas renomados como MosDef e a bandaIncógnito têm gravado suas músicas.  Ao longo dos anos teve várias formações e competentes músicos fizeram respeitosamente parte dessa continuidade. Em 1977, lançou o primeiro disco, Maria Fumaça, pela Warner Music.  Em 1978 fez, pela gravadora RCA, o álbum Gafieira Universal, considerado um dos melhores álbuns já visto no mercado. O terceiro álbum Saci Pererê nasceu em 1978 e relançado em 1980 fazendo assim a banda ganhar ainda mais força no mercado internacional.
Depois de 14 anos, a Banda Black Rio é retomada numa nova formação. Em 2000 lança o CD Movimento, e em 2002 lança na Inglaterra o álbum Rebirth. Em 2011 expande seu conceito e traz ao público seu sexto álbum, o audacioso Super Nova Samba Funk, que mantem as bases originais e moderniza o som com a inserção de vários outros elementos. O disco foi produzido por William Magalhães, filho de Oberdan Magalhães – líder da banda em sua primeira formação. Em 2011, apresenta Super Nova Samba Funk, lançada pelo Selo Inglês FarOut Recordings e CosaNostra Recordings no Brasil. O álbum mostra que é mais do que um conceito musical, é a unificação da música negra numa variedade de rimos desde jazz ao rap. É a união dos estilos, artistas e gerações.  O álbum está mostrando ao seu público que o conceito original está vivo, e, além disso, modernizado e tem a participação de importantes ícones da música black como Gilberto Gil, Elza Soares, Seu Jorge e muitos outros.
Os integrantes que formam a banda Black Rio são William Magalhães (Teclado, Vocal e Lead), Angelica Sansone (Vocal), Isaac Negrene (Guitarra), Nilson Batata (Percussão), Affonso Velasquez (Contrabaixo), Tuto Ferraz (Bateria), Diego Lisboa (Sax), Douglas Antunes (Trombone) e Gustavo Souza (Trompete).

SERVIÇO
BANDA BLACK RIO
Local: Praça (Capacidade: 250 pessoas)
Dia: 28 de maio de 2016. Sábado, às 20h.
Duração: 80 min
Classificação: NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 7,50 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal www.sescsp.org.br a partir de 17/05 (terça-feira), às 18h, e nas bilheterias do SescSP a partir de 18/05 (quarta-feira), às 17h30. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.


SESC SANTO AMARO
Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro. Telefone: (11) 5541-4000.
Horário de atendimento bilheteria: Terça a sexta-feira, das 10 às 21h30 e sábado, domingo e feriado, das 10 às 18h30. Obs: O Estacionamento e a bilheteria permanecem abertos de acordo com o horário das programações.

Estacionamento – Subsolo – 180 veículos, 34 vagas para motos (preço especial para shows a partir 18 horas: R$5,50 p/ comerciários e R$11 p/ não comerciários e 35 vagas no bicicletário (grátis). Observação: as motos pagam taxa equivalente aos veículos.


Assessoria de Imprensa:
Com Canal Aberto | Márcia Marques |
Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425

Assessoria de imprensa – Sesc Santo Amaro 

Show de Ricardo Antony no Ao Vivo Music

Fonte: Assessoria Imprensa Ao Vivo 

Ricardo Anthony

 
Ricardo Anthony vem marcando sua carreira como interprete ao lado do grupo Sampa crew como compositor além de vários hits com o grupo , alguns sucessos populares gravados por artistas populares como os Travessos Fábio Jr.  entre outros.

O seu álbum solo traz um som dançante e uma levada brasileira temperada com Swing e influências da  Soul Music !

O show Musicas que eu sei (Título do novo álbum) é um ambiente perfeito entre o novo e o sagrado, entre inéditas e releituras ousadas tudo regado a muita emoção e musicalidade! No palco suas musicas inéditas e suas influências musicais com novas roupagens. Passando por Tim Maia, Cassiano, Jorge Bem Jor, Cláudio Zoli, Ed Motta, entre outros combinando a versatilidade de sua voz a um repertório de muita alegria , é contagiante !
 
AO VIVO MUSIC 
  • Endereço

    RUA INHAMBÚ, 229,
    MOEMA - SãO PAULO/SP
  • Horário

    DE SEGUNDA À SÁBADO
    DAS 19:00 àS 03:00

Preço:  R$30,00
Não aceitamos cartões de crédito para este tipo de serviço. 

Ho

Encouraçado Filmes lança nas redes sociais curta que discute presença negra na arte contemporânea

Michele Mattiuzi - performer

Fonte: Lau Francisco 

No dia 22 de maio de 2016, domingo, às 21h, a produtora Encouraçado Filmes lançou no Youtube e no Facebook o curta metragem que registrou imagens do debate histórico que aconteceu no Instituto Itaú Cultural sobre o uso do blackface (quando um artista branco pinta o rosto de negro). O filme, ou curta-gatilho, com 25 minutos,deu origem ao  Projeto Foice a Face, produção em curso que aborda de forma documental o protagonismo negro nas artes contemporâneas- um tema inédito no cinema brasileiro - pelas expressões da Dança, Performance, Teatro, Visuais, Música, Cinema e Literatura. A produçãoinvestiga os reflexos e as questões suscitadas por um passado escravocrata e, ainda, discriminatóriono país.No mesmo dia, às 19 horas, a produtora lança, também online, um teaser do projeto.

Relembre o Caso

No dia 12 de maio de 2015, o Instituto Itaú Cultural foi palco de um dos mais importantes debates da atualidade sobre representação racial na arte e sociedade brasileira. Três horas de debate intenso sobre a herança escravocrata no país e o impacto desse passado na atualidade. A peça “A Mulher do Trem” da Cia. Os Fofos Encenam foi acusada de racista por utilizar-se da prática de Blackface. O movimento de indignação contra o teor do espetáculofoi iniciado pela blogueira e ativista Stephanie Ribeiro nas redes sociais.

Sobre o projeto Foice a Face

Em 365 dias a Encouraçado Filmes lançou 7 vídeos com histórias que mostram a trajetória de ativistas e artistas - atuantes em diferentes áreas e revelando a construção de um novo capítulo sobre a presença e atuação de Negros na sociedade e a potência da ARTE para as mudanças culturais e políticas que se fazem necessárias e urgentes. Exibir o debate após 1 ano tem o peso de um marco comemorativo, pois, a partir de sua produção foi possível construir uma narrativa inédita. Com esse vídeo, iniciou um percurso de produção passando por Maringá, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém do Pará e ainda chegará ao Rio de Janeiro antes de entrar em finalização. Ao longo desse percurso o documentário surge, abordando a representatividade de jovens negros nas artes em uma perspectiva contemporânea. O documentário é o primeiro longa-metragem do diretor Macca e tem trilha sonora feita pelo free jazzista Romulo Alexis. A decisão de liberar o vídeo-curta somente após um ano do debate foi estratégia criada para a circulação do projeto, pois o vídeo tornou-se gatilho para a produção itinerante. “A forma de produção foi bem audaciosa, com um pequena equipe, aportamos em casa cidade, exibimos o filme em praça pública, sempre em parceria com um grupo ou coletivo local, promovemos um debate pós-exibição e , por fim,  captamos os artistas negros de diversas linguagens e que atuam na cidade”, explica Macca.

 Bruno de Jesus - diretor de criação e bailarino


Inah Irenan - bailarina e produtora

Em maio de 2015 a produtora realizou o curta sobre o debate.  Com esse curta, ampliaram o projeto para 7 cidades, exibindo o video de 25 min e captando imagem para um longa. A cada cidade a page do Facebook do projeto foi alimentada de novos vídeos, fotos e informações. Ainda neste ano a produtora lançará o teaser das passagens por Recife, Fortaleza, Belém, Rio de Janeiro e SP. Tudo isso como conteúdo para a page, para engajamento de público e para manterem em aberto um processo de produção do longa-metragem, que é o resultado final do projeto Foice a Face .

Projeto Foice a Face – Ficha Técnica
Direção: Macca Argumento: Macca e Fernanda Lomba Produção Executiva: Fernanda Lomba Assistência de Produção: Karen Almeida e Renata Brabo
Montagem e edição: Joyce Prado e Macca Designer: Fernando Timba
Musica Original: Rômulo Alexis Fotógrafos convidados:  Fernando Perelmutter, Hirosuke Kitamura, Shai Andrade e Charlene Rover Edição e mixagem de som/áudio: Sabrina Teixeira Novais Designer convidado: Gabriel Kerhart
Realização Encouraçado Filmes Apoio realização: Itaú Cultural


Informações: encouracadofilmes@gmail.com ou pelos telefones 11- 4323 4239 e 97705 1796, com a produtora executiva Fernanda Lomba










quarta-feira, 11 de maio de 2016

A Sagração da Primavera – Quadros de uma Dívida não Paga



















Figura 1 Frame do filme que compõe o espetáculo A Sagração da Primavera – Quadros de uma Dívida não Paga

“Há no espetáculo um devir-criança, uma memória de quando a gente brincava de cabaninha e essa ‘obscuridade’ gerava um corpo que se permitia mais – mais exageros, mais deformidade, a possibilidade do grotesco, do inusual”. Bruno Moreno, um dos diretores do espetáculo


Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques


Dívida. Segundo o dicionário Michaelis, o substantivo feminino DÍVIDA envolve alguns significados, dentre eles o de culpa, pecado, a obrigação de pagar, dar ou fazer uma determinada coisa a alguém. Uma condição forçada. A partir de um processo de pesquisa que chegou à constatação de que estamos todos na condição de devedores (da dívida financeira à amorosa, passando pelas morais e subjetivas), o [pH2]: estado de teatro montou A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga, e faz sua estreia dia 14 de maio na Oficina Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo, SP). A temporada, gratuita, vai até o dia 04 de junho. Esse projeto foi contemplado pela 26aedição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

A dívida que o grupo não paga - Ao chegar ao teatro, o espectador vai se deparar com uma companhia que deseja inserir o cinema e a dança como parte fundamental dessa nova montagem. O espetáculo A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Pagacomeça com o encontro de seis pessoas dispostas a não pagarem suas dívidas e que, por isso, decidiram tentar desaparecer. Os personagens Mônica, Lia, Lindenbergh, Tânio, Chiara e David, que não são adultos, nem são crianças, inventam, cada um à sua maneira, a forma de não pagar suas dívidas. Assim como em Os Idiotas, de Lars von Triers, em que o diretor dinamarquês filma um grupo de amigos que decide virar as costas para as regras e hipocrisias da sociedade, o grupo [pH2]: estado de teatro utiliza-se de um devir-criança para o registro de interpretação dos atores em cena. 

Os modos como esses amigos ensaiam seus desaparecimentos incluem o planejamento da própria morte, passando pela possibilidade de uma abdução por extraterrestres, e o desaparecimento pelo mar; transmutando-se em sereia. O desenvolvimento das situações neste momento da obra ocorre por meio de um filme rodado com uma câmera GoPro, dirigida por Renato Sircilli e Rodrigo Batista. É através de uma projeção que a plateia verá os corpos dos atores do [pH2] em cenas que dialogam com os movimentos da música de Stravinsky.
Na segunda parte da música, esses mesmos atores, agora ao vivo, dançam o momento do sacrifício da primavera. Embora presentes, o público não verá os atores, mas assistirá o que resulta dessa coreografia encoberta pela lona, quando a possibilidade do anonimato pode conferir aos corpos, e quem sabe à própria vida, um estado de maior permissividade.

PESQUISA E MONTAGEM
Para nortear uma das etapas dessa criação, o grupo convidou o bailarino e coreógrafo Marcelo Evelin para fazer uma proposição que pudesse agregar elementos ao tema da dívida. O mote do endividamento nasceu no Projeto 85 – A dívida em 3 episódios, ainda no ano de 2015, quando o [pH2] se uniu às companhias Lagartijas Tiradas al Sol (Cidade do México) e ao grupo colombiano La Maldita Vanidad (Bogotá) para refletir sobre a história recente dos três países. Nesta ocasião, o endividamento público apareceu como eixo central. Na sequência, ao dar prosseguimento à pesquisa do [pH2], o grupo optou por investigar as reverberações da dívida na subjetividade de homens e mulheres que apresentam em seus corpos vestígios de um endividamento que vai muito além do econômico.

Como entra A Sagração da Primavera no contexto proposto pelo grupo? A obra, do compositor erudito russo Igor Stravinsky, conta a história de uma jovem virgem que deve ser sacrificada, como uma oferenda ao deus da primavera, para que, nessa estação que se inicia, as terras fossem férteis. Vale lembrar que essa obra demorou cerca de 30 anos para ficar pronta, e hoje está consagrada como uma das mais influentes músicas do início do período moderno.

O ponto de intersecção nasceu dos encontros com Evelin, quando o coreógrafo propôs experiências relacionadas a um corpo permissivo, um corpo sem dívidas. Como seria esse corpo liberto? Como negar e não pagar todas as formas de dívida? “Desaparecer é uma forma de não pagar a dívida”, foi uma das conclusões do grupo nas palavras de um dos diretores da montagem, Rodrigo Batista, que complementa que “você tem que estar vivo para ser devedor, se você desaparece não há mais possibilidade de cobrança de dívidas”.

E assim foi feito. O grupo desaparece em cena. Embaixo de uma lona preta, dessas de construção, com cerca de 100 m2, os atores e atrizes do [pH2] dançam A Sagração daPrimavera. Mas não pagam a dívida ao público de exibir a coreografia mais montada ao redor do mundo, a obra considerada uma antítese do ballet moderno, demarcadora de fases na dança mundial. É por baixo da lona que aparece um corpo capaz de se libertar. Segundo outro diretor da montagem, Bruno Moreno, “há no espetáculo um devir-criança, uma memória de quando a gente brincava de cabaninha e essa ‘obscuridade’ gerava um corpo que se permitia mais – mais exageros, mais deformidade, a possibilidade do grotesco, do inusual”.

SOBRE A ENCENAÇÃO
Desde a sua fundação, o grupo interessou-se por trazer - conceitualmente - outras linguagens para a criação de suas obras. Na intenção de radicalizar essa pesquisa audiovisual do grupo, Rodrigo Batista encontrou na parceria com Renato Sircilli - cineasta que dirigiu curtas metragens que circulam por diversos festivais nacionais e internacionais - a chance de juntos produzirem um filme dentro do contexto do Projeto 85 - A dívida em 3 episódios, contemplado pelo Programa Rumos Itaú Cultural 2014. O Rosto da Mulher Endividada, um dos episódios do Projeto 85, é um filme que conseguiu seguir independente das peças e participar de importantes festivais de cinema, como a Mostra Foco no Festival de Cinema de Tiradentes (2016), além de ganhar o prêmio da Mostra do Filme Livre promovida pelo CCBB (2016).

Para a continuidade da pesquisa, o grupo iniciou a construção do espetáculo A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga a partir de um laboratório com o coreógrafo piauiense Marcelo Evelin, que serviu como um gatilho para a encenação dessa nova montagem. A ponte para a parceria entre o grupo e o coreógrafo se fez através de Bruno Moreno, também integrante do [pH2] e que, paralelamente, realiza pesquisas em  dança por meio de parcerias com renomados coreógrafos da cena contemporânea, entre eles, o colombiano Luis Garay e o próprio Marcelo Evelin.

Para a montagem desta célebre obra, a parceria entre Renato e Rodrigo se mantém para criarem uma leitura cinematográfica sobre a primeira parte da obra. Para a segunda parte, o grupo opta por uma composição coreográfica que é conduzida por Bruno Moreno em parceria com a dançarina convidada Isabella Gonçalves.
Assim, a obra teatral A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga é assinada pelos três integrantes (Rodrigo Batista, Renato Sircilli e Bruno Moreno) que radicalizam a utilização do cinema e da dança para construírem a versão do [pH2] sobre A Sagração da Primavera.

[PH2]: ESTADO DE TEATRO - HISTÓRICO
O [pH2]: estado de teatro foi criado em 2007 no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo e ao longo de oito anos de existência integra artistas que apresentam formações nas áreas teatral, pedagógica, das artes visuais, da dança e do cinema.

Em 2015, apoiados pela 26ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, para o projeto Endividado, o grupo estreia o espetáculo A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga .

Em 2014 o grupo foi contemplado pelo prêmio Rumos Itaú Cultural para desenvolver o projeto: ¿Qué hacíamos en 1985?: caminos de jovenes creadores latino-americanos. O projeto contou com ações de intercâmbio com os grupos La Maldita Vanidad (Colômbia) e Lagartijas Tiradas al Sol (México) e criação da obra Projeto 85: a dívida em três episódios.
Com o espetáculo Stereo Franz, estreou internacionalmente em junho de 2013 no Büchner International Festival, na Alemanha, e nacionalmente no Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos – MIRADA, em setembro de 2014.

Em 2011, pela 18ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, realizou o projeto Diálogos com o Trágico: perspectivas contemporâneas que compreendeu os dois espetáculos criados pelo grupo em seus primeiros cinco anos de existência (Manter Em Local Seco e Arejado e Mantenha Fora do Alcance de Crianças), a estreia do espetáculo inédito Átridas em novembro de 2012 e a publicação de um Dossiê Filosófico. Entre 2012 e 2013, o grupo, também, circulou nacionalmente através do prêmio ProCultura, com o espetáculo Mantenha Fora do Alcance de Crianças, apresentando nas cidades de Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis, Londrina, Uberlândia e Santos.


FICHA TÉCNICA
ATORES e (PERSONAGENS)
Beatriz Id Limongelli (Mônica), Bruno Moreno (David), Cainã Vidor (Tânio), Luiz Pimentel (Lindenbergh), Maria Emília Faganello (Chiara) e Paola Lopes (Lia)
LUZ Luana Gouveia
DESENHO DE SOM E MIXAGEM Cainã Vidor
DIREÇÃO DE ARTE Elton Almeida
CONTRARREGRA Daniela Colazante
MAQUIAGEM Felipe Ramirez
ARTISTA COLABORADOR Marcelo Evelin
MONTAGEM DO FIME Renato Sircilli
DIREÇÃO CINEMATOGRÁFICA Renato Sircilli e Rodrigo Batista
DIREÇÃO COREOGRÁFICA Bruno Moreno e Isabella Gonçalves
ENCENAÇÃO Bruno Moreno, Renato Sircilli e Rodrigo Batista
PRODUÇÃO Palipalan Arte e Cultura
REALIZAÇÃO [pH2]: estado de teatro com apoio da Lei de Fomento ao Teatro do Município de São Paulo


PARA ROTEIRO
Seis amigos decidem desaparecer para não serem cobrados por suas dívidas morais, financeiras e afetuosas e para tanto inventam modos de serem e estarem invisíveis. Os atores encontram-se embaixo de uma lona preta, deixando seus corpos submersos na permissividade do escuro e do não aparente. Calcados na obra A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky, o grupo [pH2]: estado de teatro propõe uma obra teatral baseada no cinema e na dança.


SERVIÇO
A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga
Oficina Oswald de Andrade - Rua Três Rios, 363 Bom Retiro – São Paulo – SP
Temporada: de 14 de maio a 4 de junho de 2016
Às quintas, sextas, sábados e segundas, às 20h
Telefone: 11 3221 5558
Duração: 90 minutos Lotação: 40 pessoas Ingresso: Grátis, ingresso uma hora antes

VIRADA CULTURAL - Dia 21 de maio - Sábado
SESC BELENZINHO - R. Padre Adelino, 1000 - Belenzinho, São Paulo - SP, 03303-000
Sala de Espetáculo 1
Telefone: (11) 2076-9700 - Grátis
21h – Espetáculo A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga
23h – Curta metragem O Rosto da Mulher Endividada
23h59 – Espetáculo A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga







sexta-feira, 6 de maio de 2016

SESC: O PROJETO TRAVESSIAS APRESENTA A DIVERSIDADE CULTURAL AFRICANA COM INTERVENÇÃO, BATE-PAPO E WORKSHOP




Fonte : Canal Aberto / Márcia Marques 
Fotos : Gui Simi / Mariana Camara 

Em maio, no Travessias, projeto em que a diversidade cultural é pensada a partir das experiências de travessias - geográficas, simbólicas, identitárias e políticas - o Sesc Santo Amaro apresenta um bate-papo, uma intervenção e um workshop, todos voltados ao tema.

Travessias Africanas é uma roda de conversa que vai acontecer dia 11 de maio, às 19h, e vai contar a história, a cultura e a experiência de refúgio de povos do continente africano. Nessa interlocução, estarão presentes os refugiados africanos  Papa Ba (senegalês) Frank Mputu (congolês).  Esse bate-papo terá mediação de Paulo Farah, professor doutor no programa de graduação e de pós-graduação na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).

Mariana Camara 

Dia 11 de maio, às 21h, a dançarina, percussionista, cantora, coreógrafa e professora guineana Mariama Camara, apresenta a intervenção de dança africana Mandigue. Nessa apresentação, a coreógrafa realiza uma intervenção com movimentos corporais, cantos e toques de ritmos que permitem a releitura de significados ancestrais que são transmitidos de geração em geração nas aldeias e nos balés da Guiné.

Mariama Camara é guineana e vive no Brasil há sete anos. Sua carreira artística é consolidada internacionalmente desde 1999. Integrou o Les Ballets Africains (1999-2007), dançou com artistas renomados como Youssor N’dour, Salif Keita e Youssouf Koumbassa. De 2007 para cá, ela tem sido participado de seminários, acampamentos internacionais, cursos e oficinas de dança, percussão, canto por diversos países da Europa, Oriente Médio, Ásia e Américas. O trabalho de Camara representa a difusão da diversidade cultural africana e a imersão no conhecimento da história da Diáspora da África do Oeste.

Também faz parte do projeto Travessias o workshop de Percussão Mandigue com aula de dança com os professores da Trupe Benkady, Flavia Mazal e Rafael Fazzion no dia 19 de maio, às 19h.

A Trupe Benkady é um coletivo paulistano de artistas, que pesquisa e desenvolve as danças e ritmos dos balés tradicionais do oeste africano, principalmente da Guiné, tendo como base a música Malinké, utilizando cantos e os sons de djembês e dununs em diálogo com o corpo em movimento.

Flavia Mazal é professora e pesquisadora da cultura e dança mandingue há mais de 10 anos. Com apoio do Ministério da Cultura do Brasil, por meio do projeto Diálogos Ancestrais, Mazal pesquisou o tema de seu trabalho na Guiné Concari, junto ao Mestre Youssouff Kombassa.

Rafael Fazzion começou a tocar aos oito anos no teatro popular Solano Trindade, com os professores de percussão popular Victor da Trindade e Carlos Caçapava.  Durante cinco anos, Fazzion fez parte do Ballet Afro Koteban, que pesquisa a música do Oeste africano e lá, em 2006, deu início aos estudos de música e cultura mandingue. Junto com Flavia Mazal e Bangaly Konate fundou a Trupe Benkady, onde atua até hoje.

Serviço
Bate-papo - TRAVESSIAS AFRICANAS
Dia 11 de maio, às 19h
Local: Praça

Convidados : Papa Ba (senegalês) Frank Mputu (congolês)

Mediação -  Paulo Farah
Professor doutor no programa de graduação e de pós-graduação na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). Orienta pesquisas em estudos migratórios, refúgio, literatura, linguística, história e cultura árabe, africana e islâmica no Mestrado e no Doutorado na USP. Autor de doze livros (além de vários capítulos de obras) também traduziu diversas obras do árabe ao português e do português ao árabe. É Diretor da BibliASPA - Biblioteca e Centro de Pesquisa e Cultura dedicado a temas árabes, africanos e sul-americanos do qual participam acadêmicos e artistas de mais de 40 países que estudam história, literatura, linguística, antropologia e arqueologia, entre outras temáticas.

Intervenção – Dança Mandigue
Dia 11 de maio, às 21h
Local: Praça (Capacidade 300) Duração: 40  minutos.
Workshop – Aula de dança e Percussão MandigueDias: 19 de maio, às 19h.
Local: Teatro (Capacidade 297) Duração: 80 minutos.
Classificação: 12 anos.


SESC SANTO AMARO
Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro. Telefone: (11) 5541-4000.
Horário de atendimento bilheteria: Terça a sexta-feira, das 10 às 21h30 e sábado, domingo e feriado, das 10 às 18h30. Obs: O Estacionamento e a bilheteria permanecem abertos de acordo com o horário das programações.

Estacionamento – Subsolo – 180 veículos, 34 vagas para motos (preço especial para shows: R$5,50 p/ comerciários e R$11 p/ não comerciários e 35 vagas no bicicletário (grátis). Observação: as motos pagam taxa equivalente aos veículos.