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quinta-feira, 28 de julho de 2016

EVENTO :DESPERSONALIZAÇÃO DO NEGRO NA SOCIEDADE.


terça-feira, 26 de julho de 2016

EXPO TAXI lança aplicativo de taxi inédito no Brasil






Fonte: Carlos Romero 

A EXPOTAXI lança aplicativo inédito no Brasil que oferece descontos no valor da corrida e muita segurança para o passageiro, entre outros benefícios

O aplicativo traz para os clientes inovações na segurança e negociação no valor da corrida, além de outros benefícios como agendamento - motorista feminina - carro adaptado para pessoas com necessidades especiais - transporte de pets.

                  






A EXPOTAXI lançou neste dia 14 de julho o novo aplicativo EXPOTAXI DIGITAL. Basta baixar em qualquer celular, tablet ou computador e realizar o cadastro para que o cliente passe a ter várias opções na hora de solicitar um táxi da empresa.





Negociação da corrida:
O passageiro pode negociar através do aplicativo o valor da corrida. Assim que ele indicar o percurso aparecerá o valor aproximado da corrida. O cliente neste momento pode optar por fazer uma oferta menor desse valor e, se algum motorista aceitar, o passageiro recebe outra mensagem confirmando que a proposta foi aceita, incluindo a foto do motorista e o modelo do carro, para maior segurança e comodidade.

Até que o veículo chegue ao endereço combinado, o cliente poderá acompanhar o trajeto do taxi em tempo real em seu celular através de um mapa no aplicativo.

O cliente também poderá solicitar uma motorista do sexo feminino, ou um veículo adaptado para passageiro com necessidades especiais.



Mapa de bordo:
Pensando na segurança dos seus clientes a EXPOTAXI criou um aplicativo com um mapa onde o cliente ou uma terceira pessoa pode acompanhar em tempo real o trajeto que o táxi está realizando com o passageiro até o endereço de destino. Uma segurança a mais para os pais que deixam seus filhos desacompanhados nas baladas e festas, bem como para empresários.                     

Corrida programada:

Uma ótima opção da EXPOTAXI é a corrida programada para quem está em São Paulo ou vem à Cidade, como explica o CEO da empresa Leal Junior. “O cliente entrará no aplicativo, acessa o ícone agendamento, preenche todos os dados, local da partida e endereço de chegada e, com isso ele usufrui de todos os demais benefícios que a empresa oferece tanto a negociação do desconto no valor da corrida, como o carro adaptado e, além disso, receberá antecipadamente o mapa do trajeto que o táxi fará no dia da corrida”.

Levo o seu Pet:
A EXPOTAXI também abre espaço para conduzir animais de estimação de pequeno porte desde que acompanhados de seu dono ou responsável.

A EXPOTAXI
Atuando no mercado desde 1997, com uma frota de mais de 600 veículos entre brancos e taxi preto, a EXPOTAXI tem em seu quadro 20 carros para clientes com necessidades especiais e uma grande quantidade de mulheres taxis para prestar o serviço de “mulher para mulher”.


Os 600 carros estão distribuídos em pontos estratégicos de São Paulo para atender a população em vários segmentos que inclui corporativo, chamada de momento, teatros, shows, hotéis, feiras e congressos, shopping.



Sobre o diretor da Empresa:

O CEO ‘Leal Junior’ é advogado, pós-graduado em direito empresarial e MBA pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Além das atividades advocatícias e diretor da EXPOTAXI desde 2003.



        EXPOTAXI DIGITAL oferece segurança, dinamismo e conforto aos seus clientes.

Telefone: (11) 2163 8800
Aplicativo: Baixe em qualquer celular - “play store” – “google play
Visite nosso site: https://www.expotaxi.com.br



Os Crespos vão às ruas de SP com "De brasa e Pólvora"




Fonte: Lau Francisco

Espetáculo será apresentado nas ruas de São Paulo de 1 a 4 de Agosto


Dando continuidade ao projeto De Brasa e Pólvora - Zonas Incendiárias, Panfletos poéticos, a Cia. Os Crespos volta para apresentar mais um processo da investigação sobre a construção da identidade do negro contemporâneo em sua relação com as formas de liberdade. “De brasa e Pólvora” será apresentado em quatro diferentes lugares nas ruas da cidade entre os dias 1 e 4 de agosto de 2016: Dia 1 de agosto, às 17h na frente da Igreja Nossa Senhora da Paz (Rua do Glicério, 225) - Dia 2 de agosto, às 17h30, no Terminal Campo Limpo (Estrada do Campo Limpo, 3401) - Dia 3 de agosto, às 17h30, na saída do Metrô Largo 13 (Av. Padre José Maria, 526 - Santo Amaro) e Dia 4 de agosto, às 17h, no Instituto Arte em Construção - Pombas Urbanas (Av. dos Metalúrgicos 2100, Cidade Tiradentes). Os espetáculos são GRATUITOS.




Espetáculo investiga levantes negros no Brasil
“De Brasa e Pólvora” faz parte de uma pesquisa dos Crespos que investiga as evoluções e revoluções políticas latino-americanas a partir dos levantes negros no Brasil e no Caribe (pouco citados nos livros de história, inclusive...), tendo em vista a construção imaginária de uma revolução poética a favor da abolição do racismo. O espetáculo conta com uma proposta estética específica e busca intervir no cotidiano da cidade, dialogando com diferentes espaços públicos, na tentativa de dar conta dos levantes e movimentos negros rebeldes desde o período escravista até a nossa atual república e dos movimentos de contrarrevolução das elites.
No início desse processo de pesquisa a Cia apresentou o espetáculo “Ninhos e Revides – Mirando o Haiti” que juntamente com “De Brasa e Pólvora” integram um processo que resultará na montagem de um outro espetáculo teatral, que será livremente inspirado no texto “Lembrança de uma Revolução: A Missão” de Heiner Müller, dando continuidade à pesquisa da Cia sobre essa obra.
Em cena seis personagens, que tiveram o mesmo sonho, se encontram numa praia, onde são convidados a fazer uma viagem no tempo, através da Calunga. Durante a viagem eles tentam desvendar a missão para a qual foram convocados no sonho. Através de pistas, de um passado sempre presente, eles chegam em seu destino, onde se deparam com a guerra das paisagens.
“Compreendemos as diversas lutas negras como tochas acesas para o estopim das transformações sociais antirracistas. Nossa tarefa, nesse trabalho, é construir, no campo do imaginário, um terreno fértil para uma revolução que garanta nossa plena liberdade. Não se trata de continuar discutindo o óbvio, pois é evidente que se tiram nossas vidas aos milhares, ainda hoje, é porque não somos livres nessa sociedade, não temos direitos iguais e não podemos nos calar. Tudo isso está dado, fazemos o que com essa certeza? É o que estamos nos indagando durante todo o processo e a pergunta que tentamos nos responder.”
Ficha Técnica
Atores – Dani Nega, Dani Rocha, Joyce Barbosa, Lucelia Sergio, Sidney Santiago Kuanza, William Simplício Direção – Os Crespos Músicos – Giovani Di Ganzá Assistente de Direção – Lena Roque Direção de arte – Mayara Mascarenhas Adereços – Cleydson Catarina Roteiro da Intervenção – Os Crespos Dramaturgia – Allan da Rosa Direção de vídeo – Edu Luz e Cibele Appes Iluminador – Edu Luz Orientação Teórica – Allan da Rosa e Marc Pierre Técnico Luz, Som e Vídeo – Edu Luz Cenotécnico – Wanderley Wagner da Silva Designer Gráfico – Rodrigo Kenan Fotografia – Roniel Felipe Produção – Adriano José Produção Executiva Ivy Souza Secretário – Ramon Zago Assessoria de Imprensa: 7 Fronteiras Comunicação

Serviço
“De Brasa e Pólvora” - DATAS E LOCAIS
·         Dia 1 de agosto, às 17h na frente da Igreja Nossa Senhora da Paz (Rua do Glicério, 225) -
·         Dia 2 de agosto, às 17h30, no Terminal Campo Limpo (Estrada do Campo Limpo, 3401) -
·         Dia 3 de agosto, às 17h30, na saída do Metrô Largo 13 (Av. Padre José Maria, 526 - Santo Amaro)
·         Dia 4 de agosto, às 17h, no Instituto Arte em Construção - Pombas Urbanas (Av. dos Metalúrgicos 2100, Cidade Tiradentes).
ENTRADA FRANCA


sexta-feira, 15 de julho de 2016

A Anacã Cia de Dança põe foco no jazz e apresenta Ele Ela

Na década de 1980, o jazz teve sua explosão e auge como linguagem de dança no Brasil; hoje a técnica é a base dos musicais

A Anacã Cia de Dança põe foco no jazz e apresenta Ele Ela, com direção de Edy Wilson, no Teatro Municipal de Santo André 


Em cena, a coreografia EleEla subverte logo de início: é a mulher que nasce do homem em um espetáculo que versa sobre o amor; em cena, um pas de deux ao som de um solo de sax, com movimentos repletos de jazz
Se a Anacã Cia de Dança está engatinhando em seus primeiros passos – EleEla é seu segundo trabalho, o primeiro foi Principiar em junho de 2013 – seus dirigentes, juntos, somam mais de sete décadas de trajetória profissional dedicada à dança. Não é pouco. Com direção do coreógrafo Edy Wilson e direção geral de Helô Gouvêa, EleEla coloca o jazz no foco e o resultado pode ser visto no espetáculo que a companhia apresenta dias 30 e 31 de julho de 2016, no Teatro Municipal de Santo André (Pça IV Centenário, Centro, Santo André), grátis. As apresentações com entrada franca fazem parte do Projeto de Circulação Estadual do espetáculo "EleEla”, com incentivo da Lei Rouanet e patrocínio do Banco Itaú. 

Para falar de amor, Edy inicia o espetáculo subvertendo a ciência: é a mulher que nasce do homem, e não o contrário. Daí,  surgem as cenas que permeiam o espetáculo sobre o amor ideal e da (falsa) ideia do príncipe/princesa encantado (a) que bate à porta. A partir de um conto de Moisés Vasconcelos, Edy Wilson criou 11 cenas acerca da diversidade de elos estabelecidos entre os gêneros masculino e feminino, em como cada um conceitua o amor. Para concretizar a ideia no palco, Edy convidou Úrsula Félix para criar o figurino, RaquelBalekian para a luz, Divanir Gattamorta na música e Lucas Simões na cenografia. 

A companhia, desde a estreia em 2015 no Teatro Alfa, em São Paulo, já percorreu duas cidades, Santos e Jundiaí, e até final de outubro estará em Santo André, Jacareí, Americana, Bauru, São José do Rio Preto, Araraquara e Praia Grande. 




A Anacã Cia de Dança – Edy Wilson E Helô Gouvêa 
Helô Gouvêa e Edy Wilson são os dois artistas responsáveis pela ‘criança’ Anacã, que vai completar quatro anos de vida em 2016 (sua fundação foi em agosto de 2012). Ambos trilharam caminhos diferentes na dança, mas a partir de 2012 uniram-se para criar a companhia que colocaria o jazz na pauta da dança novamente. Assim nasceu a Anacã Cia de Dança, que abraçou o jazz como linguagem-motriz e é composta atualmente por 15 bailarinos jovens, com idade média entre 20 e 23 anos. Além dos artistas que compõem o grupo, há 40 alunos bolsistas que integram o projeto. 

Com 31 anos de carreira profissional, Edy Wilson teve sua primeira experiência profissional em Assis, com Charlie Linhares, quando integrou o Corpo de Baile Municipal da cidade. Nessa cidade também graduou-se em Educação Física, o que foi bastante importante para seu amadurecimento corporal. Em 1993, viajou pela primeira vez ao Festival de Dança de Joinville quando conheceu Roseli Rodrigues (1955-2010), coreógrafa da Raça Cia. de Dança e referência no desenvolvimento de uma linguagem brasileira de jazz dance, marcada pela criação de obras que apostavam na polirritmia e na orquestração de grandes grupos. Com ela Edy montou coreografias, ganhou prêmios e em paralelo, atuou como preparador corporal dos atores dos musicais "Vitor ou Vitória" (2001), estrelado por Marília Pêra e dirigido por Jorge Takla, e "Godspell" (2002), dirigido por Miguel Falabella, além de ter participado de montagens de vários shows pelo Brasil.

Com suas obras autorais, Edy conquistou prêmios de melhor coreógrafo em importantes eventos como o Passo de Arte (2001) e o Festival de Dança de Joinville (2006), o que lhe garantiu uma participação na Bienal de Dança de Lyon, na França. “Tive uma influência muito grande da dança contemporânea, mas isso veio do próprio jazz, que permitia a criação de um movimento a partir de outro, ou seja, você nunca precisava imitar ou reproduzir o mesmo movimento sempre. Assim meu jazz ficou um pouco contemporâneo”, avalia o coreógrafo que, no ano seguinte, estreava Principiar, seu primeiro trabalho à frente do novo grupo, e agora está envolvido na criação de Ele Ela.



Helô Gouvêa completou em 2015, nada menos que 45 anos de dedicação à dança. Sua paixão pelo jazz veio junto com seus anos de intercâmbio com os mestres americanos, nos meados dos anos 1970 e 1980, quando viajava aos EUA e trazia para o Brasil as novas técnicas difundidas pelos professores de lá. Assim foi com Lennie Dale (1934-1994), ex-dançarino do mestre da Broadway Jerome Robbins (1918-1998) e criador do lendário grupo Dzi Croquettes. Helô, nessa época, viajou por inúmeros estados brasileiros criando escolas, dando aulas, compartilhando a técnica que alimentava sua alma: o jazz.

Helô teve professores e parceiros de aula ilustres - e ícones de suas gerações – como Renée Gumiel (1913-2006), Kitty Bodenheim (1912-2003), Klauss Vianna (1928-1992), Joyce Kermann (1955-2006), Mônica Japiassú, Ruth Rachou, entre outros grandes nomes. Na turma com Renée, era a caçula nas aulas em que que os alunos eram Thales Pan Chacon (1956-1997), Ivaldo Bertazzo e Célia Gouvêa. Anos mais tarde deu aulas para a atriz Claudia Raia e para a empresária Ana Maria Diniz, hoje sua sócia no Estúdio Anacã, escola profissional que reúne mais de mil alunos em aulas disputadas, atualmente em duas unidades paulistanas: uma na Avenida Brasil e outra na Avenida Henrique Schaumann.

Sobre EleEla
Logo de início, o coreógrafo apresenta sete casais para representar um nascimento às avessas: em vez de ser da mulher que nasce o homem, é do homem que nasce a mulher - uma alusão ao mito de Adão e Eva, que inaugura as possibilidades de relação entre homens e mulheres. Na visão de Edy Wilson, a atração é o que norteia desde o princípio esses dois indivíduos.

Existe um homem ou mulher ideal para cada pessoa? O coreógrafo quer desconstruir a ideia do príncipe encantado que bate à porta. Do jogo de sedução às promessas de amor eterno, dos olhares ao desejo, da Cinderela às farras amorosas e sexuais; todas essas fases são atravessadas pelo amor, pelo arroubo do sentimento, mas vividas e sentidas diferentemente por cada um dos gêneros. “A ideia do ‘príncipe’ ou ‘princesa’ ainda é atual para muita gente. Existe um homem/mulher ideal na cabeça das pessoas, mas as buscas por essa metade idealizada frustram, porque não se concretiza nunca”, explica o coreógrafo. 

“Todos eles sentem o mesmo desejo, mas com intensidades diferentes. Quero mostrar outras nuances de atitudes de desejo”, diz Edy Wilson. O início do espetáculo também apresenta o vocabulário de movimentos com os quais vai trabalhar dali em diante, como a dança jazz sendo pontuada em meio à construção de uma cena absolutamente contemporânea.

A partir daí o coreógrafo passeia por diferentes formações, entre solos, duos e trios e, especialmente, conjuntos para explorar temas como a dualidade entre homem e mulher, os jogos de sedução entre essas duas figuras, a sensualidade, a ilusão e a ingenuidade do amor romântico. “Dessa vez irei para outra estrutura, diferente do que ocorreu em Principiar onde há mais solos duos, trios… Agora construirei as cenas com mais conjuntos”, explica.

figurino desenvolvido por Úrsula Félix se alinha com essa concepção. Por mais de dez anos ela atuou como diretora criativa do ateliê de Tânia Agra, que, além de sua mãe, é uma das mais conceituadas figurinistas de trajes de balé clássico do país. Para EleEla, Úrsula desenvolve um design que migra gradualmente, a cada cena, de tons terrosos para tons quentes, com destaque para os sapatos de salto que as bailarinas ostentam nos pés - um ícone jazzístico por excelência.

Conhecido por seu trabalho na criação de músicas voltadas para dança contemporânea, o músico Divanir Gattamorta, do Departamento de Artes Corporais da Unicamp, se arrisca pela primeira vez na composição para uma obra de dança jazz. Ao misturar influências, ele trilha um caminho nada óbvio para o gênero, desafiando o ouvido dos bailarinos, convocados por Edy Wilson a imprimirem suas individualidades em cada movimento.

ANACÃ CIA DE DANÇA
Em 2012, Helô Gouvêa e o coreógrafo Edy Wilson se encontraram durante o Passo de Arte e o Festival de Dança de Joinville, no qual atuaram como júri e professores. Edy havia acabado de se desligar da Raça Cia de Dança, onde atuava como diretor. Conversa vai, conversa vem, Helô fez o convite para que ele e sete bailarinos pudessem trabalhar e ensaiar no Estúdio Anacã, inaugurado por ela dois anos antes em sociedade com Ana Maria Diniz. Surgia assim a pedra fundamental da Anacã Cia. de Dança.

Logo veio a ideia de montar um espetáculo, Principiar, que estreou em junho de 2013 fazendo uma reflexão justamente sobre o início desse novo rumo nas carreiras de Edy, Helô e dos bailarinos. A assinatura coreográfica que seria buscada já se anunciava nesse momento.

Os apoios conquistados nesses primeiros passos são frutos de uma dinâmica singular que a companhia construiu para si ao se instalar em uma escola de dança frequentada por mais de mil alunos divididos em duas unidades, o que tem se revelado positivo tanto para o grupo quanto para o próprio estúdio. Há ainda outro braço da Anacã dedicado à formação técnica. Além de seus 12 bailarinos e 4 estagiários, a companhia oferece aulas gratuitas a 40 talentos escolhidos via audição que podem assim vivenciar um pouco da rotina de trabalho de um profissional de dança e se especializar para o mercado de trabalho.

Recentemente, a convite da Secretaria de Cultura do Estado, realizou uma circulação pelo interior de São Paulo, nas cidades de Regente Feijó, Paraguaçu Paulista, Pedrinhas Paulistas, Ibitinga, Jaú e Agudos, dentro do Circuito Cultural Paulista 2015. 

Com o patrocínio do Itaú, a companhia estreou sua segunda obra, EleEla, no Teatro Alfa em 2015 e até outubro de 2016 vai percorrer nove cidades do estado de São Paulo (Santos, Jundiaí, Santo André, Jacareí, Americana, Bauru, São José do Rio Preto, Araraquara e Praia Grande) dentro do Projeto de Circulação Estadual, com incentivo da Lei Rouanet. 


Ficha Técnica
Direção Executiva: Ana Maria Diniz
Direção Geral: Helô Gouvêa
Direção Artística e Coreografia: Edy Wilson De Rossi
Maitre de Ballet: Eduardo Bonnis
Trilha Sonora: Divan Gattamorta
Designer de Luz e Direção Técnica: Raquel Balekian
Cenografia:  Lucas Simões
Figurinos: Ursula Felix
Texto: Bruna Martins
Fotos: Ronaldo Winter Caracas e Tomas Kolish
Designer Gráfico: Charles Camargo
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto
Coordenação de Projetos: Ponto de Produção
Produção: Elinah Jacqueline
Elenco:  Allan Marcelino, Alexssandro Silva – Bruno de Paiva, Carolina de Sá – Camila Carolina - Daniela Correa - Jéssica Fadul - Jonatha Martins - Karine Miranda – Letícia Alfenas - Lucas Martinelli - Michael Martins - Rafael Luz - Rafael Trevisan - Thaynara Gomes.
Patrocínio: Banco Itaú / Ministério da Cultura
Apoio: Estúdio Anacã, Só Dança e Balletto

Serviço
EleEla, da Anacã Cia. de Dança
Dias 30 e 31 de julho de 2016 
Teatro Municipal de Santo André – Antônio Houassis
Praça IV Centenário – Centro/ Santo André/ SP
Telefone: (11) 4433-0789
Duração: 60 minutos
Horários: Sábado às 20h e domingo às 18h
Lotação: 475 lugares   
Classificação: Livre
Entrada Franca

Assessoria de imprensa

Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques
Fones: 11 2914 0770 / Celular: 11 9 9126 0425

Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 / 9 6705 0425 / 9 8435 6614

"O dia de Quilombola de uma consulesa da França em Florianópolis"



“Barreiras sigilosas, obstáculos invisíveis, além do gênero” é o tema da palestra que a consulesa da França vai proferir na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina

Fonte: Carlos Romero 

Alexandra Baldeh Loras – consulesa da França no Brasil, estará no dia 18/07/2016, a partir das 10:30hs, visitando 26 familias residentes no Quilombo Vidal Martins, localizado no Rio Vermelho, Ilha de Santa Catarina.
A ativista pela Igualdade Racial passará o dia no quilombo conversando com os moradores, conhecendo um pouco da cultura quilombola, alimentação e levantamentos sobre a dificuldade dos moradores principalmente da mulher quilombola em enfrentar a invisibilidade que ainda existe para com elas.
Na mesma noite Alexandra Baldeh Loras, vai proferir uma palestra na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, com o tema “Barreiras argilosas, obstáculos invisíveis, além do gênero” a partir das 20hs, para público, autoridades, movimentos negros e imprensa.  Quando deixar o Brasil em setembro, Loras assumirá a missão francesa na ONU em Nova York.
Sobre a consulesa:
  Alexandra Loras é uma das principais vozes internacionais de combate ao racismo

A francesa Alexandra Loras é uma dessas pessoas que tem um propósito de vida bastante claro: acabar com o preconceito racial no mundo por meio da conscientização da sociedade sobre o eurocentrismo da cultura ocidental. Esse é o grande desafio pelo qual Alexandra acredita que vale a pena lutar. Alexandra já é reconhecida como uma referência contra o racismo em todo mundo.
Mestrada em Gestão da Mídia pela Science Po, fala cinco idiomas e já visitou mais de 50 países. Só neste ano participou de 52 eventos sobre diversidade, foi uma das palestrantes convidadas para o TEDx em Cannes, durante os eventos do mês da consciência negra em Harvard e é a idealizadora do primeiro TEDx São Paulo, focado em mulheres negras, que acontecerá dia 23 de julho no Hotel Unique.    
                                    
Em 2015 falou no TEDx  São Paulo, foi uma das painelistas do Fórum de Davos e foi entrevistas por diversos veículos da mídia nacional e internacional.  





        
                                       
O que mais chama atenção no discurso de Alexandra é sua fala conciliadora. Como filha de mãe branca de uma família francesa e um pai imigrante da Gâmbia, ela acredita que o racismo será vencido pelos esforços conjuntos entre negros e brancos. “Costumo dizer que não é à toa que me casei com Damien (cônsul geral da França em São Paulo), que é branco e tive um filho branco. Acredito na conciliação entre brancos e negros por meio da conscientização. O branco de hoje não tem culpa pelas atrocidades que foram feitas no passado, mas somos todos responsáveis por solucionar as consequências traumáticas do passado”.
 Como consulesa da França em São Paulo, ela teve a oportunidade de levar esse debate à elite paulistana e para a imprensa brasileira como um todo. Apesar de falar em todo o mundo sobre a importância do fim do preconceito contra afrodescendentes, Alexandra acredita que o Brasil é um dos países mais importantes a serem alcançados por essa mensagem: “O Brasil é o país com o maior número de afrodescendentes do mundo depois da Nigéria. 57% da população brasileira é negra, por isso, a transformação da sociedade brasileira no combate ao racismo pode mudar o mundo”.
Com esse objetivo em mente, além de seu trabalho contínuo de palestras sobre diversidade, Alexandra é coautora de um livro que será lançado em julho 2016 com a
bibliografia de grandes inventores negros, em parceria do historiador Carlos Machado da Universidade de São Paulo. A ideia surgiu da própria tese de mestrado de Alexandra, que foi sobre a invisibilidade do negro na televisão francesa, da qual era presentadora.
E foi aí que ela começou a pesquisar e descobriu que Paris teve um prefeito negro em 1879 além de outras 30 pessoas negras na história da França entre Ministros, Senadores e Deputados. Descobriu também que os inventores do marcapasso, da geladeira, da antena parabólica, entre outras grandes invenções, eram todos negros.
Outra grande preocupação de Alexandra é empoderar as mulheres negras. Boa parte de seu trabalho voluntário é focado em fazer coaching para mulheres negras de baixa renda. “Essas guerreiras são as chefes de milhares de famílias pobres do Brasil.”. “Elas precisam saber que, apesar da pouca representatividade de mulheres negras na mídia e todas asdificuldades que elas encontram em seu dia-adia elas são cidadãs que podem e devem sonhar em ser o que quiserem”.
Quilombo Vidal Martins:
A extensa pesquisa feita a partir de documentos de cartórios, igrejas e arquivos públicos revelou diversos dados históricos importantes sobre a história da escravidão em Florianópolis.  
 Hoje, as famílias remanescentes do Quilombo Vidal Martins estão lutando por seus direitos, que foram reconhecidos pelo Decreto Nº 4.887/2003, assinado pelo então Presidente Lula.
 O Quilombo Vidal Martins, reconhecido pela Fundação Cultural Palmares em outubro de 2013, é a primeira comunidade quilombola regularizada de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina. 
O quilombo é composto por 26 famílias descendentes de escravos trazidos para o distrito do Rio Vermelho, Ilha de Santa Catarina, em meados do século XVIII.
Em 2012, Helena e Shirlen Vidal, integrantes da família Vidal Martins começaram a busca pelo resgate histórico cultural e familiar.
A extensa pesquisa feita a partir de documentos de cartórios, igrejas e arquivos públicos revelou diversos dados históricos importantes sobre a história da escravidão em Florianópolis.  
 Hoje, as famílias remanescentes do Quilombo Vidal Martins estão lutando por seus direitos, que foram reconhecidos pelo Decreto Nº 4.887/2003, assinado pelo então Presidente Lula. Em breve será lançado o livro que conta a história da luta e resistencia com o titulo: “Luta de Vidal Martins Escravo”.

Programação:
O dia de quilombola de uma consulesa da França
Onde: Visita ao Quilombo Vidal Martins.
Dia 18/07/2016
Local: Rod. João Gualberto Soares, 9543 Rio Vermelho Florianópolis Santa Catarina-  Brasil 
Horário: A partir das 10:30hs