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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Cristiane Paoli Quito estreia LadiEX na Casa Palco


O espetáculo – uma instalação coreográfica - é composto pelo solos M_ e O_ e ‘explode’ questões presentes no espetáculo anterior,Ladies - da Inocência a Crueldade

Figura 1 Gisele Calazans Foto de Otávio Dantas


“LadiEX” é o novo espetáculo dirigido por Cristiane Paoli Quito, com estreia marcada para o dia 26 de agosto de 2017 na Casa Palco, na Bela Vista, em São Paulo. A obra faz parte do projeto “Ladies – Uma Estratégia de Circulação Artística e Política”, contemplado pela 20a Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo.

Nesta etapa do projeto, o espetáculo “LadiEX” é composto por dois solos, M_, criado pela bailarina Gisele Calazans e O_, criado por Ana Noronha, que traz um jogo de relação e composição no espaço, onde os performers propõem um encontro entre dança, música, projeções e iluminação.

“LadiEX” é uma espécie de retribuição, que parte da observação e nova amálgama de questões surgidas em “Ladies - da Inocência a Crueldade”, espetáculo de 2014, que colocava em cena duas personagens femininas das obras Hamlet e Macbeth, de William Shakespeare. Três anos depois, “LadiEX” é o efeito da reflexão das questões de sexualidade e de gênero sob o recorte dos livros “Teoria King Kong “, de Virginie Despentes e “Manifesto, de Paul Beatriz Preciado. Ambos os textos foram provocadores e norteadores de uma nova aproximação com Ofélia e Lady Macbeth, que se configuram agora como ativações, acionadores nos corpos dançantes, ressignificando e transpondo completamente as imagens do feminino em Shakespeare para a contemporaneidade.

As personagens shakesperianas, embora não pertençam a um mesmo eixo dramatúrgico, possuem paralelismos de estruturas, que foram a base para a construção da dramaturgia do espetáculo Ladies, inspiração e referência para “LadiEX”. Aqui, a diretora Quito ‘explode’ as referências anteriores por meio da música, da luz e do vídeo, para provocar e alimentar a dramaturgia do corpo, ao mesmo tempo que são afetados pelos corpos dançantes.

Cristiane Paoli Quito
Mestra, pedagoga e diretora de artes cênicas. É professora da escola de artes dramáticas – EAD- ECA-USP. Foi sócia do Estúdio Nova Dança e diretora da Cia Nova Dança 4. Recebeu importantes prêmios, como Shell, APCA, FEMSA, e Governador do Estado da Cultura.

Gisele Calazans
Gisele Calazans é bailarina da Cia Nova Dança 4, dirigida por Cristiane Paoli Quito, desde 2001 e compõe o corpo docente da Escola Livre de Teatro de Santo André.
Em 2014, estreia com Marat Descartes a peça infantil " Felpo Filva", sob direção de Claudia Missura. Ainda em 2014, estreia "Ladies - da inocência à crueldade", sob direção de Paoli Quito. Em 2015, foi convidada para o Projeto de Intercâmbio Cultural entre Brasil e Reino Unido, como parte da plataforma Transform - Unlimited, do British Council: um processo colaborativo com o bailarino australiano, Marc Brew, Natalia Mallo e Mirela Brandi. Deste encontro, em 2016, nasce o espetáculo "MayBe", que estreou no Brasil e depois na Escócia, no Festival Unlimed. Ainda em 2016, fruto destas mesmas parcerias, estreou em Londres e depois também em Glasgow, o espetáculo "Uchronia".
Em 2016 integrou o Núcleo de Improvisação, dirigida por Zélia Monteiro. Em 2017, estreou infantil "As Bruxas", uma adaptação do texto homônimo de Roald Dahl, dirigido por Marat Descartes.

Ana Noronha
Ana Noronha é graduada em Comunicação e Artes do Corpo PUC/SP, instrutora de Pilates formada pelo CGPA Pilates. Estudou ballet clássico dos 3 aos 17 anos de idade no Estúdio de Ballet Cisne Negro e Ismael Ivo, dançou na Cia Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira, Cia Silenciosas direção Diogo Granato. Atualmente trabalha com Cristiane Paoli Quito como bailarina e coreógrafa e é professora do Studio Beto Silveira/ Carpintaria do Ator.

Casa Palco
Um novo espaço na cidade de São Paulo surgiu em 2017. Não exatamente ‘novo’, porque está carregado de significados. A Casa Palco é um projeto capitaneado por três profissionais paulistanos de teatro - Eliana Monteiro, Marisa Bentivegna e Guilherme Bonfanti e está localizada em um endereço carregado de memórias no meio artístico: Rua Treze de maio, 240, lugar onde estiveram sediados a Cia. Nova Dança e o Teatro de Narradores, e onde ainda é a sede do Teatro da Vertigem.

Esse local, espaço herdeiro de uma linhagem marcante da produção no campo das artes cênicas em São Paulo desde 1980, tem, nessa nova configuração, o desejo de abrigar e propiciar encontros e trocas combinando trabalho e prazer, pesquisa e acolhimento, pensamento e sociabilidade.

Ficha Técnica

Direção Geral e Criação – Cristiane Paoli Quito
Criação e Interpretação – Ana Noronha e Gisele Calazans
Música – Mariá Portugal e Ramiro Murillo
Assistente de Direção – Lucia Kakazu
Cenário e Iluminação – Marisa Bentivegna
Criação de vídeo – Anna Turra
Operação de vídeo – Michele Bezerra
Vídeo-dança e Artista Colaborador – Otávio Dantas
Figurino – Gisele Calazans e Ana Noronha
Preparação Corporal – Tarina Quelho e Letícia Sekito
Fotos e vídeos de divulgação – Anna Turra e Otávio Dantas
Identidade Visual – Anna Turra
Produção – Núcleo Corpo Rastreado

Serviço
De 26 de agosto a 24 de setembro de 2017
Sábados, às 20h e domingos, às 19h, grátis
Casa Palco - Rua 13 de Maio, 240 – Bela Vista – São Paulo - SP
Duração: 50 min/ Recomendação: 12 anos/ Capacidade: 40 lugares

Informações para a imprensa
Canal Aberto
Tel. 11 2914-07790
Márcia Marques | Cel. 11 9 9126 0425 | marcia@canalaberto.com.br
Daniele Valério | Cel. 11 9 8435 6614 | 9 6705 0425 | daniele@canalaberto.com.br

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Dida Bar Brindando 10 anos do livro "Um defeito de cor", de Ana Maria Gonçalves

Ana Maria Gonçalves (Foto: Divulgação)

Fonte: Rozangela Silva



Para comemorar uma década de vida do romance histórico "Um defeito de cor", as mulheres do blog Conversa de Historiadoras e do Grupo Intelectuais Negras UFRJ, convidam a escritora Ana Maria Gonçalves para um bate-papo sobre experiências como leitoras do livro, e ao mesmo tempo que pesquisadoras da escravidão, das relações raciais e de gênero no Brasil e na África. 

Em celebração ao papel político que as festas representam na história do Brasil, escolheram como cenário, o Dida Bar, incrível quituteira e afro empreendedora, tal qual Kehinde - protagonista de "Um defeito de cor". E sempre atentas aos diversos sentidos de intelectualidade para as mulheres negras, a dança, a música e a literatura feminina também estão presentes e garantidas na programação.
PROGRAMAÇÃO 
17h - Mulheres Incríveis: olhares e vozes com Elaine Marcelina
17h30 - PAPO DE BAR: Conversas I com Keila Grinberg, Hebe Mattos e Ana Flavia Magalhães Pinto
18h30 - PAPO DE BAR: Conversas II com Mônica Lima, Martha Abreu e Giovana Xavier
19h30 - Debate com o público
20h30 - ENCERRAMENTO: Performance Negra: uma homenagem a Ana Maria Gonçalves, com Gabriela Zirigidum


E para anoite de quarta, assim com Kehinde, Dida tem uma boa mão para quitutes, e traz o petisco Cestinha de Hauçá, criado especialmente para o Comida di Buteco, em homenagem aos Hauçás (grupo também mencionado por Ana Maria Conçalves, no livro). Kehinde também esteve entre os Hauçás durante suas vivências na Bahia, grupo originalmente presente na Nigéria, Níger e adjacências.

Sobre o livro :



Lançado em 2006, o livro "Um Defeito de Cor", da mineira Ana Maria Gonçalves.. A publicação recebeu elogios rasgados de Millôr Fernandes, Antonio Risério e outros figurões. Trata-se da saga de um negra, idosa e cega, que vem da África para o Brasil, décadas depois, em busca de seu filho perdido.há décadas. Ao longo da travessia, ela vai contando sua vida, marcada por mortes, estupros, violência e escravidão. Neste romance, os fatos históricos estão imersos no cotidiano e na vida dos personagens, criando a saga emocionante e verossímil da história de Kehinde

Dida Bar e Restaurante
Rua Barão de Iguatemi, 408 / Praça da Bandeira
Telefone: 2504 0841
Aberto de: terça e quarta: das 12h até 0h / quinta, sexta e sábado: das 12h até 0h. E domingo: das 12h até 20h
Formas de Pagamento: Cartões de débito: Visa e Mastercard
Cartão de Credito: Visa e Mastercard / Ticket Restaurante / Sodexo / Alelo
Capacidade: 40 lugares (sentados)​



CIA. OS CRESPOS LANÇAM SEGUNDO NÚMERO DA REVISTA LEGÍTMA DEFESA - SESC BELENZINHO


Fonte: Lau Francisco 

A Cia. Os Crespos lança no dia 30 de agosto de 2017 no Sesc Belenzinho (Rua Padre Adelino, 1000 - Sala de espetáculos II - 3o andar), das 15h às 21h30, o segundo número da revista "Legítima Defesa - Uma Revista de Teatro Negro". O evento, com Entrada Franca, traz ao público intensa programação cultural que envolve mesa de debates sobre o percurso do Teatro Negro no Brasil, além de shows musicais com convidados, intervenção artística da Cia. Os Crespos e distribuição gratuita de exemplares. 

Os Crespos contam, novamente, com o apoio da Lei de Fomento para a Cidade de São Paulo e de recursos próprios para sua publicação física e virtual. A Revista "Legítima Defesa - Uma Revista de Teatro Negro" é uma publicação da Cia Os Crespos. Nela são discutidos critérios estéticos e políticos do Teatro Negro , possibilitando a inscrição e historicização dos processos artísticos. Um dos grandes legados desta iniciativa é que ela poderá, futuramente, servir de base para pesquisas de estudantes de teatro e interessados em saber um pouco mais a respeito do teatro negro brasileiro.

SERENO (FUNDO DE QUINTAL) E FAMÍLIA COM RAÍZES NO SAMBA

Fonte : Rozangela Silva 

Para mostrar que a família é tudo para esse quarteto. O veterano Sereno,considerado uma referência do samba, onde mantém firme e forte a trajetória de sucesso no grupo Fundo de Quintal, aproveitou para festejar com as crias, nesse domingo dos pais.
Família unida na música - Seus dois filhos também seguiram para a música, o caçula Lucas de Oliveira e o mais velho; André Renato, que desce cedo já sabia que desejava fazer da música a sua profissão, valorizando suas raízes do samba. "Conviver com a música desde criança me deixa com mais responsabilidade para realizar meu trabalho", ele sabe o que diz, com mais de 600 canções gravadas por grandes nomes como Arlindo Cruz, Mumuzinho, Ferrugem, entre outros.
E com eles, a chancela do samba -  São 3 gerações onde o samba reina com autoridade, o filho de André Renato já foi inserido e já desponta nas rodas de samba -  Rhuan André Lopes de Oliveira, aliás também compõe com o pai.  E assim como Sereno e André, onde pai e filho consolidaram carreira e trabalhos juntos. Rhuan segue os passos do pai e avô.
E o domingo dos pais foi assim, um brinde descontraído, com churrascada e muito samba, a batucada ficou boa, o encontro aconteceu na casa na do primogênito.
Foto com Rhuan, Lucas, Sereno e André

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Angola, Moçambique e um quitute carioca são as estrelas da edição do Dida Afro do mês de agosto

Fonte : Rozangela Silva  

                                                             Dias 19 e 20 de agosto. 

É chegada a hora de mais uma edição do Dida Afro, que apresenta em agosto, um prato carioca com essência de matriz africana e traz duas iguarias que fazem sempre um grande sucesso.
·         Peixe a Mãe Beata, o prato foi criado para homenagear a matriarca de várias famílias -  Sra. Beatriz Moreira Costa, mais conhecida como Mãe Besta. A chef Dida estendeu a criação, que foi apresentado no dia 25 de julho, alusivo ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, festejado no Dida Bar. O Peixe é assado com camarões, o toque especial no sabor fica por conta do molho com frutos do mar, com toque final de farofa de coco.  O prato acompanha arroz branco, serve até 2 pessoas, por R$ 79,00.
 ·         Dida Afro, traz um quitute que já virou um clássico, sucesso em outras edições, oCaril de Camarões, volta no mês de agosto – é uma inspiração de Moçambique. Preparado com camarão, vem em molho espesso de tonalidade amarelada, com toques de açafrão, cominho, coentro e curry. Para tornar mais saboroso é servido no abacaxi. Por R$ 49,00 – individual. 
 ·         E para fechar - Muamba de Galinha, a chef Dida, depois de um estudo minucioso sobre gastronomia africana, especificamente de Angola, entrou na cozinha e preparou o prato típico “Muamba de Galinha”, com molho de amendoim, que constitui um dos pratos mais populares do país. O seu preparo envolve, galinha, óleo de palma, quiabos, gindungo, cebola e alho. A delícia será servida, por R$ 39,00 - individual.
O Dida Afro, acontece sempre na terceira semana de cada mês – sábado e domingo, na Praça da Bandeira. Tem o intuito e vem realizando uma grande invasão afro no Rio, é já virou um encontro obrigatório para descobertas de sabores incríveis. E a cada edição um pais africano é homenageado.
Dida Bar e Restaurante
Rua Barão de Iguatemi, 408 / Praça da Bandeira
Telefone: 2504 0841
Aberto de: terça e quarta: das 12h até 0h / quinta, sexta e sábado: das 12h até 0h. E domingo: das 12h até 20h
Formas de Pagamento: Cartões de débito: Visa e Mastercard
Cartão de Credito: Visa e Mastercard / Ticket Restaurante / Sodexo / Alelo
Capacidade: 40 lugares (sentados)



A parceria entre Plástico Bolha Store + Juliana Lattuca, vai dar o que falar


Fonte : Rozangela Silva 

Lançamento no sábado - dia 12 no Galpão Malha

·         Ela - Juliana Lattuca, carioca, com apenas 22 anos e cursando Design de Moda na Puc-RJ. Mas já desponta no mercado, revelando ideias incríveis, por cinco anos acumulou experiência através do blog ligadaseantenadas.com.br, utilizando-o como plataforma de experimentação para os diversos campos da moda.

Dinâmica, já desenvolveu duas coleções para a marca carioca Loja Três e uma coleção de carnaval para a multimarca Garimppo. Vem sendo assediada regularmente para participar de ações promovendo as coleções das marcas como Oh Boy, Dress To, A.Farra, Mr Cat, Lenny, Sunglasses Hut e Fiever, nas redes sociais.
Lattuca foi correspondente da Ipanema em 2014, no evento Rio Moda Discute Internacional. No ano de 2016, foi convidada pela Vogue para falar sobre “Life Style Carioca”, foi um sucesso. Por 2 anos participou do grupo Melissa Creatives, no Rio de Janeiro, e hoje, trabalha no marketing do Clube Melissa e tem uma marca de acessórios de plástico - Garotiou.
Agora, em nova empreitada, lança uma capa que foi desenvolvida em conjunto com a marca carioca Plástico Bolha Store. E olha que ficou um must. A proposta é que a collab passeie em todos os estilos, uma peça unissex para ser usada não só para atender a função ''capa de chuva'', mas também provocar um look despojado. São 4 propostas de cores: vermelha, amarela, transparente e branca. O resultado é bem interessante. 



·         Ele – Plástico Bolha Store, nova marca carioca de acessórios, destaques para as pochetes, clutches, envelopes, bolsas e capas de caderno, que vêm em variadas cores, que vão do vermelho ao prateado, para todos os gostos.
A marca nasceu para transformar tudo mais colorido, criativo e inovador. É latente no seu DNA produtos com uma cara nova, alegre e cheia de bom humor. A matéria prima é o plástico bolha colorido com duas densidades: A “Resistente” e a “Super Resistente”, em até 15 vezes mais resistente que plástico bolha convencional (aquele que já conhece para embalar e proteger produtos), mas agora em nova versão e aprimorada, e com um mundo de possibilidades, como objetos para decor.
Para o lançamento, Juliana produziu um shooting especial com a fotógrafa Marina Benzaquem, styling de Nathalia Gastim e maquiagem por Maria Fauvel. Os modelos ficaram extraordinários com Mariana Ferrari (capa vermelha), Alexia Felix (branca), Gabriel Passareli (amarela) e Matheus Passareli (transparente).
O evento e lançamento com exposição de fotos do shooting vai acontecer no Galpão Malha, em São Cristovão, no sábado, dia 12 de agosto, na Rua Gal Bruce, no 274 - aberto ao público, das 12h até às 22h.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

17 atrações de 8 países: chegou o 7º Jazz na Fábrica!

7ª edição do Festival Jazz na Fábrica, de 10 a 27 de agosto de 2017.

Fonte : Comunicação SESC 


De 10 a 27 de agosto, o Sesc Pompeia recebe a sétima edição do Festival Jazz na Fábrica, uma celebração do gênero musical e todas suas vertentes. A programação busca evidenciar novos artistas, além de trazer nomes já consagrados da cena musical. Neste ano, a Fábrica da Pompeia abre suas portas para músicos e big bands de oito países: Brasil, Estados Unidos, Israel, Alemanha, África do Sul, Moçambique, Espanha e Gana. 
Para aquecer, escute a playlist que preparamos com trabalhos dos artistas presentes no festival:
https://open.spotify.com/user/sescsp/playlist/46TtDJaNDJ1TSfwL9WMlwP

Jazz através dos tempos! 
https://open.spotify.com/user/sescsp/playlist/46TtDJaNDJ1TSfwL9WMlwP
O jazz transcende sua origem e tempo. Sua interpretação é sincopada. O gênero traz cores instrumentais próprias, resultado da mescla entre melodias africanas ocidentais e elementos da música erudita europeia. Neste universo, com seu surgimento em Nova Orleans (Estados Unidos), nasce o dixieland, o jazz tradicional, depois o swing, que ganhou território por meio da difusão das rádios, culminando na formação das primeiras big bands. Durante a segunda guerra mundial, em meados da década de 1940, surge o bebop e, depois, o hard bop (com melodias mais ágeis e velozes que se assemelhavam ao som produzido pelos martelos nas obras das ferrovias). Como resposta às duas últimas vertentes, surge o cool jazz e, com influência do blues, o soul jazz. Nos anos 1960, da fusão do jazz com rock, junto a outros gêneros, nasce o fusion.
1ª semana: Eddie Allen, Nenê Trio, Itamar Borochov e Hermeto Pascoal! 
Com diversidade de estilos, formações e sonoridades do jazz, a programação do Festival começa no dia 10 de agosto com show do trompetista americano Eddie Allen. O músico, que se apresenta também nos dias 11 e 12, traz em seu estilo, inspirado no jazz de vanguarda de Chicago, na AACM (Associação para avanço de músicos em Chicago), vertentes fortes do reggae e sons urbanos, além de apresentar repertório baseado em seu trabalho mais recente Push (2014). 
A série de apresentações segue com performances de Nenê Trio (BRA), liderada por Realcino Lima Filho, oNenê, que traz na bagagem mais de cinco décadas de carreira, e sobe ao palco ao lado dos companheirosAlberto Luccas (contrabaixo) e Írio Júnior (piano), apresentando o som instrumental brasileiro, e de Itamar Borochov, que traz o jazz de Israel em seu trompete.
Nos dias 12 e 13 de agosto, o multi-instrumentista Hermeto Pascoal, considerado um dos músicos mais inventivos e inovadores da música brasileira, lança seu disco No Mundo dos Sons (Selo Sesc) em apresentação no Teatro. O Bruxo toca junto de seu grupo, formado por Itiberê Zwarg (baixo, tuba e piano), André Marques (piano), Jota P. (saxes e flauta), Fabio Pascoal (percussão) e Ajurinã Zwarg (bateria).

O Bruxo irá lançar álbum novo em show no Jazz na Fábrica! (Foto: Gabriel Quintão) 
2ª semana: Globe Unity Orchestra, Thundercat, Abdullah Ibrahim e Jimmy Dludlu 
Abrem a segunda semana do Festival, nos dias 17 e 18, a Globe Unity Orchestra, grupo alemão com mais de 50 anos de compromisso sério com o free jazz, e o baixista Thundercat, com seus riff ágeis e seu som que mistura jazz, R&B, rap e hip-hop. Thundercat é lembrado por seus trabalhos com artistas importantes da cena contemporânea desses gêneros, como Pharrell WilliamsWiz KhalifaMichael McDonaldKenny Loggins e Kendrick Lamar – com quem ganhou um Grammy Award por sua colaboração no álbum How To Pimp a Butterfly (2015). 
Os dias 19 e 20 serão dedicados a dois nomes icônicos do jazz africano. No sábado e no domingo, o pianista sul-africano Abdullah Ibrahim sobe ao palco do Teatro para revisitar seu repertório que, com um lirismo quase místico, estabelece uma relação orgânica entre o jazz americano e suas raízes africanas. Com 82 anos de idade, ele já se apresentou com nomes como John ColtraneOrnette ColemanDon Cherry e Sunny Murray.
Divide a noite de sábado, 19, com Adbullah no Teatro, o moçambicano Jimmy Dludlu. Na Comedoria da Unidade,Jimmy apresenta o repertório de seu álbum In the Groove (2016), que rendeu a ele diversos prêmios, entre eles o de Melhor Álbum de Jazz da África. Dludlu foi considerado “Melhor Artista de Jazz da África”, pela All Africa Music Awards (AFRIMA). 
3ª semana: Amaro Freitas e Hadar Noiberg, Chicuelo-Mezquida, Debo Band e Annette Peacock!
No dia 24, quinta-feira, o pianista e compositor recifense, Amaro Freitas, divide o Teatro com a premiada flautista e compositora israelense, Hadar NoibergAmaro vem ganhando olhares da crítica especializada pela bem dosada mistura entre o jazz e os ritmos nordestinos. A concepção do concerto Sangue Negro, que embasa sua passagem pelo Jazz na Fábrica, é contemporânea com criações harmônicas e melódicas inusitadas. Hadar foi premiada pela Sociedade Americana de Compositores, Autores e Editoras (ASCAP) no ano de 2007 e tem se apresentado em grandes festivais. Noiberg combina estilos entre o jazz e world music, resultando em uma sonoridade inovadora em ambas as cenas musicais.
O show do duo espanhol Juan Gómez "Chicuelo" (guitarra flamenca) e Marco Mezquida (piano) é inédito no país. Os dois músicos são ímpares em seus instrumentos e inovadores nas linguagens em que estão inseridos. O duo figura no festival como a primeira apresentação de música flamenca em sete edições.
O grupo de música etíope-americana Debo Band e a cantora de jazz norte-americana Annette Peacock fecham a sétima edição do Festival nos dias 26 e 27. A Debo Band traz 11 membros liderados pelo saxofonista Danny Mekonnen e pelo vocalista Bruck Tesfaye e mistura o jazz com elementos que vão do soul ao funk. JáAnnette Peacock é considerada uma das pioneiras do uso de sintetizadores na música e é parceira de grandes nomes do jazz, como o contrabaixista Gary Peacock e o pianista Paul Bley. 

Annette Peacock é considerada uma das pioneiras a usar sintetizadores na música. (Foto: Alastairthain)
Os shows na comedoria contarão com discotecagem na abertura da casa.
Jazz na Faixa! 
O Deck da unidade recebe o tradicional Jazz na Faixa, shows ao ar livre com entrada gratuita. As apresentações acontecem aos domingos, a partir das 16h nos dias 13 e 20, e às 17h no dia 27. A big bandJazzmin's formada somente por mulheres, traz um repertório de músicas populares com arranjos jazzísticos. No dia 20, Emiliano Sampaio convida a Sound Scape Big Band e traz sua sonoridade que recebe influências da música instrumental brasileira. O estilo highlife (gênero de Gana que une melodias e ritmos do povo africano Akan e instrumentos da música popular ocidental) do ganense Pat Thomas, junto da Kwashibu Area Band, é quem fecha as apresentações do Jazz na Faixa, no dia 27 de agosto.

As apresentações do Jazz na Faixa são gratuitas e ao ar livre! (Foto: Lauro Lisboa / Jazz na Fábrica 2016)
Para ouvir e aprender! 
O Festival traz oficinas formativas, com o objetivo de possibilitar ao público a vivência e a fruição junto às manifestações artísticas e seus desdobramentos e transformações do universo jazzístico ao longo das últimas décadas do século XX. As atividades acontecem nas unidades do Sesc Consolação e Sesc Vila Mariana.
Tem jazz no interior também!
Alguns nomes que se apresentam no Sesc Pompeia participarão também do Festival SESC Jazz & Blues 2017 , evento que acontece simultaneamente em oito unidades do interior de São Paulo, apresentando um panorama da produção contemporânea dos gêneros. São eles: Hermeto Pascoal e grupo, Itamar BorochovJimmy DludluHadar Noiberg e Pat Thomas .
Jazz na Fábrica deste ano conta com o apoio do Consulado Geral de Israel, do Bureau Export e Embaixada da França.