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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

RODA DE SAMBA É COM NEGO ÁLVARO

Fonte: Rozangela Silva 


Nego Álvaro realiza a terceira edição da roda de samba no Beco do Rato. A Roda, que acontece uma vez por mês, bate ponto no espaço mais emblemático da cidade: Beco do Rato.
A Roda do Nego Álvaro começa a partir das 17h, mandando ver com clássicos do samba e músicas como “Chuva no Sertão” e “Estranhou O Que?”, do novo CD Cria do Samba, passeia ainda com “Andar com Fé”, de Gilberto Gil, a roda vai relembrar também clássicos de Candeia e Cacique de Ramos.
Álvaro começou a tocar profissionalmente aos 15 anos e se acostumou a subir os degraus do cenário musical. Integrante do Samba do Trabalhador e da banda de Beth Carvalho, Álvaro comanda, há quase dois anos, o Mafuá no Quintal, na Zona Norte carioca, e vem despontando, acabou de lançar seu primeiro disco solo.
Passou ainda por diversas rodas de samba conhecidas do público carioca, tais como: "Clube do Cozido", onde Zeca Pagodinho recebia seus amigos para beber e bater um bom papo. Canto do Batuqueiro, Samba Luzia, Terreiro de Crioulo, entre outros.
Mas foi no Samba do Trabalhador que surgiu o cantor, até então Álvaro Santos, quando interpretou pela primeira vez a música "Estranhou O Quê?" no 2º DVD/CD" - Moacyr Luz e Samba do Trabalhador ao Vivo no Renascença".


Veterano no palco, já acompanhou Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal, Zélia Duncan, Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz, Caetano Veloso, Mariene de Castro, Baby do Brasil, Jorge Ben, Leci Brandão, Mart'nalia, Sombrinha, Jorge Aragão, Maria Rita, Teresa Cristina entre outros...
RODA DO NEGO ÁLVARO, ganha reforço com os músicos Hudson Santos (7 Cordas) / Leandro Pereira (cavaquinho) / Julio Oliveira - Jorge Alexandre e Mingo Silva (percussionistas).  

Roda do Nego Álvaro 
Dia 3 (sábado) de Novembro
A partir das 17h
Por R$ 15,00
Rua Joaquim Silva, 11 / Centro
Telefone: 2508 5600
Capacidade: 250 pessoas
Forma de pagamento: visa, mastercard, american express e dinners

Curta o swing de Negro Álvaro nesse vídeo:







CONHEÇA DELICIAS CARIOCAS : "DIDA BAR " - AFRO GOURMET






Dida Bar já virou queridinho no Polo Gastronômico da Praça da Bandeira, sob o comando de “Dida”, que incorporou no bairro, o tempero que herdou de sua mãe, mas põe à sua assinatura e apresenta novos sabores.
Aberto em Dezembro de 2015, no conceito de gastronomia de boteco, faz sucesso com o “Bobozinho de Camarão”, bolinho de bobó de camarão, por R$ 24,00 (4 unidades) e “Bolinho de Feijoada Aberta”,bolinho de feijoada empanado com farinha de torresmo, recheado com carnes, por cima: couve crocante, a pimenta biquinho completa e dá um charme, acompanhado chutney de laranja, que faz uma diferença no sabor, por R$ 15,00 (unidade). Entre outras dicas, o bar contemporâneo está com novidades.
Vamos começar com a “Cebola Recheada”, cebola recheada com carne seca e queijo muzzarela, levemente gratinada, por R$ 15,00 (unidade).




Seguindo com o “Orgasmo de Linguiça”, saboroso croquete de linguiça de pernil com queijo, acompanhado com molho do chef, por R$ 30,00 (4 unidades). É bom demais...
Outro quitute é o “Bolinho Bonito”, bolinho de aipim com espinafre e queijo recheado com banana, a sugestão surpreende com a fusão de sabores, sai por R$ 20,00 (4 unidades).
“Porkolone”, é uma suculenta costelinha suína com crosta de queijo, acompanha molho do chef, por R$ 40,00. Esse é para comer rezando....





Tem mais; uma série de “Empadas”, nos sabores de queijo coalho, por R$ 10,00 / camarão com catupiry, por R$ 13,00 / carne seca com abóbora, por R$ 10,00 / bacalhau por R$ 15,00 e baianinha, que é uma massa de dendê, com camarão ao leite de coco, por R$ 13,00 (unidade).
O espaço nasceu com fortes raízes na tradição do samba carioca: oferece também atrações musicais de Jongo, MPB e Jazz, onde equilibra uma boa gastronomia, acompanhado de música de qualidade. E uma vez por mês, realiza o Dida Afro Gourmet, em cada edição a restaurateur Dida, homenageia um país do continente Africano, a próxima vem especial, mas isso é outra história...

Dida Bar e Restaurante 
Rua Barão de Iguatemi, 408 / Praça da Bandeira
Telefone: 2504 0841
Aberto: terça e quarta: das 16h até 0h / quinta, sexta e sábado: das 12h até 0h e domingo: das 12h até 20h
Formas de Pagamento: Cartões de débito: Visa e Mastercard
Cartão de Credito: Visa e Mastercard / Ticket Restaurante / Sodexo / Alelo
Capacidade: 40 lugares

·         Fotos: Orgasmo de Linguiça / Empadinhas / Cebola Recheada / Bolinho Bonito
·         Fotos de Fabiana Cavalcante  

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Esperando Godot, do Garagem 21, mistura teatro a elementos de HQs, desenhos animados e dança contemporânea




Os temas centrais de Beckett estão na incomunicabilidade, no vazio, na ignorância, na impotência e na morte, utilizando,
para compor esse quadro, a chamada estética do fracasso, com indivíduos semiacabados,
normalmente aprisionados a algo. É um escritor marcado pelas grandes guerras.

Estreia dia 05 de novembro de 2016 o espetáculo Esperando Godot, de Samuel Beckett, com o grupo Garagem 21 e direção de Cesar Ribeiro, no Viga Espaço Cênico (Rua Capote Valente, 1.323, Pinheiros, São Paulo, SP). Escrita em 1949, a peça é considerada um marco da narrativa moderna e apresenta a história de dois personagens que aguardam a chegada de Godot, que nunca aparece.
“A montagem parte de uma linguagem híbrida influenciada pelo teatro de Tadeusz Kantor e elementos de HQs, desenhos animados e dança contemporânea para falar sobre as relações em uma sociedade em que o humano reproduz a lógica do produto, resultando na reificação e na necessidade de ressignificação de si, do outro e da realidade”, conta o diretor.

Com cenografia e figurinos de Telumi Hellen, iluminação de Carmine D’Amore, colaboração da jornalista e crítica teatral Maria Fernanda Vomero e de Kenn Yokoi, e Paulo Campos, Ulisses Sakurai, Paulo Olyva e Cadu Leite no elenco, o espetáculo teve início de processo em fevereiro de 2014, com estudos sobre Beckett e os teóricos que servem de base à sua criação, como Michel Foucault e Adorno.



“Os temas centrais de Beckett estão na incomunicabilidade, no vazio, na ignorância, na impotência e na morte, utilizando, para compor esse quadro, a chamada estética do fracasso, com indivíduos semiacabados, normalmente aprisionados a algo. É um escritor marcado pelas grandes guerras, em que as estruturas buscam encontrar um novo enquadramento e um novo sentido, em que a modernidade está prestes a findar e surge um novo ideário, de um mundo mais tecnológico e mais individualista, em que as grandes ideologias têm seu fim, em que o capital domina todas as esferas da vida privada e coletiva, em que predominam a mundialização e o consumismo”, diz Cesar Ribeiro.

Essa transição de realidades representa o fim de uma era e, para Beckett, também o fim de um indivíduo. Segundo Beckett, o nosso problema não é que vamos morrer. É que ainda não nascemos. E para isso é preciso livrar-se da memória e construir um novo mecanismo de apreensão da realidade, uma nova visão que organize o caos, e não o disfarce em uma pretensa ordem.



                                            Cena de Esperando Godot – Paulo Campos e Ulisses Sakurai – foto de Nelson Kao


SINOPSE
Influenciada pela estética de HQs e desenhos animados, a peça narra a história de dois personagens que aguardam a chegada de Godot, que nunca aparece.

SAMUEL BECKETT
O escritor irlandês, nascido em Dublin em 1906 e falecido em Paris em 1989, escreveu Esperando Godot em 1949. Sua obra é considerada um marco na ruptura da linguagem clássica ao reduzir a narrativa aos elementos mínimos necessários ao ato de contar histórias.

Em textos como sua trilogia literária Molloy, Malone Morre e O Inominável, o que se vê é a desconstrução da narrativa, chegando ao ponto em que não há informações sobre de onde se vem e para onde se vai, descrição do espaço em que se situa a ação e outros dados, tornando a linguagem um fluxo de pensamento em que não há necessidade de outros pontos de alicerce.

A busca de uma ruptura com a linguagem surge em Beckett da ideia de incomunicabilidade, de que as palavras são necessárias, mas incapazes de apreender o real sentido das coisas.

Tal noção vem do grande referencial teórico e de vida que influenciaram sua obra: o domínio inglês sobre a Irlanda, a cultura provinciana de Dublin e a divisão entre o protestantismo e o catolicismo, entre outros, fizeram com que Beckett questionasse o sentido da existência e procurasse focos que o fizessem entender melhor a realidade. Assim, para entender Beckett é preciso ao menos estudar parte de suas referências, em que se misturam Joyce, Santo Agostinho, Schopenhauer, Shakespeare, Dante, Baudelaire, Apollinaire, Pirandello, Proust, Jung, Geer Van Der Velde, Milton, Kafka, Caspar David Friedrich e diversos outros.

O GRUPO GARAGEM 21
Surgiu em 2009, na cidade de São Paulo. Desde o princípio, centrou suas pesquisas na investigação da ideia de poder e suas extensões no corpo social, utilizando-se da leitura de obras de filósofos como Nietzsche, Schopenhauer e Michel Foucault. Do ponto de vista estético, procura um híbrido do teatro com outras linguagens, como quadrinhos, videogames, desenhos animados e rock, em busca de uma forma de fazer teatro relacionada à transformação social propiciada pelas novas tecnologias e capaz de fomentar um novo público, em especial jovens e jovens adultos.
Neste período, encenou as seguintes peças: “Cigarro frio em noites mornas” (2012), “Fim de partida” (2011), “Fodorovska” (2010), “Somente os uísques são felizes” (2009) e “Sessenta minutos para o fim” (2009).
Recebeu os prêmios de Melhor Espetáculo Adulto, Melhor Ator (Paulo Campos), Melhor Figurino e Melhor Direção (Cesar Ribeiro) no Festival de Teatro da Unicentro, com “Sessenta minutos para o fim”. Recebeu os prêmios de Melhor Espetáculo e Melhor Ator no Festival de Teatro de Campo Mourão 2012, com “Sessenta minutos para o fim”. Recebeu o prêmio de Melhor Trilha Sonora (Cesar Ribeiro) no Festival Nacional de Comédia (“Sessenta minutos para o fim”). Recebeu os prêmios de Melhor Ator (Paulo Campos) e Melhor Ator Coadjuvante (Sergio Silva Coelho) no Festival de Teatro de Campo Mourão 2010 (“Fodorovska”).
Sob a denominação Cia. de Orquestração Cênica – nome anterior do grupo –, encenou as peças “Desconstrução” (2007), “Sinfonia patética” (2007), “Diálogo inútil do Abismo com a Queda” (2001), “Intermezzo” (2000), “Diário de um louco” (2000), “Queen – a festa” (1999), “Millennium” (1998), “Desimagem” (1996) e “Subterrâneo” (1994).
O grupo apresentou-se também em diversos festivais, como: Festival de Teatro de Curitiba (PR), Funalfa – Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora (MG), Floripa Teatro (SC), Festival de Teatro de Lages (SC), Festival de Teatro de Campo Mourão (PR), Festival de Teatro de Catanduva (SP), FestCamp (Campo Grande/MS), Festival Nacional de Teatro Pontos de Cultura (Floriano/PI), Mostra Jacareiense de Artes Cênicas (Jacareí/SP), Festival de Teatro da Unicentro (Guarapuava/ PR), Festivale – Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba (São José dos Campos/SP) e Festival  Nacional de Comédia (Alegre/ES). Apresentou-se ainda na primeira e na segunda edição da Festa do Teatro e na edição 2010 da Virada Cultural.

FICHA TÉCNICA
Texto: Samuel Beckett
Direção: Cesar Ribeiro
Elenco: Paulo Campos (Estragon), Ulisses Sakurai (Vladimir), Paulo Olyva (Pozzo) e Cadu Leite (Lucky e Menino)
Tradução: Fábio de Souza Andrade
Cenografia e figurinos: Telumi Hellen
Iluminação: Carmine D’Amore
Trilha sonora: Cesar Ribeiro
Fotos e filmagem: Nelson Kao
Design gráfico: Diego Bianchi
Colaboração: Maria Fernanda Vomero e Kenn Yokoi
Assessoria de imprensa: Canal Aberto
Realização: Garagem 21

SERVIÇO
De 05 de novembro a 18 de dezembro de 2016 e
De 21 de janeiro a 19 de fevereiro de 2017
Sábados às 20h e domingos às 19h
Viga Espaço Cênico – Sala Piscina
Rua: Capote Valente, 1.323 – Pinheiros/SP
Tel. de informações: (11) 3801.1843
Duração: 140 min (com intervalo de 15 min)
Capacidade: 35 lugares
Recomendação: 12 anos
Ingressos: 40

ASSESSORIA DE IMPRENSA
Canal Aberto Assessoria de Imprensa

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O que rolou na gravação do DVD Leandro Sapucahy - 10 anos – Ao Vivo - Confira

Fonte: Rozangela Silva 

A noite foi de grande realização para Leandro Sapucahy, o “Mensageiro” (denominação que herdou ao longo da carreira), que veio dedicado à gravação do DVD Leandro Sapucahy - 10 anos – Ao Vivo, no Imperator, e com direito a participação de Arlindo Cruz, Mumuzinho, Xande de Pilares, Reinaldo, Bokaloka, ImaginaSamba, Swing e Simpatia, Tie e Diney.
A gravação do DVD, no bairro da Zona Norte, ganhou status de um grande encontro. Sapucahy recebeu no palco, músicos que produziu ao longo da última década, e nada como comemorar em grande estilo. 
“Pensei, por que não contar a minha história como percussionista e produtor?”, atesta Leandro.





 Reuniu tudo e trouxe para o DVD o melhor de cada fase; afinal, poucos agregam na carreira os principais músicos no nicho do samba. Isso merece um DVD, típico de bambas. Leandro comemora 30 anos de carreira, como produtor registra mais de 16 anos e como “mensageiro” há 10 anos. Projetado como produtor de pagode/samba romântico, traça agora outro passo na sua carreira.




 “Leandro é um cara maneiro, preparado, tem muita atenção no trabalho que faz, é um grande parceiro”, declarou no camarim Arlindo Cruz, minutos antes de entrar no palco.








O cenário ganhou luzes vibrantes, no fundo, efeito interessante com os cincos painéis de led de 5 por 4, onde eram projetas imagens de comunidades e afins nos cicloramas. Duas ribaltas, em cada lateral destacavam os músicos.
Leandro abriu a noite com vários clássicos como “Meu nome é favela”, “Eu amo a vida”, “De onde eu venho”, “É Tanta”, entre outras. Feita a abertura, chamou ao palco Reinaldo – “O Príncipe do Pagode”, onde cantaram duas músicas. Logo depois foi a vez de Arlindo Cruz. Aliás, Arlindo levantou o público com a música “Meu Lugar”, o coro foi unânime, a sintonia dos dois no palco foi perfeita.




Leandro aproveitou e excitou o público (em torno de 1000 pessoas - os ingressos esgotaram no início da semana), para chamar Xande de Pilares, que veio com uma elegância impecável, mandou ver com três músicas.



 A noite ganhou participação ainda de Tie, e atacou com “Som do Tambor”, e mais uma vez, o público cantando junto.  A música “Efeito do Amor”, veio com o cantor Rogério, do RDN.
Logo depois Diney, sobe ao palco e canta a musica autoral “Aventureiro”, onde Leandro sai e faz mudança de figurino.
















Leandro de volta a cena, compõe um quarteto, com Renatinho do Bokaloka, Suel do ImaignaSamba e Luciano Swing e Simpatia. A turma foi ao delírio com as músicas “Oi amor”, “A gente pega fogo” e outras.





Outro ponto alto ficou por conta de Mumuzinho, que pra variar fez do palco uma brincadeira, e de cara cantou “A Loba”, na verdade, bastava fechar os olhos e ter a certeza que estava ouvindo Alcione, tamanha a semelhança da voz e jeito de cantar, nessa hora, o público foi ao delírio. Mumuzinho cantou ainda “Num Corpo Só”.
















É chegada o momento final, e essa hora vem com misto de realização e emoção. Os convidados voltam para o palco e cantam “Só Felicidade”, lógico, que foi uma comoção.  
Leandro sai de cena com a certeza que será um grande momento de sua carreira, o DVD está previsto para ser lançado no ano que vem.







“Foi de tirar o fôlego, ter que engolir o choro várias vezes e de se emocionar o tempo todo!!! Passava um filme na minha cabeça, muita luta nesse 10 anos”, alegou Leandro   
Também curtiram o show, Milena Nogueira, leia-se, mulher do Diogo, a apresentadora Regina Casé, marcou presença com um vestido todo rendado, ao lado da filha Benedita e o namorado dela João Pedro Januário.







Também curtiram o show, Milena Nogueira, leia-se, mulher do Diogo, a apresentadora Regina Casé, marcou presença com um vestido todo rendado, ao lado da filha Benedita e o namorado dela João Pedro Januário.



  





“Foi de tirar o fôlego, ter que engolir o choro várias vezes e de se emocionar o tempo todo!!! Passava um filme na minha cabeça, muita luta nesse 10 anos”, alegou Leandro   
Também curtiram o show, Milena Nogueira, leia-se, mulher do Diogo, a apresentadora Regina Casé, marcou presença com um vestido todo rendado, ao lado da filha Benedita e o namorado dela João Pedro Januário.
Rozangela SilvaSócia Diretora
Bi & Ro Assessoria de Comunicação 


Cia Sansacroma apresenta "Sociedade dos Improdutivos" de 25 a 29 de outubro na Oficina Cultural Oswald de Andrade

Fonte: Marcelo Pria 





Cia. Sansacroma dança a loucura em “Sociedade dos Improdutivos”
Espetáculo, em temporada de 25 a 29 de outubro (de terça a sábado) na Oficina Cultural Oswald de Andradeé fruto de dois anos de pesquisa sobre a loucura e contrapõe o corpo que é socialmente invalidado ao corpo que é socialmente produtivo

Com apresentações na Oficina Cultural Oswald de Andrade de 25 a 29 de outubro; terça a sexta, às 21h, e sábado às 20h; o espetáculo Sociedade dos Improdutivos, da Cia. Sansacroma tem direção de Gal Martins e é o resultado de dois anos de pesquisa teórica e de campo sobre a loucura.

O questionamento central do espetáculo contrapõe o corpo que é socialmente invalidado ao corpo que é socialmente produtivo. O primeiro é marginal, portador de algum tipo de loucura. O segundo é medicado, incluído e sujeitado ao modo de vida capitalístico – corpo explorado até o esgotamento das suas capacidades produtivas.

Trata-se da invalidez da reprodução. Força invisível chamada de loucura, transcender coletivo. A não-adequação social produtiva. É solidão. É a história, um itinerário da loucura em fusão para um embate contra o capital. O controle ocidental contrapondo a corporeidade do imaginário africano. São vozes potentes, negras, de territórios e seus povoamentos. Um cotidiano dos que estão à margem e dos que não estão.  São vozes da "Sociedade dos Improdutivos".


Estrutura cênica
O espetáculo tem uma estrutura cênica alternativa e sensorial. A música ao vivo e a ocupação numa instalação coreográfica deslocam o público para uma lógica dos sentidos e o retira da lógica do consumo que organiza a vida contemporânea. As sensações e reações motoras dos que assistem, vão compor a dramaturgia do espetáculo.

As estações coreográficas do espetáculo delineiam e revelam o quanto pode ser poderoso o ato de narrar e expressar um sofrimento. Narrativa gestual que se torna um ato de resistência política, afecção sensível e transformação de realidade social.

Sobre a Cia. Sansacroma – Criada em 2002 pela atriz, dançarina e coreógrafa Gal Martins, a Cia. Sansacroma tem se dedicado a desenvolver trabalhos baseados no hibridismo característico às criações coreográficas na contemporaneidade. Sua produção artística focaliza temas pertinentes à sociedade atual, no modo em que chegam e afetam a todos diretamente, seja no cotidiano das ruas, nas relações sociais e interpessoais, na mídia ou na própria arte. A Dança da Indignação, conceito criado pela artista, norteia a pesquisa de linguagem estética da companhia, que pretende reverberar no ato dançante as indignações coletivas, numa abordagem política-poética que aponta para as intersecções entre arte e vida. Tendo feito uma escolha singular ao atuar diretamente na periferia sul de São Paulo, este território influencia diretamente o seu processo artístico. O ponto de partida das criações são as poéticas do corpo negro, que circulam na população dessa região, a qual a companhia chama de indigenordestinafricana.

SERVIÇO:
Espetáculo Sociedade dos Improdutivos
Cia. Sansacroma
Direção: Gal Martins
Espetáculos de 25 a 29 de outubro (de terça a sábado); 
Terça a sexta, às 21h; 
Sábado, às 20h;
Na Oficina Cultural Oswald de Andrade, à Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo - SP.
Telefone: 11 3222-2662
Entrada franca (retirada dos ingressos na bilheteria uma hora antes do espetáculo)
Duração: 50 minutos
Classificação etária: 14 anos
Capacidade: 40 lugares




FICHA TÉCNICA

Direção e Concepção: Gal Martins
Intérpretes Criadores: Djalma Moura, Verônica Santos, Ciça Coutinho, Flip Couto,
Érico Santos e Aysha Nascimento
Orientador de Pesquisa e Provocação Cênica: Rodrigo Reis
Orientador de Pesquisa de Campo: Rodrigo Dias
Direção Musical: Cláudio Miranda
Músicos: Melvin Santhana, Fernando Alabê, Camila Alcântara e Clency Santhana
Figurinos e Adereços: Mariana Farcetta
Concepção de Luz: Almir Rosa
Montagem e Operação de Luz: Piu Dominó
Preparação Corporal: Mônica Teodósio, Djalma Moura, Gal Martins e Verônica Santos
Cenotécnico: Fábio Miranda
Ensaiador: Djalma Moura
Direção de Produção: Selene Marinho
Assistente de Produção: Dandara Gomes
Assessoria de Imprensa: Marcelo Dalla Pria (Rhizome Comunicações)
Aproximação com o Público: Ciça Coutinho e Dandara Gomes
Fotografia: Raphael Poesia
Colaboradores: Denise Dias Barros
Agradecimentos: Caps Jd.Lídia, Secretária Municipal de Saúde e Valéria Ribeiro