EM DIA:

BEM VINDA(O) E FIQUE POR DENTRO DE TUDO QUE ROLA COM A CULTURA , ARTE E O ARTISTA NEGRO AQUI NESSE BLOG"

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

CALENDÁRIO AFRO PARA OUTUBRO








DIA 05 as 20H
MISSA DE SAO BENEDITO
coordenaçao: Irmandade de Nossa Senhora do Rosario da Penha
local: Largo do Rosario da Penha s/nº
Bairro da Penha

DIA 07 as 20H
MISSA EM LOUVOR E GLÓRIA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
coordenação: Irmandade de Nossa Senhora do Rosário da Penha
local: Largo do Rosário da Penha s/nº
Bairro da Penha

DIA 09 das 14H as 17H
CURSO DE BATISMO INCULTURADO EM ESTILO AFRO BRASILEIRO
coordenaçao: Pastoral Afro Achiropita
local: Paroquia de Nossa Senhora Achiropita
Rua 13 de maio nº 478 - Bairro da Bela Vista

DIA 16 as 19H
MOSTRA DE CINEMA AFRICANO & AFROBRASILEIRO
entrada gratis
coordenaçao: Forum Africa
local: Cine Clube augusta
Rua Augusta nº 1239 - salas 13 e 14

DIA 23 as 16H
BATIZADO INCULTURADO EM ESTILO AFROBRASILEIRO
coordenaçao: Pastoral Afro Achiropita
local: Paroquia de Nossa Senhora Achiropita
Rua 13 de maio nº 478 - Bairro da Bela Vista

DIA 06/NOVEMBRO/2010
ROMARIA NACIONAL DAS COMUNIDADES NEGRAS AO SANTUARIO DE APARECIDA
coordenaçao: Pastoral Afro - CNBB
contato: Pastoral Afro Arquidiocesana

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Milton Nascimento será o grande homenageado do Troféu Raça Negra 2010







Informações quentissímas passadas pelo meu grande amigo Carlos Romero da RC10 Comunicação e Produção:

A direção do Troféu Raça Negra informa que o grande homenageado do Troféu Raça Negra neste ano será Milton Nascimento.
Evento este considerado o “Oscar” da comunidade negra, irá homenagear dia 15 de novembro na sala São Paulo, o grande cantor e compositor Milton Nascimento.
De nascimento carioca, de coração mineiro, reconhecido do público e crítica como um dos mais influentes, talentoso, cantor e compositor da Música Popular Brasileira.
Milton Nascimento nasceu no Rio de Janeiro, antes de completar dois anos foi com sua familia adotiva para a cidade de Três Ponta em Minas Gerais. Aos treze anos Milton já cantava em festas e bailes da cidade.
Bituca ficou conhecido nacionalmente no Brasil quando a canção “Travessia” ocupou a segunda posição no Festival Internacional da Canção de 1967, composta em parceria com Fernando Brant.
Grandes intérpretes e parceiros como: Caetano Veloso, Gal Costa, Peter Gabriel, Gilberto Gil, Elis Regina e Wayne Shoter já regravaram suas canções.
Milton foi nomeado para o Grammy em 1991 e 1995, já no ano de 1998, veio a consagração do cantor ao ganhar o Grammy de “Best Word Music Album in”, pelo album lançado em 1997.
Milton Nascimento já soltou sua voz por vários paises da América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e África.
A direção do Troféu Raça Negra, que já está a todo vapor com a pre-produção, comemora o convite aceito pelo cantor e espera fazer uma bela homenagem a este icone da Musica Popular Brasileira que se chama Milton Nascimento o “Bituca”.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

SEU JORGE










Para celebrar 10 anos de carreira e 40 anos de vida, o cantor e compositor Seu Jorge lança seu disco Perfil no Citibank Hall. O álbum reúne 14 faixas, com espaço para os grandes sucessos da trajetória desse artista - que também é ator - nascido e criado na periferia do Rio de Janeiro.

Mestre na mistura de rock, funk e reggae, o intérprete garante músicas como Burguesinha, Mina do Condomínio e Carolina, além das lançadas em parceria, caso de É Isso Aí (com Ana Carolina), Eu Sou o Samba (com Alexandre Pires) e Pode Acreditar - Meu Laiá Laiá (com Marcelo D2).

O trabalho chega às lojas exatamente no ano que Seu Jorge gastou seu dotes como ator em mais um longa brasileiro. Após filmes como Moro no Brasil (2002) e Cidade de Deus (2002), ele integra elenco de Tropa de Elite 2, de José Padilha, previsto para chegar aos cinemas em 8 de outubro de 2010.

Marido traído leva puxão de orelha de juiz




Charge do Blog do Marcondes




Um marido traído entrou na Justiça acusando o amante de sua mulher de calúnia e ofensa à honra, pedindo indenização por danos morais. O que ele não esperava era um puxão de orelhas do juiz Paulo Mello Feijó, do 1º Juizado Especial Cível do Tribunal de Justiça do Rio. Na sua sentença, o juiz, que citou clássicos da literatura, como "Madame Bovary", de Gustave Flaubert, comparou o homem e a mulher de meia idade e os motivos de cada um para trair, dizendo que, em muitos casos, o marido relapso leva a esposa a buscar a felicidade em braços de outros.

Segundo escreveu o juiz na sentença "alguns homens, no início da 'meia idade', já não tão viris, o corpo não mais respondendo de imediato ao comando cerebral/hormonal e o hábito de querer a mulher 'plugada' 24hs, começam a descarregar sobre elas suas frustrações, apontando celulite, chamando-as de gordas (pecado mortal) e deixando-lhes toda a culpa pelo seu pobre desempenho sexual". Este comportamento choca-se, segundo o juiz, com os anseios das mulheres na fase pré-menopausa, que "desejam sexo com maior frequência, melhor qualidade e mais carinho - que não dure alguns minutos apenas".

Diante do descompasso, o juiz concluiu que as esposas têm dois caminhos: ou ficam deprimidas ou "buscam o prazer em outros olhos, outros braços, outros beijos (...) e traem de coração".

Nesses casos, o pensamento é, segundo o juiz: "Meu marido não me quer, não me deseja, me acha uma 'baranga' - (azar dele!) mas o meu amante me olha com desejo, me quer - eu sou um bom violino, há que se ter um bom músico para me fazer mostrar toda a música que sou capaz de oferecer!!!!".

Depois que a traição é consumada, "um dia o marido relapso descobre que outro teve a sua mulher e quer matá-lo - ou seja, aquele que tirou sua dignidade de marido, de posseiro e o transformou num solene corno!", diz o magistrado. No caso que chegou ao juiz, o marido, um policial federal, descobriu que a mulher o traía e resolveu, então, telefonar para o amante dela cobrando explicações. Ele teria feito ameaças ao rival, que, amedrontado, o denunciou à corregedoria da PF. A polícia não manteve segredo do processo administrativo e o agente teria virado alvo de deboche dos colegas. Por isso, entrou com o pedido de danos morais. O juiz não se comoveu. Diante das provas nos autos de que o policial perdoou a mulher, julgou improcedente o pedido de indenização. O juiz não foi localizado pelo G1 para falar sobre sua decisão.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

ARLINDO CRUZ - FIM DA TURNÊ



Sambista Arlindo Cruz termina maratona de dois anos de shows neste fim de semana, no Credicard Hall. Depois de passar pela Europa e por várias cidades brasileiras, ele encerra temporada da turnê de divulgação do último trabalho, o CD e DVD MTV ao Vivo, em que canta sucessos próprios e de outros artistas consagrados.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

OS CRESPOS - TEATRO GRÁTIS

Racismos e Sociedade.






Os Crespos in São Paulo dias 15,16 e 17 de setembro ...


Colaborações dramaturgicas de Marcelino Freire, direção de Eugênio Lima,

grupo teatral Os Crespos discute a identidade do negro no País

Grupo apresenta mosaico de imagens para traçar a identidade do negro no Brasil.
Partindo de textos do alemão Heiner Muller, dos compositores Caetano Veloso, Chico Buarque e Vinicius de Moraes, do ativista político Martin Luther King, do líder negro Malcolm X, dos escritores Cornel West e Ralph Ellison e do grupo musical Racionais MCs, entre outros. Para ressaltar sua pesquisa sobre o racismo Os Crespos utilizam, ainda, música, artes plásticas e projeção de filmes.


Com o apoio da Lei de Fomento para Teatro da Cidade de São Paulo, a Cia Os Crespos desenvolve, desde de setembro de 2009, projeto de pesquisa sobre o racismo na história do Brasil e seus desdobramentos na contemporaneidade. O grupo abre o projeto para público em três apresentações do espetáculo A Construção da Imagem e a Imagem Construída nos dias 15, 16 e 17 de setembro (quarta a sexta), às 21 horas, na sede da Cia Livre. A peça tem direção de Eugenio Lima (Núcleo Bartolomeu de Depoimentos), colaborações de Marcelino Freire e figurinos de Claudia Schapira.
Sede da Cia Livre - Rua Pirineus 107. Barra Funda (Região Central, ao lado do Metrô Marechal Deodoro). Telefone - 11 3564 3663.Nextel 7766 9235 Capacidade – 40 lugares. Censura – 14 Anos. Duração – 90minutos. Preço – Grátis. A bilheteria abre com 30 minutos de antecedência.

5X favela - Agora por nós mesmos (2010)


SINOPSE
Cinco episódios, totalmente concebidos e realizados por jovens moradores de favelas, refletem as múltiplas faces do cotidiano dos moradores dessas comunidades, fugindo dos estereótipos violentos

FICHA DO FILME
Título original: 5X favela - Agora por nós mesmos
Diretor: Cacau Amaral, Cadu Barcelos, Luciana Bezerra, Manaira Carneiro, Rodrigo Felha, Wagner Novais, Luciano Vidigal
Elenco: Silvio Guindane, Juan Paiva, Pablo Vinicius, Gregorio Duvivier, Hugo Carvana, Ruy Guerra, Flavio Bauraqui, Dila Guerra, Roberta Rodrigues, Fátima Rodrigues
Gênero: Drama
Duração: 96 mins.
Ano: 2010
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos
País: Brasil

GOYA LOPES E SUAS CRIAÇÕES AFRO-BRASILEIRAS

Importante nome da moda baiana, Goya Lopes prevê novos caminhos para suas criações afro-brasileiras
FERNANDA SCHIMIDT




“Sinto-me como uma contadora de histórias, por meio da nossa moda”, definiu a artista plástica e estilista Goya Lopes, 56, sobre o seu trabalho, calcado no resgate da cultura afro-brasileira


Formada em artes plásticas, Goya é um dos principais nomes da moda nordestina, desde o lançamento da marca Didara (“bom”, na língua africana ioruba) há 23 anos, quando se instalou no Pelourinho, centro histórico de Salvador, em busca de um espaço genuinamente afrodescendente em que pudesse interagir com pessoas de culturas das mais diferentes. Na época, a baiana Goya havia voltado ao Brasil após concluir uma bolsa de estudos em design na Itália e trabalhava na indústria têxtil de São Paulo. Retornou à terra natal para colocar em prática um projeto pessoal de cultura por meio da moda.

No início, o foco estava na questão afro-baiana, mas acabou se expandindo. “Limitei-me ao que estava ao meu redor, aqui na Bahia, como a religiosidade. Mas existem vários ‘Brasis’ e várias religiosidades. Há referenciais também em outros lugares, como Minas Gerais e Maranhão. Com essa diversidade toda, não poderia ficar só num estado”, disse, apesar de creditar a Bahia como um poço de referências para o país. Ela queria preencher o que chama de lacuna na integração das culturas africana e brasileira na moda. Esta forte simbologia imagética foi acompanhada por tecidos naturais, como o algodão, em cortes mais retos, que remetem aos caftans.

“Há 23 anos, tinham os produtos trazidos da África e aqueles produzidos nos terreiros. Não existia uma produção que as sintetizasse, com uma indumentária para o cotidiano”, afirmou. Goya acredita que a valorização desta cultura no país poderia ser maior se a população tivesse mais informação. “O brasileiro tem todo um orgulho do país, mas não busca o conhecimento. E é, a meu ver, justamente esse embasamento que falta para que exista um respeito”.

É aí que entra seu trabalho. A artista-estilista olha para a história atrás de inspiração, pinça características de regiões, grupos étnicos e a interação entre eles para criar os seus contos de moda por meio da estamparia. Artefatos, ferramentas, natureza e arte pré-histórica entram na sua pesquisa, que parte sempre de uma percepção aguçada. “Se olho e sinto arrepio, é porque ali tem coisa”.

Ela lembra as coincidências que culminaram em uma coleção inspirada na arte rupestre, em 1993, que lhe rendeu, entre outras coisas, um prêmio do Museu da Casa Brasileira e um painel gigante no Itamarati. Uma amiga que morava na Itália havia feito uma exposição sobre arte rupestre africana e lhe enviado um folder sobre o trabalho; outra, que ia fazer um doutorado na França, entregou-lhe livros sobre o mesmo assunto; e, logo em seguida, conheceu uma arquiteta que lhe apresentou uma pesquisa inédita sobre arte rupestre no Piauí. “O material chegou à minha mão! Então, comecei a fazer as figuras rupestres afro-brasileiras, juntando coisas da Chapada e de outros lugares, e surgiu a coleção”, disse.







Hoje, Goya permanece sem abrir mão das referências afro-brasileiras, mas passou a investir também na fatia de mercado voltada para as tendências de moda, com a criação da linha Goya Lopes Resort, de moda praia e pós-praia, voltada para um público feminino sofisticado, que estreou com desfile no Bahia Moda Design nesta segunda (30). “É importante que essas raízes, principalmente africanas, estejam numa linguagem contemporânea”, disse. A serigrafia, exclusivamente manual no trabalho da Didara, ganhou as facilidades da tecnologia moderna e virou estamparia digital na Goya Lopes Resort. A direção criativa das coleções é dividida com Renata Córes, quem assina o estilo da nova marca – Goya manteve seu posto de designer de superfície. Os preços foram ligeiramente requintados. Enquanto as peças da Didara variam de R$ 20 a R$ 500, na “linha premium”devem ir de R$ 80 a R$ 700. Com o target reposicionado, os negócios ganharam outro foco: investir nas multimarcas, em vez de ocupar espaço das duas lojas Didara, localizadas no Pelourinho e no aeroporto de Salvador.

Durante a programação do primeiro dia de Bahia Moda Design, Goya fez o lançamento local do livro “Imagens da Diáspora” (Solis Luna, 2010), criado em parceria com o historiador Gustavo Falcón e composto por 30 gravuras inspiradas pela diáspora africana no Brasil