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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Ocupação Preta de novembro traz como tema a tradição dos Bailes Black


Fonte: Lau Francisco / Fotos : Samba Rock na Veia 


Os bailes black foram um verdadeiro sucesso de público durante a década de 1970 no Rio de Janeiro e em São Paulo. O valor cultural desse movimento era tanto que artistas de qualidade ganharam notoriedade nacional por conta dos bailes, como o cantor Tim Maia. O OCUPAÇÃO PRETA deste mês de novembro traz como tema os “Bailes Blacks – Sociedade, articulação e resistência da população negra”. O evento acontece no próximo sábado, dia 28 de novembro, a partir das 16h, no Centro Cultural da Penha (Largo do Rosário, 20, Zona Leste de São Paulo). O Ocupação Preta tem ENTRADA FRANCA. 





Cada vez mais, o mito da democracia racial brasileira tem sido questionado pelos mais diversos atores sociais. E especialmente a partir dos anos 2000, acompanhamos uma pulsante produção realizada por artistas, coletivos, grupos e companhias de teatro e dança que produzem uma arte engajada, questionadora e que coloca em xeque essa ideia. Além disso, o mito da democracia racial e o racismo também têm sido questionados por pesquisadores do campo acadêmico que, a partir de seus trabalhos, têm evidenciado as desigualdades marcadas pelo fator étnico-racial. Nesse sentido, o projeto Ocupação Preta realiza uma vez por mês uma programação que discute as relações raciais no Brasil através, tanto da produção acadêmica sobre a problemática, como das diversas manifestações artísticas realizadas pela população negra de São Paulo. 







PROGRAMAÇÃO

16h Roda de Conversa
Bailes Blacks – Sociabilidade,  articulação e resistência da população negra

Sharylaine
Sharylaine é Rapper, Compositora, Cantora. Advinda dos bailes blacks, inicia como MC em 1986 através da gang de break "Nação Zulu", onde funda ao lado de City Lee o grupo "Rap Girls".Realiza sua primeira gravação solo na coletânea "Consciência Black" em 89. Atuante na Cultura Hip Hop e do Samba é uma ativista cultural, social e política. 

Willian Santiago(Ziwbabue)
Produtor musical apresentador de programa e radio.o som da massa pela Bandeirantes e 105 FM ,diretor presidente da Zimbabwe e presidente da apeesp.associação dos promotores de eventos.   

Márcio Macedo confirmado
Márcio Macedo é graduado e Mestre em Sociologia pela USP. Atualmente trabalha como professor do FIAM FAAM Centro Universitário e é doutorando em Sociologia pela The New School For Social Research, em Nova York. Tem pesquisado e escrito sobre movimento negro no Brasil, relações raciais e formas de sociabilidade da população negra paulista. Sua pesquisa de doutorado centra-se em uma reconstrução histórica do movimento hip-hop em São Paulo. 

18h Penharol

19h Intervenção

Soul Sirters
O grupo nasceu no ano de 1999 através das oficinas culturais na casa do Hip Hop em Diadema, seu principal intuito é difundir alguns dos estilos da dança de rua mas priorizando sempre a base para todos esses estilos que é  o Funk Soul
Através de coreografias próprias dos estilos Funk ,Locking e Breaking o grupo mostra que é possível a evolução dos passos sem perder o essencial sua base ou seja sua raiz. Coreografias essa que sempre resgatam grandes nomes da musica Black, tanto brasileira como americana. O grupo já participou de vários shows dentro e fora da cidade de são Paulo

Dance +

19h Samba Rock na Veia
Samba Rock na Veia é conhecido pela luta e difusão da cultura samba rock. Neste mês de novembro o projeto completa oito anos de atuação, desenvolvendo atividades para difundir a cultura samba rock para o Brasil inteiro com ações sócio-culturais e de produção concentradas no estado de São Paulo e sua capital. Foi em 2007 que nasceu o blog Samba Rock Na Veia, com o objetivo de preencher a falta de informação sobre o assunto na internet, atendendo um público que tinha dificuldade de encontrar informações sobre artistas, lugares para dançar, fazer aula ou simplesmente ouvir o estilo musical. Samba Rock Di Quebrada dentre outros. Mais informações

20h- Bafafa
O Coletivo BAFAFÁ começou a partir do desejo em comum de um grupo de amigos, criar na noite paulistana uma festa, um encontro de amigos músicos, artistas e dançarinos para celebrar e apresentar suas pesquisas em volta da cultura africana. Desde o início a característica principal do coletivo é a de uma plataforma, onde seja experimentado, mostrado e criado projetos, pelo coletivo e também de próximos. Além de arranjados musicais sempre com participações de Thiago França, Kiko Dinucci, Felipe Roseno nas Gigs, e discotecagens sempre especiais oferecidas por Bruno Buarque, Lucas Martins, Eduardo Brechó, dentre outros.


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OCUPAÇÃO PRETA
Quando: dia 28 de Novembro de 2015, a partir das 16h00
Onde: Centro Cultural da Penha (Largo do Rosário, 20, - ZL -  São Paulo)
Quanto: ENTRADA FRANCA
Informações: (11) 2293-6630







Associação Cultural Cachuera! lança Livro, CD e DVD sobre o batuque de umbigada do oeste paulista


Fonte : Lau Francisco 

Obra é voltada prioritariamente para escolas e integra o projeto
Edições Acervo Cachuera!






A Associação Cultural Cachuera! fecha o ciclo do projeto  Edições Acervo Cachuera! com o lançamento do livro/CD/DVD O Batuque de Umbigada – Tietê, Piracicaba e Capivari, SP. O evento será no Espaço Cachuera!, dia 28 de novembro de 2015 (sábado), a partir das 16h (Rua Monte Alegre, 1.094 – Perdizes – São Paulo).  Contemplado pelo programa Petrobras Cultural na seleção de ‘Educação Para as Artes’, o projeto Edições Acervo Cachuera!, dedicado a divulgar tradições de cultura popular afro-brasileiras da região Sudeste a partir de material audiovisual existente no Acervo Cachuera!, já lançou livros/CDs/DVDs sobre o jongo do bairro do Tamandaré, de Guaratinguetá – SP (2013), e o reinado da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá, de Belo Horizonte – MG (2015).  A obra a ser lançada, sobre o batuque de umbigada, é fundamentada em mais de 20 anos de convivência entre integrantes da Cachuera! e a comunidade que mantém esta tradição nas cidades paulistas de Tietê, Piracicaba e Capivari, localizadas no oeste do estado, região que outrora tinha o batuque presente em várias outras cidades; questões como o racismo e o preconceito, porém, acabaram por promover historicamente uma diminuição significativa do seu território de ocorrência.  Nos últimos anos iniciou-se um processo de revitalização e hoje o batuque de umbigada volta a estar presente nos municípios de Rio Claro, Barueri e São Paulo. 











O livro/CD/DVD é voltado prioritariamente para escolas, atendendo às exigências das leis 10.639/03 e 11/645/08, que tornaram obrigatório o ensino de história e cultura africana, afro-brasileira e indígena na educação básica brasileira.
O batuque de umbigada veio da caiumba, dançada em locais afastados das fazendas como meio de os negros escravizados poderem manter viva sua cultura. Desde a época do escravismo até a atualidade, as modas do batuque discursam contra a opressão, o preconceito e a discriminação que atingem os negros da região, e também relatam o dia-a-dia dos batuqueiros, seus amores e sonhos. Em algumas modas, o forte uso de metáforas e a linguagem simbólica permite manter discrição sobre o que está sendo cantado, e para quem. Da mesma forma que a capoeira ludibriava os capitães do mato, despertando olhares para a dança ao mesmo tempo que se fortalecia como luta e autodefesa, o batuque, considerado simples diversão entre os negros na visão dos donos de fazendas, também funcionava como forma de articulação por meio das cantorias. O tambu, o quinjengue, a matraca e o guaiá são os instrumentos de percussão que acompanham as modas. A dança do batuque tem formação em duas fileiras confrontantes , de homens e de mulheres, e tem como principal característica a umbigada trocada pelos casais dançantes.

Livro traz estilo inédito de narrativa histórica
O livro que integra a obra O Batuque de Umbigada - Tietê, Piracicaba e Capivari, SP foi concebido com base em encontros realizados entre a equipe da Cachuera! e os batuqueiros. A redação do livro ficou a cargo da Cachuera! e os batuqueiros atuaram como um conselho editorial, opinando sobre o conteúdo. O livro traz uma novidade narrativa, a tecelagem de entrevistas. Alguns de seus capítulos foram elaborados através do entrelaçamento de depoimentos de vários batuqueiros,  entrevistados por integrantes da Associação Cachuera! em diferentes períodos, entre 1992 e 2015.

Desta forma, batuqueiros já falecidos, como Romário Caxias e Plínio, ‘conversam’ com os mais jovens, como Bomba e Fião, sobre temas como a origem do batuque, o toque dos instrumentos, histórias que inspiraram modas, etc. “Aproximamos e entretecemos trechos de depoimentos gravados como se as pessoas estivessem sentadas em roda conversando sobre determindo tema. E nós, da Cachuera!, nos colocamos às vezes no meio dessas conversas”, explica Paulo Dias, editor do livro e coordenador do projeto Edições Acervo Cachuera!, presidente da Associação Cachuera! e pesquisador de longa data dos batuques de terreiro do Sudeste do Brasil, que incluem o jongo, o batuque de umbigada e o candombe. O livro apresenta histórias inusitadas e representativas de batuqueiros, como as narradas pelo falecido Rei Domingos, da cidade de Tietê, entrevistado pela Cachuera! já com mais de 100 anos de idade
.


CD e DVD: tradição e contemporaneidade do batuque
O CD encartado no livro apresenta 53 modas de batuque tratando de temas variados como histórias de namoro, casamento e desapego, críticas de costumes, libelos contra a discriminação e a opressão, com o uso de ironia, do humor, de provérbios e metáforas. Diversas faixas são interpretadas por Anecide Toledo, a grande dama do batuque de umbigada atualmente. O DVD traz dois documentários: No Repique do Tambú, de 2003, coprodução da Associação Cachuera! com as TVs Cultura e SESC/Senac, e A Primeira Boca, A Primeira Casa: Relatos Sobre o Novo Batuque de Umbigada, produção de 2015 que mostra o processo de revitalização do batuque de umbigada. O evento de lançamento abre com a exibição deste documentário.

Batuque de umbigada, racismo e preconceito

As comunidades batuqueiras são alvos constantes de preconceito até hoje. Na história deles contabiliza-se o vigário que era contra a presença do batuque dentro da cidade e relatos de que vários municípios do oeste paulista viveram épocas de “apartheid social”, impondo regras de que o centro era para os brancos, sendo que em alguns lugares até portões foram utilizados para dividir brancos e negros – isso nos anos 1970. Os batuqueiros denunciam tais fatos por intermédio das letras das modas. “O batuque tem força política e projeta uma sociedade que nós queremos, onde negros e brancos possam viver juntos com direitos iguais. E o preconceito ainda está presente: até hoje é a comunidade que custeia suas próprias festas, praticamente sem apoio dos poderes públicos locais”, diz Paulo Dias.
Com o surgimento de projetos de valorização da cultura local, ações do movimento negro e de associações ligadas à valorização da cultura popular tradicional afro-brasileira, os jovens da comunidade passaram a reconhecer o valor histórico do batuque e hoje vivem a experiência de promover um processo de renovação na cultura da Umbigada, principalmente dentro dos barracões, lotados, em todas as festas promovidas pela comunidade.

Lançamento do Livro/CD/DVD
O Batuque de Umbigada – Tietê, Piracicaba e Capivari, SP

Livro: 296 páginas | CD: 78 minutos - composto por 53 modas de batuque de umbigada gravadas de 1994 a 2013 pela Associação Cultural Cachuera! 
DVD: No Repique do Tambú (2003) – 53 minutos |  A Primeira Boca, A Primeira Casa: Relatos Sobre o Novo Batuque de Umbigada (2015) – 85 minutos
Patrocínio: Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura (Governo Federal/MinC)

No dia do lançamento o livro/CD/DVD será vendido ao público em geral  (valor: R$ 50,00)
Onde: Associação Cultural Cachuera! – Rua Monte Alegre, 1.094 . Perdizes . São Paulo . SP
Quando: dia 28 de novembro de 2015 (sábado), a partir das 16h
Quanto: Entrada franca
Informações: (11) 3872-8113 . 3801 1708
www.cachuera.org.br
Programação
16h – Exibição do documentário A Primeira Boca, A Primeira Casa – Relatos Sobre o Novo Batuque de Umbigada
18h – Roda de conversa com as comunidades batuqueiras de Tietê, Piracicaba e Capivari
20h – Confraternização

21h – Apresentação de Batuque de Umbigada

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

6º Encontro de DJ’s de Hip Hop





Fonte: Yamada


Realizado anualmente na cidade de São Paulo, o Encontro chega a sua 6ª edição em 2015. O projeto surge de um sonho do DJ Erry-g que é o de dar mais visibilidade para os Deejays, discutir e apresentar as novas técnicas e performances, discutir o panorama da profissão e reunir os demais elementos do Hip Hop.
Em seu inicio, o Encontro de DJ’s contou com a parceria e apoio da Ação Educativa e Centro Cultural da Espanha, tendo sua primeira edição em 2008, realizado no Centro Cultural São Paulo junto ao intercâmbio do Hip Hop da Espanha.
Dando prosseguimento ao projeto, o Instituto Cultural Dandara e Guerreiros Produções assume a sua realização a partir de 2012.
Existem poucas oportunidades de encontro entre os DJ’s, algumas das propostas do Encontro é proporcionar um intercâmbio entre diversos artistas da linguagem do Hip Hop Brasileiro, diminuir o afastamento entre boa parte destes profissionais e também propor que socializem os processos artísticos e conhecimentos que estão desenvolvendo dentro da sua área. Fortalecendo a linguagem dos DJs.
Neste ano teremos batalhas de DJ’s, competição de Crew’s, performances de DJ’s, discotecagem, interação entre DJ’s e Beat Box, pocket show de rap, batalha de mcs, apresentações artísticas e outras ações acerca do elemento central que é o DJ e seu universo artístico.

O evento será realizado nos dias 18, 19, 21 e 30 de novembro, as atividades acontecerão em quatro espaços diferentes e em regiões distintas de São Paulo: CEU’s Caminho do Mar, Uirapuru, São Carlos e Jaçanã (Zona Sul, Oeste, Leste e Norte, respectivamente).
Com a curadoria de DJ Erry-g e co-curadorias regionais com experiência na área: DJ Eric Jay, DJ Clevinho e DJ Bia Sankofa  apoio da Secretaria de educação e Novembro Negro circulando nos CEU’s.

Serviço:

Evento: 6º ENCONTRO DE DJ’S DE HIP HOP
Datas: 18, 19, 21 e 30 de novembro de 2015.
Locais: CEU’s Caminho do Mar, Uirapuru, São Carlos e Jaçanã.
Entrada: Franca

Maiores informações:
Tel: 55 11 5560-4183 /  11 98298-9641
Email: contato@institutoculturaldandara.org.br
Site: www.institutoculturaldandara.org.br






Realização: Instituto Cultural Dandara
Promoção: Guerreiros Produções
Apoios: Secretaria de Educação da Prefeitura de São Paulo / Novembro Negro.
Parceiros: CEU’s Caminho do Mar, Uirapuru, São Carlos e Jaçanã, Ação Educativa, Áh Comunicação.

Ativista Malaak ShabazzFilha do líder negro Malcolm X participa de encontro em SP que vai discutir situação da juventude negra e violência racial na atualidade


Fonte : Cláudia Alexandre / Carlos Romero / Camila Gonçalvez


São Paulo - Discutir a situação preocupante que atinge boa parcela da população jovem e negra brasileira, que tem os homicídios como a principal causa de morte, especialmente de pessoas na faixa de 15 a 29 anos, do sexo masculino, moradores de periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos. Este é um dos motivos que trará pela primeira vez ao Brasil a ativista Malaak Shabazz, filha do lendário líder negro Malcolm X (1925-1965), que ficou famoso nos anos 50/60 por lutar contra o regime racista dos Estados Unidos.Malaak, especialista em direitos humanos internacionais, atua na ONU há 29 anos e vai falar para um público que lhe interessa muito: jovens de países que ainda sofrem as consequências do racismo e da discriminação racial. O rapper Dexter também participará do encontro. O Seminário Juventude Negra acontece nesta quinta-feira, às 14 horas, noauditório da Galeria Olido (Avenida São João, 473), no Centro. O evento é promovido pela Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo, como parte da Semana da Consciência Negra, que tem como tema “Consciência Negra e Inclusão – Rumo ao Centenário do Samba”.
O seminário pretende integrar os agentes sociais, formadores de opinião e especialistas entorno de indicadores que colocam a população jovem em situação de exclusão em áreas como educação, saúde e emprego, mas o enfrentamento da violência ganhará maior destaque. De acordo com dados do Mapa da Violência 2014: Os Jovens do Brasil, em 2012, dos 56.337 mortos por homicídios, no Brasil, 53,37% eram jovens. Destes, 77% eram negros (assim considerados a soma de pretos e pardos) e 93,3% eram homens. De 2002 a 2012, o número de homicídios de jovens brancos caiu 32,3%, e de jovens negros aumentou 32,4%.
A programação da Semana da Consciência Negra termina dia 24 de novembro e até lá estão previstos shows, debates, feira de artes, artesanato e performances de grupos culturais no Largo do Paissandu. Dia 20 de novembro, a partir das 11h30, no Vale do Anhangabaú haverá grande show com artistas como Izzy Gordon, Banda Black Rio, Chico César, Nereu Mocotó, Tereza Gama, Leci Brandão, Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Alcione e Escola de Samba Vai-Vai.
Sobre Malaak Shabazz
Malaak Shabazz é a filha mais nova dos ativistas de direitos humanos globais Dra. Betty Shabazz e El Haji Malik Shabazz (Malcolm X), e atua na comunidade de ONGs da Organização das Nações Unidas (ONU) há 29 anos. 
Ela é especialista em questões de direitos humanos internacionais, como "Descolonização e a eliminação do racismo e discriminação, com ênfase na situação de meninas", e "Erradicação da violência contra mulheres em conflitos armados e catástrofes climáticas". Além disso, está envolvida com a fundação Worldwide Orphans (WOO), que monitora as condições de crianças órfãs em desastres. E, por meio de seu trabalho com a organização britânica Human Appeal, mobiliza conscientização internacional e ajuda humanitária para os refugiados do Oriente Médio. 
Shabazz foi convidada para participar da 16a Sessão do Grupo de Trabalho de Especialistas sobre Povos Afrodescendentes, em Genebra. Ela também recebeu certificado de presença e participação no XIX Congresso Internacional de Arte Rupestre IFRAO 2015, realizado em Cáceres, na Espanha. 
Foi presidente da Subcomissão de Direitos Humanos da ONU para a Eliminação do Racismo e Discriminação. Malaak Shabazz é palestrante internacional e uma das dirigentes do Memorial e Centro Educacional Malcolm X e Dra. Betty Shabazz, o theshabazzcenter.net, em Nova Iorque. 

Sobre a SMPIR
A Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial tem a finalidade de formular, coordenar e articular políticas e diretrizes para a promoção da igualdade racial e avaliação das políticas públicas de ação afirmativa, com ênfase na população negra. A política de ação afirmativa é o instrumento por meio do qual se busca a promoção dos direitos dos indivíduos e grupos étnico-raciais que sofreram injustiças históricas e, ainda hoje, sofrem com desigualdades sociais motivadas pela discriminação racial e demais formas de intolerância.

Serviço
Seminário Juventude Negra
Data: 19 de novembro, às 14h
Local: Galeria Olido – Avenida São João, 473 - Centro
 Mais informações:
11. 4571-0961 / 11 99107-9758
Credenciamento e Atendimento à Imprensa
Carlos Romero        – (11) 96308-2662
Camila Gonçalves   – (11) 97326-9170 –centraldecomunicacao@gmail.com
Claudia Alexandre   – (11) 97061-5995
Patrícia Magalhães  – (11) 97616-4906

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Semana da Consciência Negra em São Paulo - GRANDES SHOWS.





Fonte: Carlos Romero /Claudia Alexandre



De 16 a 20 de novembro, durante a Semana da Consciência Negra, promovida pela Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de São Paulo,  o centro velho da cidade será o espaço para shows, debates, feira de artes, artesanato e muita música. Artistas como Alcione, Jorge Aragão, Chico César, Arlindo Cruz, Paula Lima, Zezé Motta e Rappin Hood, entre outros, além de grupos de samba, rap, capoeira e maracatu se apresentarão nos palcos que estarão montados na região do Largo do Paissandu e Vale do Anhangabaú. Na sexta-feira dia 20, às 10 horas, será celebrada Missa Afro, por Dom Eduardo Vieira dos Santos, em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, com a participação de 400 membros das irmandades negras de São Benedito e do Rosário. Dom Eduardo é o primeiro bispo negro do Estado de São Paulo.




A programação, que terá como tema “Consciência Negra e Inclusão – Rumo ao Centenário do Samba”  e reunirá as mais variadas manifestações culturais afro-brasileiras, a partir de três eixos principais: Cidadania, com serviços de emissão de documentos, consultoria sobre discriminação racial e de gênero,  saúde e beleza; Empreendedorismo, com a Feira Étnico-racial, que será montada no Largo do Paissandu, com estandes de comidas típicas, produtos e acessórios;  e Cultura com apresentações de grupos artísticos, performances e debates.
Com a presença de grandes nomes do samba e comunidades do samba paulista, os shows vão antecipar as comemorações dos 100 anos do registro, em 27 de novembro de 1916, do primeiro samba gravado em disco no Brasil: “Pelo Telefone”, de Donga e Mario Almeida. (Veja abaixo a programação completa).

O dia 20 de novembro, data da morte do líder negro Zumbi dos Palmares (1695), é uma das principais vitórias do movimento negro de luta contra o racismo no Brasil. A data  foi criada  em 2003 e instituída em âmbito nacional em 2011,  (Lei 12.519, de 10 de novembro).  É feriado em mais de mil cidades e nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro. No Brasil mais da metade da população (50,7%) é preta e parda (negra), de acordo com dados do IBGE, de 2010.

A População Negra em São Paulo

De acordo com dados da SMPIR, que lançou recentemente o portal São Paulo Diverso os afrodescendentes constituem 37% da população do município de São Paulo. De acordo com o secretário da SMPIR, Maurício Pestana, apesar de representativo, este contingente ainda sofre com desigualdades sociais e raciais em diversas áreas, como educação, renda e trabalho.
Por exemplo, do total de estudantes que declararam haver concluído o ensino superior, 84,4% eram brancos, e apenas 15,6% eram negros. Já no mercado de trabalho, a taxa de desocupação era de 6,3% entre brancos e 9,1% entre afrodescendentes. Para mulheres negras, essa taxa era ainda maior: 11,3%. As diferenças raciais são ainda maiores para jovens de 15 a 24 anos. Entre os jovens de cor branca, o desemprego estava em 14,7%, subindo para 18,8% entre negros e 22,3% entre jovens negras mulheres. No mesmo ano, o rendimento médio de homens brancos era mais que o dobro do que o de homens negros, enquanto mulheres brancas ganhavam quase três vezes mais que as afrodescendentes.
“Os índices são fruto do atual modelo de desenvolvimento que acaba reproduzindo as desigualdades sociais e raciais, e faz surgir a necessidade de se pensar alternativas socialmente inclusivas e economicamente sustentáveis”, disse Pestana.
É a partir destes dados que a SMPIR, em conjunto com o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento tem aproximado gestores públicos, grandes empresas e empreendedores para discutir sobre ações afirmativas e desenvolvimento econômico inclusivo. Um trabalho que motivou o Fórum São Paulo Diverso, que este ano teve a sua segunda edição realizada no dia 5 de novembro no auditório Elis Regina (Anhembi). O evento contou com as presenças de representantes e presidentes de empresas como Grupo Carrefour, Bayer Brasil, Du Pont Brasil, IBM, BASF, Banco Itaú entre outros. “O aumento da diversidade nas instituições,  que geram emprego e renda,  é uma ferramenta poderosa para a superação dessas diferenças. Hoje, dezenas de empresas adotam políticas afirmativas, que se estendem também a mulheres, LGBTs e pessoas com deficiência. As multinacionais representam mais de 90% das organizações que adotam essas políticas. As empresas no Brasil já começam a tomar essas ações como exemplo, mas ainda são poucas”, concluiu Pestana.
Em 2014, o setor público federal implementou cota de 20% para negros nos concursos públicos federais. O mesmo já havia sido feito em 2013 pela Prefeitura de São Paulo por meio da Lei nº 15.939/13. Nos últimos dois anos, mais de 1.000 servidores entraram na Prefeitura por meio das cotas e em posições estratégicas, como procuradores, contadores, professores e auditores fiscais.






Confira a Programação da Semana da Consciência Negra de São Paulo

Dia 16 de novembro -

DIA 16 – PRAÇA DAS ARTES
Evento
Artista
Início
Fim
9:00
11:30
Abertura Oficial (presença Prefeito e Secretário Municipal)
Filafro (abertura com Hino Nacional e Hino da Negritude)
14:00
17:00
Seminário Cotistas e Formação de Professores
17:00
18:00
Show
Paula Lima, Zezé Motta e Anelis
DIA 16 – LARGO DO PAISSANDU
Evento
Artista
Início
Fim
13:00
19:00
Feira Afro
13:00
14:00
show
Mariama 13
15:00
16:00
show
Heliosa Lucas
19:00
20:00
show
Paulo
DIA 17 - GALERIA OLIDO
Evento
Artista
Início
Fim
16:00
18:00
Seminário Mulher
18:30
19:00
Cortejo
DIA 17 – LARGO DO PAISSANDU
Evento
Artista
Início
Fim
10:00
19:00
Feira Afro
12:00
13:00
show
Dago Miranda
13:00
14:00
show
Alfredo Rasta
19:00
19:30
Cortejo
chegada cortejo
19:30
20:30
show
Deise do Banjo
20:30
21:00
Capoeira
Capoeira




DIA 18 -  Sede da SMPIR - Vale do Anhangabaú. 350 - 6o. andar
Evento
Início
Fim
16:00
18:00
Seminário Empreendedores
DIA 18 – LARGO DO PAISSANDU
Evento
Início
Fim
10:00
19:00
Feira Afro
DIA 19 – OLIDO
Evento
Início
Fim
14:00
16:00
Seminário Juventude Negra
DIA 19 – LARGO DO PAISSANDU
Evento
Artista
Início
Fim
10:00
19:00
Feira Afro
12:30
13:30
show
Pretologia Rap
13:30
14:30
show
Alquimistas
14:30
15:30
show
Sr. B e Dona Vontade
19:00
20:00
Performance
Boi Morro do Querosene
Evento
Artista
Início
Fim
18:30
19:00
show
19:00
19:50
show
Nelson triunfo
20:00
20:50
show
Rappin Hood e banda
21:00
22:00
show
Dexter
DIA 20 – LARGO DO PAISSANDU
Evento
Artista
Início
Fim
13:00
19:00
Feira Afro
10:00
13:00
Missa Afro
Igreja N.S. Rosário dos Homens Pretos
13:30
14:00
show
Gospel
14:30
16:30
show
Comunidades do Samba
17:00
18:00
show
Chocolate
18:00
19:00
show
Alex Ribeiro
19:00
20:00
show
Toninho Gerais



DIA 20  DE NOVEMBRO – VALE DO ANHANGABAÚ
Evento
Artista
Início
Fim
11:30
12:00
Abertura
12:00
12:50
show
Velha Guarda
13:20
14:05
show
Izzy Gordon
14:30
15:20
show
Banda Black Rio
16:00
16:40
show
Chico César
17:20
18:00
show
Nereu e Tereza Gama
18:30
19:20
show
Leci Brandão
20:00
21:40
show
Jorge Aragão convida Arlindo Cruz e Alcione
22:00
22:40
show
Escola de Samba Vai Vai
22:40
22:45
Encerramento


SOBRE A SMPIR
A Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial tem a finalidade de formular, coordenar e articular políticas e diretrizes para a promoção da igualdade racial e avaliação das políticas públicas de ação afirmativa, com ênfase na população negra. A política de ação afirmativa é o instrumento por meio do qual se busca a promoção dos direitos dos indivíduos e grupos étnico-raciais que sofreram injustiças históricas e, ainda hoje, sofrem com desigualdades sociais motivadas pela discriminação racial e demais formas de intolerância.

Mais informações:

Credenciamento e Atendimento à Imprensa
Carlos Romero – (11) 93010-4722 carlosromero26@gmail.com

Das 13h às 20hs 4571- 0905 SMPIR